Capitão Fausto no Musicbox (reportagem) | Watch and Listen!

Capitão Fausto no Musicbox (reportagem)

Grelhados ao Vivo no Musicbox.

Os Capitão Fausto atuaram no passado dia 27 de setembro no Musicbox, e uma hora e meia antes do concerto começar já se começava a formar uma fila à porta da sala que ia crescendo cada vez mais à medida que os minutos passavam. 
Desde o lançamento de "Gazela" em 2011, a banda não tem parado de crescer e com o segundo álbum lançado este ano, "Pesar o Sol", os faustos vieram mostrar que são capitães. 
A banda deu um concerto frenético que durou cerca de uma hora e meia, e o Watch & Listen teve a oportunidade de assistir ao concerto.


Os derrotados da "Célebra Batalha de Formariz" entraram em palco com gritos e aplausos dos fãs bastante calorosos, e o vocalista Tomás Wallenstein entrou a matar e atirou-se logo o meio do público. 
A banda ia na segunda música "Litoral", retirada do segundo álbum "Pesar O Sol", e a noite já prometia algo realmente bom. Na música "A Verdade", começaram a surgir os primeiros sinais de mosh e crowdsurfing. Depois veio a "Flores Do Mal" que acalmou por breves instantes os ânimos, mas fez as pessoas abanarem a cabeça na mesma.
Os lisboetas tocaram uma setlist mais ou menos equilibrada que incluiu temas do primeiro e do segundo álbum também como, "Nunca Faço Nem Metade", "Supernova", "Maneiras Más" e "Santa Ana". 
Durante o concerto todo fomos levados numa viagem espacial até ao psicadelismo dos anos 60, e foi uma viagem que gostávamos de prolongar, tal que, ainda nem a meio íamos e já todas as pessoas transbordavam calor por todo o lado por estarem a dançar e a cantar as letras das músicas. Também havia rapazes sem camisa e a subir para cima do palco para depois se atirarem para o público o que foi mesmo à verdadeiros rockstars.
Nos concertos ao vivo, os Capitão Fausto prolongam muito mais as músicas do que em CD físico e introduzem novas malhas dando uma sonoridade mais complexa às canções o que torna a experiência ao vivo algo único e incomparável que não se consegue atingir em casa a ouvir o álbum no computador, e essa é uma das razões que torna os concertos deles tão fantásticos. Outra razão também se deve à energia que eles têm sempre ao vivo, e claro que este concerto não foi exceção.
Numa hora e meia os rapazes deram tudo e mais alguma coisa desde o princípio ao fim. Estavam sempre a interagir com os fãs, e o teclista Francisco Ferreira meteu-se em cima do teclado e tudo (foto aqui). 
A última foi a eletrizante "Sobremesa" que nos fez a todos despir os sapatos com o momento de euforia em que ficámos.

    
Texto e fotos: Iris Cabaça

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