A música deu à Costa! - O Sol da Caparica | Watch and Listen!

A música deu à Costa! - O Sol da Caparica


Estivemos presentes nos três dias do festival O Sol da Caparica e a música deu mesmo à costa! Foi nos dias 14, 15, 16 e 17 (este último dedicado às crianças) de Agosto que se deu a primeira edição. Um festival que pretende impulsionar a música portuguesa e dar a conhecer a todas as gerações pois infelizmente o que hoje se observa é uma maior preferência pela música estrangeira e não nacional. Foi e é esta a missão do festival que teve lugar na Costa da Caparica com o espaço localizado junto à praia. Assim era possível dar um mergulho e/ou surfar nas praias da Costa e logo de seguida dar uns poucos passos até ao recinto do festival.
O preço era bastante acessível sendo apenas 15€ um bilhete diário e 35€ o passe para todos os dias. Os preços foram decididos provavelmente para chamar muitos portugueses e convidá-los a desfrutar da boa música lusófona. Houve também várias actividades como a capoeira, pinturas faciais e a visualização de curtas de animação durante os intervalos dos concertos de forma a manter o público entretido.
Passaram assim quase 20.000 pessoas nesta primeira edição rica em música, diversão, praia e convívio e agora faremos a contagem decrescente para a próxima. Muitos ficam com a memória dos bons momentos passados durante O Sol da Caparica assim como nós que ainda tivemos a oportunidade de entrevistar alguns artistas. Por isso agradecemos a oportunidade e fiquem atentos às entrevistas que irão ser publicadas em breve! Fiquem por agora com as reviews e respectivas fotografias de D'Alva, Capitão Fausto, Buraka Som Sistema, Diabo na Cruz, Macadame, Expensive Soul, Capicua, Sensi e David Fonseca.


Dia 14 de Agosto

      D’Alva

Os D’Alva estrearam o palco Blitz e deram assim início à primeira edição do festival. Foi um concerto cheio de energia e todos os presentes podem-no confirmar. A personagem que é o frontman, Alex D’Alva Teixeira conseguiu sem dúvida alguma manter o espírito festivo e festivaleiro elevando a fasquia para todos os artistas que passaram nos palcos d’O Sol da Caparica. A noite costuma ser sinónimo de diversão, mas os D’Alva não precisaram da ajuda da lua para começar a festa. Foi com músicas quase que hiperativas que mostrámos os nossos passos de dança e ainda aprendi alguns novos! As vozes de Alex, os coros e a guitarra de Ben Monteiro criam harmonia e músicas geniais juntamente com os restantes instrumentos. Foram músicas como “Aquele Momento” e “Homologação” que fizeram todos vibrar de emoção e sentiu-se uma vibe de felicidade porque todos nós apenas queríamos dançar, cantar e divertir. O recinto estava cheio de pessoas, quer fãs quer simplesmente curiosos que no fim acabaram fãs do grupo. Assim, por pouco não esgotámos toda a nossa estamina no primeiro concerto de estreia do festival que definitivamente começou com o pé direito!

PS: Ben, espero que a tua Sandra tenha recebido os tais beijinhos!

                                              

Texto por: Diana Veiga

      Capitão Fausto

Quando os potentes Capitão Fausto subiram ao Palco Blitz, este encontrava-se já bem composto por alguns fãs da banda. Os ainda jovens artistas, deixaram de passar despercebidos pelo público português já em 2011, quando lançaram o seu primeiro álbum “Gazela”, que foi um belo início de uma carreira que desde então os cinco rapazes têm feito por marcá-la como fantástica. Os vocais de Tomás não são indiferentes a ninguém – nem no Sol da Caparica o foram. Quando o rapaz entoa a primeira canção da noite “Ideias”, (do novo álbum “Pesar O Sol”) o público entrou em delírio e quem sabia a letra não se deixou ficar calado. “Raposa”, uma das canções marcantes de “Gazela”, fez levantar a poeira no público e podia-se ver a felicidade estampada na cara dos fãs. “Flores do Mal” marcou um momento mais relaxante, que nos fez viajar para um outro mundo e dançar à vontade tal como a música assim o manda. Ao tocarem a música “Célebre Batalha de Formariz”, Tomás fez uma breve introdução que nos soou como que uma piada pessoal: “imaginem que em vez de estarem na Caparica, estão no Meco e são dux’s”. Achamos que pela letra da canção cantada, “Célebre Batalha de Formariz", denota-se que a crítica/piada foi a favor da praxe, e esta fez sorrir muitos. Ainda conseguiu-se ouvir muitas outras canções ao longo do concerto como “Litoral” e "Nunca Faço Nem Metade", mas a canção final fez realmente o público entrar em êxtase e também fez com que a banda acabasse da melhor maneira. “Sobremesa” foi a última canção ouvida nessa noite e só podemos pedir que o próximo concerto chegue em breve e com mais crowd-surfings, pois os Capitão Fausto valem bastante a pena e já deixam saudades! 20 valores é a classificação que o Watch And Listen dá a Tomás, Domingos, Francisco, Salvador e Manuel!
                
                                              

Texto por: Alexzandra Souza

       Buraka Som Sistema

Os cabeça de cartaz Buraka Som Sistema deram início à festa de encerramento do primeiro dia do festival, seguidos pelo DJ do próprio grupo, DJ Branko. A grande espera da noite não desiludiu os seus fãs com grandes hinos dançáveis e até mesmo as danças da Blaya. Não vi ninguém parado ao som de “Stoopid”, a primeira música, mas eu não sou propriamente alta logo não podia ver o público todo. Para mostrar a quem não esteve presente que realmente houve festa na Caparica, apenas faço notar que vi bolas (tipo yoga!), balões e vuvuzelas à mistura. “Up All Night” foi um presságio para o resto da noite, mas é que isso nem se questiona! Todos muito bem acordados apesar de já passar das horas de recolher para as crianças. E foi entre singles como “Sound of Kuduro”, “Hangover” e “Parede” que alguns tentavam dançar, uns dançavam com sucesso e muitos saltavam. A Blaya também fez jus à sua fama, mostrando os seus passos de dança fazendo todos os rapazes e homens delirarem. Cheguei a ouvir “eia puts, eia!” por parte dos que me rodeavam e afirmo com toda a certeza que ela tem um poder para hipnotizar os rapazes. Para além do espectáculo da Blaya tenho a declarar que houve uma tanta interacção com o público. Um bom exemplo disso foi o facto de terem chamado muitas fãs ao palco para dançarem. Não confirmo que elas realmente dançaram, penso que estiveram mais tempo a tirar selfies no palco do que a dançar, mas ao menos pareceram divertidas. Apesar disto acho que posso concluir a review de uma forma mais coloquial. Eles deitaram a casa abaixo e foi um grande festão! Admira-me não terem provocado um tsunami na Costa da Caparica com os seus kuduros pois tanto eles como nós levantámos poeira, e por pouco não fizemos castelos de areia. 

                                             

Texto por: Diana Veiga



Dia 15 de Agosto   

       Diabo na Cruz

Os Diabo na Cruz já são bem experientes na música e nisto de dar concertos. Formados em 2008 pelo tão conhecido Jorge Cruz, músico de renome português, têm dado muito que falar desde então. Feitos de músicas que misturam o rock e a música tradicional que apaixonam milhares de portugueses, "Vida de Estrada" foi a música que marcou o regresso da banda que lançou o último álbum de originais em 2012. O Sol da Caparica foi um dos festivais que recebeu a banda neste seu regresso. O Palco SIC/RFM foi então o local onde os Diabo na Cruz atuaram ao pôr do sol e deram um espectáculo memorável. Abrindo o concerto com a recente "Vida de Estrada", a banda mostrou a energia frenética que possui, colocando desde cedo o público a dançar e a cantar. E foi assim mesmo o tempo todo: o público dançou, dançou e dançou. Houve tempo para a banda fazer uma viagem por todos os álbuns. Foram-se feitos ouvir, pelo público que acompanhou cantando, temas como “Tão Lindo”, “Os Loucos Estão Certos” ou “Chegaram Os Santos”. O público esteve totalmente imparável durante todo o concerto que foi a melhor maneira de abrir o Palco Principal neste dia. Memorável portanto como sempre são os concertos de Diabo Na Cruz. 

                                              

       Macadame

Ao mesmo tempo que Diabo Na Cruz, no outro palco encontrava-se uma banda bem mais recente da música portuguesa: os Macadame. Os Macadame têm apenas um álbum de nome “Pão Quente e Bacalhau Cru”, onde mostram a sua criatividade e ousadia ao misturar todos os estilos de música que mais lhes agradam. A banda mostra realmente que diferentes estilos resultam juntos, quando bem unidos – como é o caso em “Pão Quente e Bacalhau Cru”. A harmonia de todos os ritmos juntos é muito bem ilustrada pelo álbum, que se torna bastante interessante de ouvir pelas junções musicais. A nossa atenção foi captada quando ouvimos as teclas numa canção bastante tradicional. Arrojado, mas muito bom. Foi assim o concerto de Macadame no seu todo. O público fez para participar no concerto, que a banda teimava por tornar interativo. Temas como “Chula Andorinha” ou “No Prado Colhi Flores” foram conquistando aos poucos, o coração dos presentes. O concerto terminou com um momento bastante interativo entre a vocalista e o público, que gostou bastante da interação a julgar pela forte participação e sorrisos na cara. Aconselhamos fortemente os Macadame.
        
                                            

Textos por: Alexzandra Souza

        Expensive Soul

Cabeça de cartaz do segundo dia que com o soul e rimas inteligentes entusiasmaram muitos novos e velhos fãs. Demo e Max são um duo de nome ilustre na música portuguesa, tendo início há uns quantos anos para cá. Max com os seus falsetes e Demo com as suas rimas andam a criar música extraordinária desde então e n’O Sol da Caparica deram espectáculo mantendo a alegria e nostalgia no ambiente. Elogiando sempre as mulheres e a fazer magia em palco, tenho a dizer que pessoalmente foi um dos meus concertos favoritos do dia apesar de ter sido a primeira vez que os vi ao vivo. Grandes músicas como “Eu não sei”, “O Amor é Mágico”, “Cúpido” e “13 Mulheres” fizeram-se ouvir. Todos os instrumentos e vozes funcionavam em perfeita sintonia mas foram os de sopro que maravilharam juntamente com os coros angelicais. Um tipo de música que se pode chamar de facto portuguesa misturando o soul e o pop foi o que bastou para pôr todos a dançar alegremente e cantar canções de amor. Se ainda se lembram do Felipe Gonçalves da Operação Triunfo (onde é que isso já vai!) pois bem, digo-vos que ele acompanhou os Expensive Soul oferecendo algumas vozes às músicas o que funcionou muito bem! Note-se ainda que o grande espectáculo do duo não se deveu aos seus penteados mas sim ao talento. Fico assim à espera de os ver novamente e quem sabe, talvez até de volta à praia.

                                        

Texto por: Diana Veiga




Dia 16 de Agosto   

       Capicua

A artista foi a segunda mulher a atuar no palco Blitz no último dia do festival O Sol da Caparica e não podíamos estar mais gratas por isso. Capicua cantou temas dos seus últimos álbuns incidindo no mais recente "Sereia Louca", cantando temas como "Jugular" em acapella, "Vinho Velho"e "Casa no Campo" com Mistah Isaac, e "Mulher do Cacilheiro" com uma dedicação sentida às mulheres que todos os dias atravessam o Tejo da margem sul para Lisboa e ainda observámos um momento especial quando Capicua pede a participação de Aline Frazão (que antes tinha actuado) que subiu ao palco para cantar a canção "Lupa". Durante o concerto, o público também se mostrou muito convidativo cantando as letras que sabia de cor tendo ajudado ainda mais a festa. Esta foi a primeira vez da rapper portuense na Margem Sul e de certeza que não será a última. O final do concerto mereceu uma "Vayorken" bem aplaudida. Esperemos que esta sereia louca venha à superfície muitas vezes porque gostamos deste girl power.

                                            

        Sensi

Do girl power de Capicua passámos para o som alegre de Sensi. Nas músicas de Sensi nota-se algumas influências de pop, jazz e claro hip-hop e soul mas tudo isto cantado em português. Neste concerto o rapper apresentou o seu último álbum lançado em 2013 "Pequenos Crimes Entre Amigos" e cantou temas como "Eu Quero", "Tempophobia" e "Aqui Para Sempre". Também passaram pelo palco convidados especiais como Frankie Chavez que actuou depois no mesmo palco, Ruas, NBC e Selma Uamuse com a sua voz poderosíssima que levaram o público ao rubro. O concerto terminou com o tema "Não Dá Para Fugir" onde se notou uma vez mais o conhecimento das letras por parte do público que acompanhou então o artista.
                                           

       David Fonseca

O David Fonseca já é praticamente um veterano nestas andanças tendo uma carreira sólida com cerca de 10 anos. O cantor parece ser uma pessoa calma à primeira vista, mas quando sobe em palco revela-se uma fera dando um espetáculo energético do princípio ao fim. A lista de músicas passou pelo grande reportório do artista tocando os seus maiores êxitos. O concerto começou com a música "What is Life For" retirada do último álbum lançado em 2012, "Seasons: Rising-Falling". Houve alguns precalços durante o concerto com o som a falhar, mas acabou por ficar tudo resolvido e David não se deixou abater dizendo "isto pode continuar a acontecer o resto da noite que nós voltamos sempre". Depois dos problemas técnicos ficarem resolvidos, seguiram-se temas como "Kiss Me, Oh Kiss Me" onde o cantor pediu ao público para assobiar, "Stop 4 A minute", "It Means I Love You", e ainda houve tempo para covers: uma em português da música dos Peste & Sida "O Sol da Caparica" que dá o nome ao festival e uma em inglês onde houve David fez uma chamada ao passado com um telefone antes da cover "Video Killed the Radio Star" dos Buggles fazendo um pequen mash-up com a sua música "The 80´s" que terminou o concerto. Os temas "A Cry 4 Love" e "Someone That Cannot Love" também marcaram momentos muito inesquecíveis. O artista ainda desceu dizendo uns olás ao público. Sem dúvida alguma saltámos, dançámos e gritámos bastante devido a este belíssimo concerto.
                                          

Textos por: Iris Cabaça

 

Fotografias: Iris Cabaça 

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