Reportagem do 3º dia do NOS Alive | Watch and Listen!

Reportagem do 3º dia do NOS Alive


Terceiro dia do NOS Alive com textos e fotografias.

No dia 12 de julho, realizou-se o terceiro e último dia do NOS Alive que voltou a contar com vários concertos em vários palcos.

A começar com uma banda portuguesa e a acabar com uma banda britânica, o Watch & Listen andou por lá e viu alguns concertos.

Vejam a reportagem aqui em baixo. 


You Can't Win, Charlie Brown

Os You Can't Win, Charlie Brown foram a segunda banda a abrir o Palco NOS neste NOS Alive (a primeira foi The Vicious Five no dia 11) e renderam o público com a sua folk bonita.
A banda pode ser um pouco tímida, mas fez o soundcheck depois das portas abrirem e quando já havia pessoas no recinto. Porém, isso não os deixou nada envergonhados e fizeram o soundcheck como se nada fosse e ainda tiveram tempo para muitas gargalhadas.
No concerto ouviu-se músicas do primeiro álbum "Chromatic" e também do segundo "Diffraction/Refraction". Tocaram músicas como "Be My World", "Over The Sun/Under The Water", "After December"e  "I've Been Lost".
O público foi participativo e parece que a banda gostou muito dos concertos.
Os You Can't Win, Charlie Brown estão a ter cada vez mais sucesso e a prova disso é que apenas este ano já atuaram em dois grandes festivais (NOS Primavera Sound e Alive), por isso, é esperar para ver até onde irão chegar.

Melhor momento do concerto: A cover que a banda já faz há algum tempo da música "Heroin" dos Velvet Underground foi muito bem recebida por toda a gente presente.

                                                   


The Black Mamba

Os The Black Mamba foram a segunda banda a atuar no palco principal do NOS Alive neste último dia.
Fica um agradecimento à organização por apostar cada vez mais em bandas e artistas portugueses, é de louvar mesmo.
A banda trouxe ao Alive diversos géneros de música como blues, funk, soul, r&b, e pop mais negro.
Na lista de músicas deste concerto tocaram "Rock Me Baby" e "It Ain't You". Foi um concerto que trouxe bastante calor (talvez pelo vocalista vir de camisa aberta?), e também trouxe as origens africanas que inspiram os The Black Mamba. Contudo, houve problemas no som e durante o concerto não se conseguiu ouvir a banda durante algum tempo. A banda não se apercebeu logo do sucedido até ter sido avisada, mas depois disso continuaram a tocar como se nada tivesse acontecido, e o público também foi uma grande ajuda porque se apercebeu do que estava a acontecer e apesar de tudo bateu palmas e gritou pela coragem que os The Black Mamba tiveram.

Melhor momento do concerto: O momento mais aguardado foi a atuação com Aurea na música "Wonder Why". Apesar de ter sido uma aparição curta, foi muito aplaudida.

                                                    


Bastille 

Depois das bandas portuguesas seguimos para as bandas britânicas.
Os Bastille estrearam-se pela primeira vez em Portugal neste NOS Alive, e foi um dos concertos onde houve mais afluência do público.
A banda tocou os seus maiores sucessos como "Bad Blood", "Laura Palmer", "Things We Lost In The Fire" e "Icarus" que fazem parte dos álbuns "Bad Blood" e "All This Bad Blood" de 2013.
Na música "Of The Night", o recinto virou uma pista de dança com toda a gente a vibrar, a saltar e a dançar com a música.
Ainda houve tempo para covers como "No Angels" que é um mashup da música "No Scrubs" de TLC e "Angels" dos The XX. Um mashup bem realizado para que conste.
O público respondeu melhor aos singles, porém ficou ao rubro neste concerto. Com Dan Smith a puxar sempre pelas pessoas e sempre a mexer-se em palco (apenas parava por meros segundos de vez em quando) tornou o concerto muito energético o que combina bem com as músicas dos Bastille.
Quase todas as músicas dos Bastille são muito animadas, contudo também há músicas deprimentes como "Oblivion" em que até o vocalista Dan pediu desculpa por irem tocar uma música deprimente (pudera, com um concerto tão divertido), mas até foi um bom momento e deu para recuperar um pouco o fôlego.
Com um concerto a correr na perfeição, a pior parte chegou no fim, na última música "Pompeii" (a mais conhecida da banda) o som foi cortado e não se ouviu a música. A banda não se apercebeu e continuou a tocar na mesma, mas o público mais uma vez foi excelente e cantou a música como se nada tivesse acontecido.
Apesar de tudo, de certeza que os Bastille irão regressar a Portugal.

Melhor momento do concerto: Esteve complicado escolher a melhor parte do concerto e chegou-se à conclusão que a melhor parte foi quando Dan desceu do palco e foi ter com o público na música "Flaws", e dançou e cantou no meio das pessoas.

                                           


Foster the People

Estivémos em Portugal, passámos pelo Reino Unido e agora chegamos à América.
Os Foster the People também se estrearam em Portugal, sendo a segundo estreia de uma banda estrangeira do dia no Palco NOS.
A banda tocou músicas do primeiro álbum, "Torches", como "Life On The Nickel", "Helena Beat", "Houdini", "Call It What You Want", "Miss You", e ainda músicas do mais recente álbum, "Supermodel", como "Pseudologia Fantastica", "Best Friend", "A Beginner's Guide to Destroying the Moon", "Coming Of Age", "Are You What You What To Be?", e "The Truth". Foi uma setlist equilibrada visto que a banda tem apenas dois álbuns. A música "Nevermind" era para ter sido tocada, mas por uma razão desconhecida não foi.
Mark Foster é o grande e pequeno (apenas de estatura) frontman que esteve sempre sorridente e ainda mostrou vários passos de dança que ninguém estava à espera que ele tivesse, mas ainda bem que o fez porque foi algo fantástico de se ver. Mark também é um homem de muitos talentos, e ia tocando ora guitarra ora piano, isto tudo enquanto cantava e dançava.
Os americanos trouxeram vários géneros musicais como indie pop, indietronica e neo-psicodelia num concerto magnífico que tão depressa não será esquecido nem pela banda, nem pelos fãs o que leve talvez a outro concerto por cá, esperemos.
Depois de se transpirar, saltar e gritar durante o concerto todo, chega a última música "Don't Stop (Color On The Walls)" para acabar mesmo em grande. Quando a música acabou Foster ainda voltou para tirar uma foto ao público.
Este foi um dos melhores concertos do NOS Alive, sem dúvida.

Melhor momento do concerto: A música "Pumped Up Kicks" é a mais conhecida pelo público e claro que foi a que teve o maior sing along deste concerto.

                                       



Daughter

Enquanto o regresso dos The Libertines aos palcos acontecia no Palco NOS, no Palco Heineken acontecia um grande fenónemo em Portugal.
Da primeira vez que os Daughter estiveram em Portugal (no Vodafone Mexefest) deram um concerto surpreendente porque a banda não esperava ver tanta adesão por parte do público português, e passados alguns meses depois parece que a banda ainda continua surpreendida com tal facto.
Os Daughter apresentam-se sempre tímidos em palco porque também as suas músicas são um pouco tímidas, mas aproveitam sempre os intervalos entre as músicas para agradecerem ao público (Igor Haefeli era o que interagia mais).
A voz de Elena Tonra é realmente algo de muito especial e transmite-nos várias emoções ao mesmo tempo, e é mesmo uma bela voz.
O público mostrou-se sempre muito participativo principalmente nos temas "Youth", "Smother", "Still" e "Tomorrow".
O Palco Heineken esteve bastante cheio no concerto apesar de se conseguir ouvir um pouco dos The Libertines o que não deixou o público nada perturbado porque estava demasiado concentrado em ouvir o que estava a acontecer ali.
Uma banda conquistada por Portugal e que já conquistou os portugueses. É isso que os Daughter são, e ainda bem. Esperemos que sejam daquelas bandas que voltam cá muitas vezes.

Melhor momento do concerto: O concerto esteve repleto de bons momentos, mas a música "Human" resulta muito bem ao vivo e isso nota-se no público que já a sabe de cor.


E assim, acabou esta edição do NOS Alive com o Watch and Listen a contar algumas coisas que se passaram por lá.

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