Lushes Interview // Entrevista | Watch and Listen!

Lushes Interview // Entrevista


On the last 24th November, we went to Armazém F to talk a bit with the band Lushes.
Lushes are a duo frm Brooklyn, New York. James Ardery (vocals, guitar) and Joel Myers (drums) are the face of the powerful and energic rock that Lushes provide us. The band has already two albuns, "What Am I Doing" and "Service Industry", which we talked about in our interview. We also spoke about the recent tour with Kurt Vile & The Violators and about the origin of the band and the name.

Read the full interview bellow.

Watch&Listen: Why did you decide to start the band?
James Ardery: I was playing in New York and wanting to start a band. And he was playing in New York and wanting to start a band. I had been playing with my roomates I guess. I was trying to find a drummer and I actually put up an add online, on a local sort of musicians stuff post on. I played with a few people and then played with Joel and then it was that. We started there.
Joel Myers: We started actually as a three piece. There was another guy involved from a different band but it didn't work. And we realised that for what we were doing we just needed us.
James: Yes, it was a different band, a different demos, all different stuff.

W&L: Why the name "Lushes"?
James: I don't know. I think that's always hard to come up with a band name. And didn't make sense to use either of our names because we wanted to pretty democratic with how we create. He does 50% I do 50%. They are different parts totally but... So going through all the bad names we have considered... Then finally came out one of our mouths and it seemed to be funny and aesthetically appropriate. And just was something that we both were "ok, yeah!".
Joel: Because there is like a sense of humor too. It means like...
James: ...drunk people in one way. A lot of times people spell this other word, or like they spell it wrong and sounds like that and a lot of times people ask "is that your name?". It just have a lot of different interpretations.

W&L: What are the major differences between the first and the second album?
James: Well the second one is a lot more darker for sure and a lot heavier. The first record we took this woman, my roomate. She was really great at the production and all that stuff. There were a lot of prettier and sort of warmer moments. Then with this second record we took this guy named Aaron who has been Sonic Youth's engineer for the last.. I don't know 15 years or something. Our energy kinda came from that. Also we were both kind of going through crazy shit in our lives. And New York can be a really dark place. It's a lot glamoulize you know, but there's parts that we've been in sometimes... And it gets a little dark and stuff.

W&L: Which bands inspire you the most?
James: Tones! I think we make music... Any time that we create something and it seems to have a direct tide with any band that we like or a reference we just throw it out. Because we don't us to sound like anybody else. So there's a conscience effort to avoid references. I mean I've listened to rock 'n' roll music all my life. I love the sound of guitars, I love the sound of drums.  But I also grew up listening to rap and electronic and you're not finding drums or guitars in any of that music. And he came from a different ground, more classical influences. And so made it easier to say, if we like everything we should try to take things from everything rather than you know come to one specific thing. We have influences but we don't have one specific. I'm not trying to be whatever. But sometimes we just have really random things that we're like "this is cool, we're listening to this". This is part of our thing. Specially in the start we didn't had something like common influences. We had a few common influences. We both like Slayer, for example. And it's funny looking back when I was looking for a drummer... I did want to start a specific type of band. And when Joel came in his drumming style was absolutly nothing like that. And it made things actually more refreshing. We started to play really well together. And we were like "ok this is really good". And so I said well done. Fuck trying to having things figured out.


W&L: What is the best part of having a tour with Kurt Vile?
James: Everything?! They are all just great and caring people. I don't know, it's really cool to tour with people really solid. And there is a wisdom that comes directly from everybody in that band, playing music at least a decade longer than the both of us. Each individual. Ever. It's really inspiring and Kurt's audience it's a really great audience. Because we don't sound like Kurt at all, but they have been really responsive. And we've been asked to do encores and that stuff, a thing that I never thought was gonna happen. And then there's other parts... Kurt has a wife and two kids. And we think "how do you bounce that, how do you tour, how do you have a life outside of that". Or like when you start to get famous and that stuff. How does that affects you? And we discovered that the best part is that it doesn't affects you at all. They are just cool, funny and normal people. And we didn't think Kurt would be that way. It's cool, we're living on a bus together. And we had mutual friends, like everybody knew somebody else. Really cool.

W&L: What can people expect from your show tonight?
James: I don't know. I kinda feel like on this tour, because we're opening for Kurt and because we were add on the last minute... People don't approche us with any expectations. Because they don't know who we are and some half of the time were expecting another band that had to cancel. Which is great. It leaves them totally open. We play a couple of songs and the crowd start to get more into it and sometimes we get "ok come closer". And by the end of it, people been really suprised and really happy. I think people had appreciate the difference between us and Kurt.


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(PT)

No dia 24 de Novembro, estivemos no Armazém F à conversa com os Lushes.
Os Lushes são um duo de Brooklyn, Nova Iorque. James Ardery (vocalista, guitarrista) e Joel Myers (bateria) dão vida ao rock potente e enérgico dos Lushes. A banda já tem dois álbuns editados, "What Am I Doing" e "Service Industry", sobre os quais falámos na nossa entrevista. Falámos também sobre a recente tour com Kurt Vile & The Violators e sobre a origem da banda e do nome.

Fica a entrevista na íntegra, abaixo.


Watch&Listen: Porquê decidiram começar a banda?
James Ardery: Eu estava a tocar em Nova Iorque e queria começar uma banda. Ele estava a tocar em Nova Iorque e queria começar uma banda. Eu tinha andado a tocar com os meus colegas de quarto, acho eu. E estava a tentar encontrar um baterista e até meti um anúncio online, numa cena local de músicos. E toquei com algumas pessoas, e depois com o Joel. E foi isso, começámos aí.
Joel: Começámos como um trio, aliás. Havia mais um rapaz envolvido. Ele era de uma banda diferente e não resultou. E depois percebemos que para o que andávamos a fazer, só precisávamos de nós os dois.
James: Sim, era uma banda diferente, demos diferentes. Tudo diferente mesmo.

W&L: Porquê o nome "Lushes"?
James: Não sei. Acho que encontrar um nome para uma banda é sempre difícil. E não fazia sentido usarmos nenhum dos nossos nomes porque queríamos ser democráticos com a maneira como criamos. Ele faz 50% e eu 50%. São partes diferentes mas... E pensar em todos os maus nomes que consideramos... Mas finalmente saiu das nossas bocas um que parecia engraçado e esteticamente apropriado. E foi algo que pareceu bem a ambos.
Joel: E porque existe uma espécie de sentido de humor na própria palavra, também. Significa tipo...
James: ....pessoas bêbedas numa vertente. Muitas vezes as pessoas pronunciam outra palavra. Ou então pronunciam mal e soa a outra coisa, e muitas vezes perguntam-nos se será mesmo esse o nosso nome. Tem muitas interpretações diferentes.

W&L: Quais é que são as maiores diferenças entre o primeiro e o segundo álbum?
James: Bem, o segundo é mais negro e com certeza mais pesado, também. No primeiro disco tínhamos esta rapariga, a minha colega de quarto. Ela foi ótima na produção e nessas coisas todas. E houveram momentos mais bonitos e de certo modo, quentes. E no segundo álbum tínhamos o Aaron, que foi o engenheiro dos Sonic Youth nos últimos, sei lá, 15 anos ou assim. A nossa energia, veio de certo modo daí. E também, ambos estávamos a passar por merdas loucas nas nossas vidas. E Nova Iorque consegue ser um sítio muito negro. Sim, tem aquele prestígio que vocês sabem. Mas existem partes em que nós tivemos que... por vezes consegue tornar-se um bocado negro e tal.

W&L: Quais é que são as bandas que vos inspiram mais?
James: Milhares! Acho que fazemos música... Sempre que criamos algo que parece ter um laço direto a outra banda ou, por exemplo, uma referência... Nós deitamos fora, porque não queremos soar a ninguém. Existe um esforço consciente para evitar referências. Quero dizer eu toda a minha vida ouvi rock 'n' roll. Adoro o som das guitarras e das baterias. Mas eu também cresci a ouvir rap e electrónica. E nesse tipo de música, tu não encontras baterias nem guitarras. E ele veio de uma panorâma diferente, com influências mais clássicas. E assim torna-se mais fácil dizer que se gostamos de tudo, podíamos tentar tirar coisas de tudo em vez de nos focarmos numa só coisa. Nós temos influências, mas nada específico. Não estou a tentar ser indiferente nem nada. Mas às vezes, nós temos coisas mesmo aleatórias e que ficamos "ok gostamos disto, isto é fixe, estamos a ouvir isto". Isto é mesmo parte da nossa "cena". Especialmente no início, não tínhamos influências em comum. Aliás tínhamos, mas eram poucas. Por exemplo, ambos gostamos de Slayer. E é engraçado olhar para trás, para quando eu estava à procura de um baterista... Eu queria, na altura, começar uma banda a partir de algo específico. E depois chegou o Joel e tocava o estilo dele de tocar bateria, era totalmente diferente do que eu queria. E isso tornou as coisas mais refrescantes. Começámos a tocar muito bem juntos. E ficámos "ok isto é muito bom". E então fiquei ok, muito bem. Que se lixe tentar ter as coisas planeadas.

W&L: Qual é a melhor parte desta tour com o Kurt Vile?
James: Tudo?! Eles são todos pessoas fantásticas e carinhosas. Eu não sei... É muito bom fazer tours com pessoas já sólidas. E existe uma sabedoria que vem diretamente de todos na banda, que tocam pelo menos há mais uma década que nós. É realmente inspirador e o público do Kurt é um grande público. Porque nós não soamos nada como o Kurt, mas eles são bastante interessados. E já nos pediram para fazer encores e tudo, uma coisa que eu nunca pensei que fosse acontecer. E existem outras partes... O Kurt tem uma mulher e dois filhos. E nós pensamos, "como é que equilibras tudo, como é que fazes tours, como é que tens uma vida fora disto?". Ou então como é que é quando começas a ficar famoso e tal. E como é que isso te afeta? E nós descobrimos a melhor parte: não te afeta de todo. Eles são fixes, engraçados e pessoas normais. E nós não pensámos que o Kurt seria desse modo. É fixe, nós vivemos num bus juntos. E temos amigos em comum, todos conhecem-se e todos conhecem alguém. Muito fixe.

W&L: O quê que podemos esperar do vosso concerto de hoje à noite?
James: Não sei. Eu sinto que nesta tour, tanto porque estamos a abrir para o Kurt Vile como também porque fomos adicionados no último minuto, que as pessoas não têm expectativas relativamente a nós. Porque não nos conhecem e porque metade das vezes estão à espera de outra banda, que teve de cancelar. E isto é ótimo. Deixa-os totalmente abertos. Nós tocamos algumas canções, e o público a cada canção que passa vai ficando mais próximo. Às vezes temos que pedir para se aproximarem. Mas no fim, as pessoas estão realmente surpreendidas e contentes. Acho que as pessoas apreciam a diferença que existe entre nós e o Kurt.

Texto: Alexzandra Souza
Fotos: Iris Cabaça

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