Entrevista aos Paraguaii | Watch and Listen!

Entrevista aos Paraguaii


No passado dia 6 de Maio, fomos até ao Musicbox em Lisboa, para a Tradiio Session com os Paraguaii e os The Lazy Faithful. Antes dos concertos, estivemos à conversa com os Paraguaii.

Os Paraguaii são uma banda originária de Guimarães e é constituída por Giliano Boucinha (guitarra e voz), Zé Pedro Correia (baixo e teclado), Igor Gonçalves (bateria) e Rui Sousa (teclado). A banda editou o EP de estreia em Fevereiro, e já está a preparar o primeiro álbum que deverá sair em Setembro. Na entrevista falou-se da origem da banda, do EP e da tour de apresentação do EP. Houve ainda tempo para um pequeno jogo com a banda, que consistia em cada membro dizer nomes de bandas com a última letra da banda dita pelo membro anterior. Fica abaixo, a entrevista na íntegra e o vídeo do jogo.


Watch and Listen: Como é que decidiram formar a banda, e porquê o nome Paraguaii?

Gil: Formámos a banda o ano passado. Fez agora mais ou menos um ano desde que começámos. Juntei-me primeiro com o Igor, porque já tínhamos outro projeto anterior...
Igor: E nós... Principalmente, o Gil acabava por construir algumas músicas aparte, que não se enquadravam no outro projeto na altura, e durante algum tempo nós falámos em criar outro projeto. E quando tivémos disponibilidade, neste caso o ano passado, começámos a trabalhar nele, a tocar eu e ele. E depois surgiu a hipótese de inserir o Zé, porque fazia todo o sentido. Mais tarde o Rui. E foi isso.
Gil: Basicamente foi isso. O nome foi... É assim, para ser muito específico, foi o ano passado no Mundial. Eu tava na Dinamarca e tava a ver o jogo de Paraguai, já não sei com quem. E lembrei-me naquele dia, que Paraguai podia ser um nome giro para uma banda, por ser sorridente e feliz. Mas nós antes de decidirmos sermos mesmo Paraguaii, nós tivemos algumas propostas na mesa. Ainda falámos com amigos e tal. E por fim, Paraguaii sobreviveu. E depois achámos engraçado alterar o "y" por dois "i"s. Basicamente por esteticamente ser diferente. Basicamente foi isso. E não tem um conceito definido, uma ideia ligada ao nome. Mas sim, por ser bonito de se dizer e por ser sorridente! E feliz!


W&L: Podem falar-nos um pouco do vosso EP de estreia e da canção "Black Ships"?

Gil: O primeiro single que lançámos foi em Dezembro, que foi a "She". E depois com o EP lançámos a "Black Ships". A "Black Ships" fala um bocado do cosmo. Lá está, ainda à pouco também estávamos a falar sobre isso. O EP acaba por falar um bocado de tudo, aquilo que nos envolve. E fala um bocado sobre o universo, onde é que nós tamos, o quê que é e o quê que não é. E depois também um bocado sobre as relações interpessoais. Aquilo que nós vemos na sociedade, podemos falar do amor... dessas coisas não é... que nos tocam. E falámos um bocado do micro para o macro, tendo em conta que é de tudo um bocado. Não há nenhum conceito ligado, porque assim o achámos que teria que ser. No álbum, que sairá a partir de Setembro... Não sabemos bem qual é a data, só sabemos que a partir de Setembro sairá. Aí gostaríamos de ter um conceito mais definido, uma ideia mais decidida. É mais ou menos isso.


W&L: Como é que descrevem o vosso som?

Gil: O nosso som é um bocado experimental, neste momento. Alternativo e um bocado experimental. Eu pessoalmente, e acho que eles também, não queremos carimbar com um estilo. Mas no fundo é um bocado rock, não é. Quero dizer, é um bocado do que já se viveu nos últimos 30 e 40 anos. E é um bocado, uma miscelânea de coisas. Podemos afirmar assim.
Zé: Gostávamos que alguém nos dissesse isso.
Gil: Sim, também. É muito mais fácil quem está de fora definir, do que propriamente nós. Até porque nós não vemos muito bem a coisa de "como é vocês são". Vemos mais o momento de "são quatro pessoas à procura do quê que querem fazer". E estamos a experimentar, basicamente. Por isso é muito ingrato nesta fase dizermos, "somos isto", quando depois pode ser outra coisa.
Igor: Sabemos mais o que não somos.
Gil: Não somos reggae. Acho que não vamos ser tão cedo.


W&L: Os vossos videoclips parecem filmes antigos. Como é que surgem essas ideias?

Zé: Na verdade é porque são.
Gil: Nós decidimos fazer uma reciclagem nos videoclips, digamos assim, na construção do vídeo. Não ser algo filmado hoje, mas sim, procurar vídeos que se encaixem na letra e que possam transmitir aquilo, que nós queremos transmitir na música. E é um bocado por aí. Todas as músicas do EP vão ter vídeo. Neste caso a terceira música saiu esta semana, e ainda sairão os outros dois que faltam. Mas é tudo dentro da reciclagem, e procurar coisas que se identifiquem com a música.
Zé: E acabámos por nos divertir bastante a procurar os vídeos. Somos nós que editamos, é tudo "homemade".


W&L: Como tem decorrido a vossa tour de apresentação do EP?

Gil: Tem corrido bem. Melhor do que aquilo, que às tantas estávamos a pensar. Em número de datas, ficámos surpreendidos por termos conseguido tantas. São milhares.
Zé: Umas centenas.
Gil: Mas conseguimos passar um bocado pelo país, de norte a sul. E isso é que era o objetivo, para mostrar o projeto.


W&L: Quais as vossas expectativas em relação ao concerto de hoje à noite?

Gil: Nós tentamos ser pôr uma carga energética, para que as pessoas também possam partilhar essa energia. Mais do que isso, nós também não podemos fazer. Portanto, o melhor é vocês verem e fazerem a crítica por baixo, daquilo que o concerto foi.
Zé: Mas apesar disso, estamos um bocado ansiosos de tocar em Lisboa, e ver qual é a reação.
Gil: É a primeira vez. Estamos muitos felizes por estar aqui, muita felicidade dentro da banda!



Fiquem com o jogo:



Texto: Alexzandra Souza
Fotografias e vídeo: Iris Cabaça

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