Entrevista Golden Slumbers | Watch and Listen!

Entrevista Golden Slumbers


As Golden Slumbers são o duo formado pelas manas Falcão: Catarina e Margarida. Em 2014, deram os primeiros passos com o EP de estreia, "I Found The Key", que as fez ganhar lugar no panorama da música em Portugal. Cerca de dois anos depois, chega o álbum de estreia "The New Messiah".

Antes do concerto de apresentação do disco de estreia, na Casa Independente, estivemos à conversa com Catarina e Margarida Falcão sobre como tudo começou, como gravaram o álbum e, ainda, sobre objetivos futuros.

Fiquem com a entrevista em baixo.

Watch and Listen: Como é que decidiram formar a banda?

Catarina Falcão: Nós somos irmãs, já tocávamos juntas e cantávamos. Um dia a Margarida foi a um concerto de Bon Iver há 3 anos, mais ou menos, se calhar mais. E quem abriu para Bon Iver foram as The Staves, um grupo de três irmãs que cantam, e ela pensou "porque não fazermos o mesmo?". E assim foi. Foi assim que começou.

W&L: Qual é a maior diferença entre o vosso EP, "I Found The Key", e o vosso álbum, "The New Messiah"?

Catarina: A produção essencialmente. Houve produtor num e noutro não. E entretanto passaram-se dois anos e deu para crescer um bocadinho. E estamos mais evoluídas, acho eu. E fugimos ao tema óbvio. Antes escrevíamos só sobre amor e desamor. Agora tentámos fugir um bocado disso.

W&L: Como é que foi a experiência de gravarem o disco em Alvito, com o Benjamin?

Margarida Falcão: Foi gira. Tivemos em Alvito durante duas semanas. Foi uma espécie de retiro espiritual. Foi uma boa experiência.

Catarina: Demos-nos bem com o Luís, e como ele já trabalho há mais tempo neste meio, ajudou-nos. Teve uma grande parte na produção, mostrou música e isso tudo contribuiu para o nosso crescimento pessoal, também.

W&L: Como é que funciona o vosso processo de gravação?

Catarina e Margarida: O de gravação. A ideia era começar sempre às 11h... mas óbvio isso não resultou. Então, acordávamos relaxadamente, íamos tomar o pequeno-almoço e blá blá blá... e depois começávamos a gravar. A banda primeiro, depois fazíamos as vozes e os arranjos.


W&L: E como funciona o processo de composição?

Catarina e Margarida: O de composição. Não sei, depende. Nós passamos muito tempo sem escrever nada juntas. E de vez em quando, também nos dá um momento de epifania e começamos a escrever. As coisas saem assim sem grande objetivo, e depois logo vemos. Neste álbum foi mais uma coisa combinada. Neste álbum, tivemos mesmo horários mais fixos para escrevermos a música que tínhamos em prazo. E então combinávamos para aí dois ou três dias por semana, para tentarmos compôr. Claro que muitas das vezes não aconteceu nada. Mas em geral, foi bastante produtivo. Foi eficaz.

W&L: Qual foi o vosso momento favorito que aconteceu desde que começaram a banda, até agora?

Catarina: Nestes últimos três anos, o momento que mais gostei foi a experiência em Alvito. Estar a gravar e estar a ouvir a nossa música um bocadinho mais embelezada, do que tínhamos no EP.

Margarida: Sim. A mim também seria isso. Mas também o Portugal Festival Awards. Tocámos com a orquestra, portanto, foi muito giro. 

W&L: Como é que surgiu a ideia para o vosso videoclip do single "The New Messiah"?

Margarida: Nós pegamos na história que demos a esta canção e tornamo-la num videoclip. 

Catarina: Sim foi muito nessa linha. Porque a música passa por várias emoções ou estados de uma alcoólica. Portanto, tentámos representar isso num contexto de festa com uma personagem meio desequilibrada emocionalmente. E depois arranjámos o realizador, conversámos os três e chegámos à ideia final. 

W&L: Como tem sido o feedback sobre o vosso álbum, "The New Messiah"?

Catarina e Margarida: Sim. Positivo para já. Pelo menos também das pessoas mais próximas, têm gostado todos. Também era um bocado estranho se dissessem que não gostavam. Mas sim, acho que tem sido positivo mesmo em geral. 

W&L: O que esperam alcançar no futuro enquanto banda?

Catarina e Margarida: Gostávamos de conseguir viajar e tocar pelo mundo. E não perder dinheiro com isso. Estar lá porque as pessoas nos querem ouvir. Tocar internacionalmente é sempre um bom objetivo.



Texto: Alexzandra Souza e Iris Cabaça
Fotografias: Diogo Santos e Ana-lógica 

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