Entrevista aos JUBA | Watch and Listen!

Entrevista aos JUBA


Com algumas interrupções à mistura por parte de artistas famosos, discussões sobre frapés e alguns brindes pelo meio, o Watch and Listen teve a oportunidade de entrevistar os JUBA no passado sábado, dia 26. Como se não fosse suficiente, ainda assistimos ao soundcheck e ao concerto nessa mesma noite que deram, juntamente com os Basset Hounds, no Sabotage Club no Cais do Sodré.

São uma banda portuguesa em ascendência que está a dar muito que falar com um futuro grande pela frente. Os JUBA são o João Isaac na bateria, Joel Lucas na guitarra e teclado, Miguel Marinho também na guitarra e Tomás Frias no baixo e voz principal. Ponham-se confortáveis e deliciem-se nesta viagem de descoberta aos JUBA.


Watch and Listen: A nossa primeira pergunta é, como é que decidiram formar os JUBA?
Tomás: Portanto os JUBA … Nós antes dos JUBA já nos conhecíamos mas nada de grandes amizades. Conhecíamo-nos de outras bandas, eu e o Miguel éramos membros da mesma banda, o [João] Isaac e o Joel também eram membros de uma outra banda. Nós tocámos uma vez juntos, entretanto as bandas acabaram e o Joel veio ter connosco, e perguntou se nós estávamos interessados em fazer uma coisa nova. Nós de início então, eu e o Miguel, dissemos que sim. Juntámo-nos ao Joel, fizémos algumas experiências, dessas experiências concluímos que precisávamos de um baterista e a primeira opção foi então o Isaac. O Isaac entrou nessa que seria a formação final e formámos os JUBA basicamente. Depois fomos experimentando várias coisas até encontrarmos aquilo que queríamos fazer.
W&L: E já agora há quanto tempo é que estão juntos?
Tomás: Para aí há cerca de dois anos, mais ao menos.
W&L: Dois anos e já são famosos.
Tomás: (risos) Mais ao menos.

W&L: Quais são as vossas maiores inspirações?
Miguel: Maiores inspirações …
W&L: Bandas ou artistas em que se basearam … ?
Miguel: Ah, ok pronto. Quando marcámos até o primeiro ensaio, na altura estávamos a ouvir DIIV, Mac DeMarco, Beach Fossils. Cenas da Captured Tracks, mas nós …
Joel: Foi uma vez, no Drive-in do McDonalds em que tivemos a partilhar preferências musicais e a definir basicamente a base do que iria ser JUBA. E lembro-me dessa vez no McDonalds, aquilo foi em Mem Martins (Albarraque). Pronto isso foi o que na altura estávamos a ouvir mas acho que influências não temos pelo menos nada definido.
Miguel: Quando começámos a compor, não começamos a pensar “pronto nós agora vamos fazer uma música”. Nós vamos ouvindo, nessa altura talvez estávamos mais influenciados por esse tipo de música da Captured Tracks, coisas assim mais revibradas e músicas mais limpas, e isso acabou por influenciar as primeiras faixas que fizémos como "Please, Oh Please", foi tudo mais nessa onda. Entretanto, uma pessoa não fica a ouvir as mesmas coisas durante não sei quanto tempo. Enquanto a banda foi crescendo, foi ensaiando. Fomos ouvindo outras coisas diferentes e hoje em dia já é uma amálgama de coisas que …
Joel: O som que produzimos atualmente está um bocado distante daquilo. Ainda há pouco por acaso nós estávamos a comentar isso das primeiras ideias que tínhamos. Acho que evoluiu um bocadinho e criámos uma coisa mais nossa.

W&L: A seguinte pergunta tem a ver com o mesmo tema. Para chegarem ao som que queriam foi um processo demorado e complicado ou nem por isso?
Tomás: Eu acho que ainda estamos a tentar encontrar mais ao menos. Nós encontrámos aquilo que queríamos fazer na altura, fizemos e resultou. Deu resultado no álbum "Mynah", entretanto queríamos explorar outras vertentes do rock. Queríamos fazer várias coisas, e por isso acho que se calhar as próximas canções vão sair um bocado diferentes do álbum mas acho que isso é bom.
Miguel: É a evolução natural.
Tomás: Exato, é a evolução.


W&L: Para já nós conhecemos-vos graças à Tradiio, mas outra coisa que reparámos ao ouvir a vossa música foi que vocês dão mais importância às melodias do que às letras. Confirmem-nos se é verdade.
JUBA: É verdade.
Tomás: Boa observação, porque nós não somos grandes “letrecistas” (risos). Não somos grandes poetas mas ao mesmo tempo a parte musical, digamos assim, é o que nós tentamos fazer com as vozes. Tentamos adicionar como se fosse mais um instrumento.
W&L: Portanto o principal é mesmo a música.
Tomás: O principal é os instrumentos.
W&L: Mas nunca pensaram que queriam transmitir uma mensagem aos fãs, ao público?
Joel: Neste álbum, no "Mynah", nós sentimos que tudo o que queríamos transmitir não era necessário através de palavras. Mas agora nesta fase estamos a escrever um bocadinho canções com letras mais elaboradas, com assuntos diferentes mas no Mynah não. No fundo sentimos que as melodias bastavam para transmitir aquilo que queríamos. Não queríamos também ser uma banda instrumental porque achamos que há outras bandas que fazem isso melhor que nós, e por isso também incorporamos a voz mas não temos assim letras – e não acho que as nossas letras sejam más, mas não somos uns poetas por aí além.
Tomás: Não se percebe bem e tentamos disfarçar um bocado, mas é isso. Na realidade nenhum de nós é cantor.
Joel: Fazemos letras abstratas.
W&L: Mas por exemplo, isto já é mais pessoal, mas quando oiço as vossas músicas eu até gosto. Pronto, vou ser sincera, não percebo as letras mas as vossas vozes funcionam ali na perfeição.
JUBA: Obrigado.
Tomás: Pois, o nosso objetivo era esse.
Miguel: Nós queremos mais focar em emoções através das melodias, dos instrumentos, queríamos criar um estado de espírito nas pessoas e naquele momento, não quer dizer que no futuro não vamos fazer isso, não queremos uma mensagem direta e concreta. Até porque como ele disse, há pessoas que fazem isso melhor que nós.
Joel: E as nossas letras, o que eu acho é que são um bocadinho abstratas porque também não queremos que não sejam demasiado literais ou descritivas para também cada pessoa interpretar à sua maneira.

W&L: Também notámos que as vossas canções são sempre cantadas em inglês. Foi por escolha própria ou surgiu?
Isaac: Para nós cantar em português não é fácil. E por vezes nós notamos isso, que em inglês acaba por ser mais fácil a nível melódico até, de entoar as palavras, seja o que for. Português é preciso … Acho que é mais difícil cantar na própria língua do que cantar propriamente em inglês.
Joel: E o que eu sinto também é que surgiu naturalmente. Foi o que fez sentido na altura.
Isaac: Não foi uma decisão tipo “vamos cantar em inglês”.
Miguel: Até porque o que estávamos a ouvir era tudo em inglês.
Tomás: Até porque o nome da banda, nós pronunciamos em português.
W&L: Então e como é que pronunciavas em inglês?
Todos na tentativa de pronunciar o nome da banda em inglês e entre risos: Djubáh
Tomás: Nós dizemos Juba e toda a gente diz Juba.


W&L: A próxima questão é quem é a “Maria”?
Joel: A Maria é aquela miúda gordinha que toda a gente tinha na turma, que tinha um bigodinho, era bué “socially awkward” e acho que toda a gente teve essa rapariga na turma. Eu pessoalmente tive uma Maria e fui um bocadinho simpático para a Maria, e a Maria passou a gostar de mim.
W&L: Romanticamente? (risos)
Joel: Sim, romanticamente.
Tomás: Com a intenção de … ?
Joel: Sim, com a intenção de dar beijinhos e coisas afins. (risos)
                [Aparece o artista Alex D’Alva Teixeira acompanhado por Nathan Aguilar (baixista dos Cults que estiveram no SBSR), amigo dos JUBA e cumprimentam-se]
                Alex: Estão a ser entrevistados agora?
                JUBA: Estamos. (risos)
                […]
Joel: Pronto, e a Maria era essa menina. (risos) Não é propriamente – a Maria não é uma boazona, é o oposto mas era muito simpática. Mas não podias ser muito simpático para ela.
W&L: Mas usaram-na como inspiração porque acharam que era especial e por isso digna de uma música?
Joel: É um bocado a desconstrução do cliché de fazeres uma música com o nome de uma rapariga como dedicatória de estares apaixonado por ela. Isto é um bocadinho a desconstrução disso, o oposto. A génese da canção foi um bocadinho por aí. E Maria porquê? Porque Maria é o típico nome português. Não quer dizer que essa rapariga se chamasse mesmo Maria, não se chamava Maria. E o objetivo da canção foi um bocadinho isso, o oposto de fazer uma serenata.

W&L: De onde é que veio a inspiração para a imagem de capa do álbum? Porque sinceramente, ontem estive a ouvir algumas das vossas canções como Injun Bayou [Joel mostra como se pronuncia], e já agora isso é em que língua?
Joel: É uma junção de palavras abstratas.
Miguel: Injun é índio, e por acaso o nome dessa música foi porque nós ainda não tínhamos nome. A música começa com um sample tailandês, umas flautinhas e mostrei à minha namorada e ela disse que aquilo pareciam os índios de Albufeira que costumam estar lá sempre. E pronto, foi a tradução literal disso. Bayou é Albufeira, Injun é um tipo de índio por isso foi basicamente daí mas continua.
W&L: Não, era basicamente isso porque eu olhei para a capa e depois ouvi a música, e achei que tinha um som meio asiático.
Miguel: Pronto, a capa também fui eu que fiz e a minha namorada. A capa é baseada … foi no Verão? Não, já tínhamos começado a banda e no Verão a seguir a termos começado a banda eu fui duas semanas para a Tailândia. Isso acabou por influenciar tanto a imagem gráfica da banda como os samples que usámos no álbum, no princípio e no final é tudo música tailandesa que encontramos no YouTube algures. Tendo como base isso, fui buscar cada imagem e a partir disso construí a imagem toda de JUBA.
W&L: E vai continuar?
Miguel: Naquele tema? Provavelmente no próximo álbum já não. Dependerá das músicas.
Tomás: As cores.
Miguel: Sim, dependerá das músicas lá está. 


W&L: Notam alguma diferença entre estar em palco e fazer parte do público? O que eu quero dizer é que a música como arte tem poder, e se esse poder vos faz sentir de maneira diferente em palco ou no público.
Joel: Eu acho que todos os músicos no início são fãs primeiro, não é? E há sempre aqueles concertos que acabam por nos marcar e nos fazer querer fazer música. Connosco também foi um bocadinho assim. A questão de … não te sei bem responder. É diferente estares-te a expor num palco e estares a apresentar no fundo a tua arte, o teu ofício é completamente diferente de estares em público, mas no início uma das razões para nós querermos fazer música foi porque gostamos de assistir a concertos.
Miguel: Sim, é basicamente isso mas já agora uma coisa que para mim é negativa, não sei porquê a partir do momento em que começámos a ter muitos concertos, eu pessoalmente deixei de gostar tanto de ver concertos, não sei porquê se calhar é por começar a …
Joel: Também és mais crítico.
Miguel: Exato, é isso.
Tomás: Começou-se a perceber o que está por detrás.
Miguel: Tenho pena, mas pronto vale a pena porque neste momento para mim, prefiro dar concertos do que ver concertos. Depende do concerto mas neste momento não estou …
Tomás: Nós ao mesmo tempo … não é uma inspiração mas até dá para tirar umas ideias tipo de como criar um espetáculo, digamos assim. O início, o fim, o que é que se faz ali no meio e tal, a conversa, o que é havemos de dizer, etc. Mas acho o que o Joel disse é a verdade, nós antes de sermos músicos somos público e somos fãs.

W&L: Vocês estiveram recentemente no Optimus Alive, como foi essa experiência?
Tomás: O concerto foi curtinho mas foi bom fazer parte do cartaz. Só o facto de fazer parte do cartaz de um festival grande onde existe muito mais público, embora soubéssemos que as pessoas não iam lá para nos ver porque é essa a realidade. Mas deu para espalharmos, porque o objetivo destes concertos e tudo mais é espalharmos a nossa música para depois no futuro tocar num palco maiorzinho no Optimus Alive, por exemplo.
Joel: O que eu senti no Optimus é que apesar de estarmos a competir com The War On Drugs, ainda tivemos bastante público e havia inclusive um rapazinho muito jovem que tinha a t-shirt com a capa do nosso álbum e tinha um cartaz. Isso nunca nos tinha acontecido e fiquei muito sensibilizado por isso.
Tomás: Eu também, eu quase que verti uma lágrima. (risos)
Joel: Porque isso significa que a música está a chegar às pessoas e elas estão realmente a ouvir e gostam, e isso para mim é uma das razões de fazer música. É partilhá-la com as pessoas e ver que as pessoas gostam. Acho que não há mesmo palavras para isso.

W&L: Qual é a melhor memória que tem de um concerto até agora?
Miguel: Acho que há várias.
Isaac: Bem, desde o início pelo menos a primeira memória fixe mesmo foi o Red Bull, o Tour Bus, foi muito fixe ter tocado num palco completamente diferente e foi logo no início. Não estava muita gente, porque o dia estava complicado mas foi fixe. Ah e depois foi ter tocado no Mexefest logo. Depois o que marcou mesmo foi talvez … Mexefests no São Jorge.
Tomás: Mas foi em contextos diferentes.
Isaac: Sim, primeiro foi em concurso.
Joel: Foi em 2012 e em 2013.
Isaac: E o Mexefest, o último, pronto fomos convidados pela Vodafone e achámos que íamos tocar muito cedo, quando entrámos em palco estava mesmo muita gente. Estava a sala praticamente cheia e foi um concerto muito porreiro.
Joel: Outras recordações mas fora do palco, recordo-me do Ponte Party People em Braga em que acabámos no hotel com malta do Riding Pânico com o Makoto, o Shela, o Jevelim, com o Jonas a mandar shots de tequila em bóxeres nas camas, nos corredores …
W&L: O típico comportamento rockeiro. (risos)
Joel: Acho que foi o único comportamento de rock de sempre que nós tivemos.
Tomás: Nós assumimos que assinámos –
Joel: Assinámos a folha do rock, como diz o Fábio Jevelim e acho que é das memórias que mais tenho sem ser em palco como atuação.
W&L: E já agora pagaram a caução?
Joel: Não, mas destruíram almofadas e candeeiros, e cinzeiros nos corredores. Eu não sei quem foi também, acho que aconteceu. (risos)


W&L: Esta já é um pouco mais pessoal, mas qual foi a última música que ouviram?
Tomás: Por acaso hoje tive um aniversário e pus uma compilação de jazz que havia lá em casa do meu padrasto e pus aquela que tu ouves sempre [dirigiu-se ao Miguel].
Miguel: Dave Brubeck?
Tomás: Sim. [ambos começam a cantar]
Miguel: Take Five
Tomás: Exatamente. Pronto, foi um jazz-sinho porque eu por acaso gosto de jazz. Gosto de todos os estilos para ser sincero.
Isaac: Esta semana tive uma semana de antigas memórias e estava a ouvir um bocado o primeiro álbum do Mac DeMarco, não sei porquê.
Joel: Porque é um grande álbum, meu.
Isaac: Sim, é mas por alguma razão deu-me e tive assim a semana toda a ouvir. Por acaso tinha no carro, quando fomos arrumar as cenas é que estava a dar no carro, praticamente acho que foi a última música que ouvi.
Joel: Eu estive a revisitar a obra de Sun Ra que faz agora 100 anos do nascimento dele, e estive a ouvir vários álbuns dele nesta última semana.
Miguel: Foi Neu! Ouvi o álbum inteiro de Neu!, os alemães.

W&L: E o último filme que viram?
Tomás: Eu vi um filme alemão também.
Joel: Eu tentei ver aquele filme da Mary Poppins.
Tomás: Também não me recordo do nome mas não sei se era francês, se era alemão mas era um filme sobre a pedofilia.
Miguel: Se calhar era francês. (entre risos)
Tomás: Não eu acho que era alemão, puto. Mas era sobre pedófilos e pedofilia e crianças.
W&L: Mas era um documentário ou … ?
Tomás: Não, era um filme.
Miguel: E morria o pedófilo no final?
Tomás: Não, mas foi capturado.
Isaac: Eu não tenho tido tempo para ver filmes, não faço a mínima qual foi o último filme que vi.
Tomás: Foi o Noé!
Isaac: Foi o quê? Quem é o Noé?
Joel: Aquele da barca e dos animais.
Isaac: Não vi nada disso …
[Pensamos ter encontrado o filme a que o Tomás se referia, e achamos que se chama “Michael”]


W&L: Qual é o local onde mais ambicionam realizar um concerto?
Joel: Para mim é Paredes de Coura, palco principal.
JUBA: Para mim também, em Portugal.
W&L: E já agora fora de Portugal?
Joel: Primavera Barcelona …
Tomás: Sim, gostávamos de ir ao Primavera Barcelona.
Miguel: Agora um mais realista, um Austin Psych Fest deve ser bacano.
Tomás: Eu gostava de tocar em todo o lado. Por acaso dizem-nos, não sei se é verdade ou não, mas que o nosso som é muito aquele indie londrino.
Joel: Pá indie?
Tomás: Mas é, é o que dizem e na realidade até gostava de tocar em Londres tipo num barzinho. Porque aquilo também tem muita música. Gostava de ir ao estrangeiro, nunca fomos.
Joel: A ver se surge algum convite.

W&L: Neste momento vocês encontram-se a fazer novas músicas? Se sim, quando é que as poderemos ouvir?
JUBA: Hoje. (risos)
Joel: Hoje vamos apresentar, ainda estão um bocadinho cruas, três músicas novas pelo menos. E estamos num processo criativo agora outra vez, vamo-nos retirar um bocadinho dos palcos agora para compor o novo álbum, gravar e tentar lançar em 2015 ou 2016.


W&L: Esta é relativamente à Tradiio, acham que ganharam mais fãs após terem atuado no evento de lançamento?
Tomás: O que acontece é o seguinte, pessoalmente vejo essa afluência pelo Facebook. E ultimamente até temos tido um crescente de gostos e também lançámos o clip e tudo mais, e temos tido alguns gostos novos com alguma frequência que era uma coisa que não víamos já há algum tempo. Por isso não sei se o Tradiio influenciou, se o Alive influenciou mas acredito que sim.
Joel: É uma boa plataforma e até já tinha falado com o Miguel Leite e aquilo é uma boa cena. Parabéns a ele e um abraço a ele.

W&L: Esta última pergunta, admito ser um pouco mais estranha, mas Schlaug que é um professor de neurologia ligado à música, fez um estudo onde descobriu que os músicos têm mais tendência a ter maiores cerebelos e uma maior concentração de matéria cinzenta. Logo, a questão é se acham que se tornaram mais inteligentes no momento em que começaram a fazer música?
Joel: Eu acho que fiquei muito mais burro. (risos)
Tomás: Eu acho que ganhei um interesse maior pela música o que se calhar me fez abdicar de outras coisas que nesta fase, e em Portugal seriam mais importantes não sei se me faço compreender. Agora, tento dedicar-me o máximo à música. Se influenciou no meu grau de inteligência ou não (risos), não sei. Quanto à concentração, também não sei mas é algo que nos faz explorar sem dúvida e faz-nos conhecer, ter outros conhecimentos.
Joel: Não diria tanto no campo da inteligência propriamente dita, mas sim. Há um bocado a expansão e às vezes quando oiço música nova, sinto coisas diferentes. Acho que é um bocadinho essa a relação com a cena do cérebro. Sei lá, música expansiva cerebralmente.
Isaac: É isso, é isso.
Tomás: Querem mandar beijinhos?



Fiquem também com o site da banda: http://juba.bandcamp.com/

Texto: Diana Veiga
Fotos: Iris Cabaça

             

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