Reportagem do 2º dia do NOS Alive 2014 | Watch and Listen!

Reportagem do 2º dia do NOS Alive 2014


Reportagem sobre o segundo dia do NOS Alive 2014.

Depois de um primeiro dia esgotado, com muito calor e com os Arctic Monkeys, chega o segundo dia que contou novamente com várias bandas e artistas no Passeio Maritímo de Algés.
Vejam a reportagem para ficarem a saber o que se passou neste dia.



The Vicious Five

"Bem-vindos ao nosso funeral" foram as primeiras palavras que Joaquim Albergaria proferiu aquando de este ser provavelmente o último concerto dos The Vicious Five, mas foi um funeral bem animado que deu para saltar e transpirar muito. Rodeados por músicos muito bons e um vocalista que se enrola sempre no fio do microfone, este concerto não será esquecido tão depressa.
É seguro dizer que muitas pessoas não conheciam a banda, porém, isso não os deixou de darem um concerto memorável. Albergaria não consegue parar quieto em palco seja a saltar de um lado para o outro, seja a puxar pelo público e dá mesmo gosto em ver-se isso. Os seus amigos dos PAUS também estiveram presentes no concerto para apoiá-lo.
Foram a banda que abriu o Palco NOS no dia 11, e não podia ter começado de maneira mais animada.
Só é pena que seja pouco provável voltar-se a ver a banda num concerto novamente.

Momento alto do concerto: O melhor momento, apesar de várias palavras e piadas trocadas por Quim, foi quando este desceu para o público e ficou a cantar para as pessoas.

                                               


The Last Internationale

A revolta chegou com o concerto dos The Last Internationale.
Os The Last Internationale são uma banda sem receios que critica os governos nas suas músicas, protesta por razões políticas e ainda manda algumas bocas sobre corrupção nos seus concertos e foi isso que trouxeram ao NOS Alive. São uma banda recente, mas as suas músicas levam-nos a outra era histórica.
A banda tem ligações com Portugal sendo que tiveram a ajuda dos estúdios Sá da Bandeira no seu EP, e o seu membro Fernando Silva é português e durante o concerto falou num português perfeito.
A vocalista Delila Paz prendeu o público com a sua dança frenética e a sua voz que conjuga muito bem com as letras das músicas da banda.
Foi uma boa viagem no tempo, e gostávamos de ter ficado lá mais tempo.

Momento alto do concerto: O grande momento foi quando a banda cantou "Grandôla, Vila Morena" (outra música revolucionária) porque ninguém esperava por tal, o que gerou várias surpresas e gritos. A banda cantou com algum sotaque, mas mesmo assim pareciam portuguesas e naquele momento foram todos portugueses ali.

                                                 


MGMT 

Chegou uma das bandas mais aguardadas da noite que levou muitas pessoas a Algés.
Esta não foi a primeira vez dos MGMT no NOS Alive, mas sim a primeira vez no palco grande e os "Kids" safaram-se bem.
O concerto começou com "Congratulations" e seguiu-se logo com "Time to Pretend" que é um dos grandes sucessos da banda. Óbvio que os fãs conheciam mais as músicas do primeiro álbum "Oracular Spectacular" (porque que é que consegue esquecer um álbum tão fantástico) e essas foram as mais recebidas. Quanto às outras músicas dos álbuns seguintes dos MGMT e o do novo, foram recebidas apenas com gritos e aplausos.
A setlist foi muito pequena e faltaram algumas músicas (a banda foi avisada que tinha 15min para acabar o concerto), porém fizémos uma viagem ao rock psicadélico e ao indietronica. Além das músicas, também houve um espectáculo com várias imagens que representam a banda no ecrã atrás. Foi um espectáculo musical e também visual ao mesmo tempo porque as imagens eram mesmo hipnotizantes.
Apesar das críticas de a banda não ser tão boa ao vivo, saiu-se muito bem num palco grande.

Momento alto do concerto: O grande momento foi quando o vocalista Andrew desceu para o público e tocou nas pessoas na música "Kids".

                                                    




The Black Keys

Os grandes cabeças de cartaz do dia chegam finalmente, e da melhor maneira.
A rock eletrizante dos The Black Keys levou o público ao rubro. Na lista de músicas estavam incluídos temas de "Brothers" e "El Camino" que são os meus maiores sucessos, e tocaram poucas músicas do novo álbum da banda "Turn Blue", tais como,"It's Up To You Now, "Bullet In The Brain", "Fever", e também duas músicas de "Attack & Release".
O concerto começou com "Dead and Gone" e seguiram-se temas como "Next Girl", "Run Right Back", "Gold On The Ceiling" e "Howlin' For You" que era conhecidos de cor e salteado.
O vocalista Dan Auerbach foi sempre cativante de se ver e estava sempre a puxar pelo público trocando algumas palavras de agradecimento. 
Os The Black Keys são um duo, mas em concerto vêm acompanhados por mais músicos e só no encore é que atuaram apenas Dan e Patrick.
Eles também foram uma das bandas que levou muitas pessoas a Algés naquele dia e fizeram jus a isso, e durante o seu concerto estavam muitas pessoas no Palc NOS.
Esta foi a segunda vez dos The Black Keys em Portugal, mas certamente não será a última. 
Depois de tocarem os seus maiores êxitos, voltaram para o encore com dois temas "Little Black Submarines" e "I Got Mine".

Momento alto do concerto: Claro que a melhor parte foi quando a "Lonely Boy" chegou. Foi a música mais aplaudida e mais cantada, e até levou o público a fazer passos de dança.


                                         


E foi assim o 2º segundo dia do NOS Alive.

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