Isto não é um bug de software, é mesmo o jovem Bugg de volta no Super Bock Super Rock | Watch and Listen!

Isto não é um bug de software, é mesmo o jovem Bugg de volta no Super Bock Super Rock

Review do concerto do Jake Bugg no Super Bock Super Rock.

O artista de 20 anos esteve em Portugal pela segunda vez consecutiva, embora este ano ter sido no Super Bock Super Rock. Foi no dia 17 de Julho que Bugg pisou o palco secundário pelas 22h50, e apesar de ter começado durante o concerto dos Tame Impala, havia um enchente razoável de pessoas ansiosas.

O concerto começou com Jake a pôr todos à prova para ver quem sabia dançar, com "There’s a Beast and They All Feed It" do mais recente álbum Shangri La (2013). Seguiu-se "Trouble Town", um single do primeiro álbum do artista sob o mesmo nome, onde três minutos deram continuação ao ambiente dançante que Bugg tinha determinado desde o início. O princípio da seguinte canção foi acompanhado pelas palmas dos fãs que já decifravam qual seria. O refrão de "Seen It All" foi cantado em coro por todos, mostrando a Bugg que realmente não passa despercebido pelos portugueses. E é depois que começamos a ver um lado mais romântico de Jake Bugg. Capaz de tornar o seu estilo folk e indie rock numa balada mais romântica, o jovem artista tocou e cantou "Me and You" fazendo o impossível, partindo ainda mais corações adicionando-os à sua colecção. Com a guitarra acústica, Bugg deu continuação à atmosfera com "Storm Passes Away" presente no álbum lançado no fim do ano passado. Sem pausa para nos recompormos, Jake lançou-se para um das suas músicas mais conhecidas. Bugg teve direito a coro por parte do público que conhecia bastante bem a "Two Fingers". Se estiveste lá e não mostraste dois dedos, então devias estar de castigo. Se mostraste, espero que tenham sido da mão direita pois se tinhas uma cerveja nessa mão, deves ter sofrido muitos penáltis. Voltando à guitarra eléctrica seguiu-se "Messed Up Kids", outra música estreante em Portugal. Dando continuação ao concerto, Jake Bugg cantou a balada. "Ballad of Mr. Jones" que para mim foi um pouco mais melancólico, o que não significa que não apreciei. A voz de Bugg é singular e por isso digna de admiração. É impossível não gostar da voz dele ao som de "Simple Pleasures", a canção que se seguiu. Desviando-se um pouco do folk habitual das suas outras músicas, esta está um bocado mais virada para o rock. Continuando com melodias de guitarras eléctricas, retirado do EP "Taste It", foi a vez de "Green Man" seguido por "A Song About Love" que mais uma vez levou todas as fãs a suspirarem. De seguida voltámos ao lado rockeiro do jovem com "Kingpin", dando depois lugar a "Taste It". Demos um pezinho de dança ao som desta pois também é uma das favoritas e seria impossível não o fazer. A certa altura fiz um comentário sobre o jovem Jake para com a minha amiga: “para ser sincera só vim mesmo ver o Jake, e claro ouvir algumas das minhas músicas favoritas”. A verdade é que encontrava-se uma rapariga ao nosso lado que respondeu com todo o entusiasmo e excitação: “ele é lindo não é?” ao qual nós ficámos um pouco sem saber o que responder embora a resposta fosse óbvia. Batemos o pé uma vez mais com "Slumville Sunrise". Eu diria que este som é a essência de Bugg como artista pois os instrumentos em sintonia com a sua voz criam uma nova dimensão do que conhecemos por música. "Lightning Bolt" foi o suficiente para terminar o concerto em grande. Todos sabiam a letra e o refrão foi sentido por todos. O ambiente vivido durante esta última era qualquer coisa e foi assim que Jake Bugg despediu-se mais uma vez dos portugueses.

Ao contrário do ano passado não vi roupa interior a ser atirada para o palco, mas o sol já tinha caído por isso posso não ter visto. Apesar disto notou-se no número razoavelmente grande de fãs que o artista tem no nosso país. Apesar de ter a minha idade, Jake Bugg consegue pôr tanto raparigas como rapazes animados com as suas canções de uma mistura de indie e folk rock. Foi para todos os gostos. Os antigos fãs tiveram a oportunidade de ouvir as suas favoritas do primeiro álbum homónimo, e os mais recentes deliciaram-se com as antigas e novas músicas do último. Assim, despedimo-nos uma vez mais de Jake Bugg e claro, esperamos que volte de novo mas desta vez num concerto só dele.

                                          

Texto: Diana Veiga
Fotos: Iris Cabaça

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