Entrevista a Roberta Medina | Watch and Listen!

Entrevista a Roberta Medina


Hoje começa mais uma edição do Rock In Rio, com muitas surpresas e muita festa. Será a sétima em Lisboa e pretende celebrar os 30 anos de Rock In Rio. Estivemos à conversa com a Roberta Medina há algum tempo, e falamos sobre as surpresas que nos aguardam nesta edição e não só. Fica a entrevista na íntegra abaixo. 

Watch and Listen: Como é fazer parte da organização do Rock In Rio em vários países?

Roberta Medina: Muito dinâmico, mas muito enriquecedor. Eu acho que cada país onde vamos, cria-se uma nova cultura, que é uma mistura de todos os outros pelos quais que você passou. A experiência começou aqui. Nós já fizemos um Rock In Rio em Espanha e nos Estados Unidos, mas estamos a ver outros projetos. E é muito enriquecedor, muito interessante. Nós temos aquela coisa de todos somos iguais no mundo todo, mas cada um na realidade tem o seu mundo e vê as coisas e faz as coisas de uma forma diferente. E vamos aprendendo fazendo uma troca de experiências.

W&L: Sente grandes diferenças entre os variados públicos do Rock In Rio?

Roberta: Existem diferenças de comportamento. Mas o projeto é muito na via mainstream, ou seja, ela trabalha sempre o mesmo. Mesmo internacionalmente. Então basta conhecer o Rock In Rio que chegava-se em Las Vegas, e mesmo com as pequenas diferenças, iria-se identificar. E o público é mais ou menos isso. Só acontece, por exemplo, em Las Vegas existe mesmo um controlo apertado para bebida de menores. Existem aquelas pulseiras para menores de 21 anos. E no Brasil é uma coisa mais caótica, porque não existe esse hábito. São mais questões comportamentais, na realidade. O público português é muito fácil de gerir, é um público muito educado. Não sei, sinceramente, se isso acontece noutros lugares. É mesmo uma questão mais comportamental, e não tanto o resto. A música, a brincadeira, o som tudo acaba por funcionar de igual modo. Muda um bocadinho, no sentido em que cada público reage da sua maneira.

W&L: Qual foi a maior exigência que já teve por parte de um artista contratado para o Rock In Rio?

Roberta: São tantas. Nestes 30 anos de Rock In Rio, se você olhar para a primeira edição no Brasil, o mercado ainda era fechado. Então qualquer água que pedissem que não fosse do mercado, era um caos. Se queria comer algo diferente, também era difícil. O sushi! E hoje em dia o sushi vai à esquina e pede o sushi. O mundo evoluiu, não só o Brasil, mas o mundo evoluiu. O mundo da música está cada vez mais profissional, e cresceu muito. Já não existe tempo para muitas extravagâncias. Existem histórias engraçadas. O Prince, por exemplo, quando foi ao Rock In Rio pediu 500 toalhas e utilizou duas. Mas estas histórias já não acontecem tanto, hoje em dia. É interessante ver que cada vez mais os artistas pedem comida biológica. Existem até muitas bandas que já não consomem álcool. É interessante ver a mudança. Já se torna difícil acontecer uma coisa muito louca.

W&L: Pode falar-nos um bocado do Palco Vodafone?

Roberta: O Palco Vodafone traz conteúdos novos, para um evento de massas. Quando trouxemos a eletrónica pela primeira vez, era ainda uma música muito de um nicho que ainda não estava presente em grandes massas. O palco raízes que fizemos no Brasil, também fizemos em Portugal. E como o Gil diz, não é que o público não goste. Ele não conhece. E se calhar quando conhecer, irá gostar. E então nós gostamos, na suma, de assumir esse papel. Seja através da música ou de outros conteúdos. Gostamos de trazer novos conteúdos ao público. E a música alternativa tem cada vez mais poder, e estamos com a Vodafone pelo segundo ano, a apostar nesse caminho. E mostrar mais novidades ao público.

W&L: Existe alguma banda ou artista que gostaria de contratar, mas ainda não contratou?

Roberta: Acho que isso já está a ficar difícil. Porque nós já trouxemos tanta coisa. Não necessariamente em todos os países, ainda assim. Gostaria de ter Bruno Mars, por exemplo, no Brasil. Mas, sim é uma questão difícil.

W&L: E o que podemos esperar desta edição do Rock In Rio?

Roberta: Acima de tudo, muitas novidades e surpresas. Vemos aqui mais uma inovação, e estou a falar do Rock In Rio musical. É uma estreia, e vai sair daqui para os palcos do Brasil e Vegas. E já esteve nos teatros do São Paulo, em Rio de Janeiro. E foi um grande sucesso. Diria que com eles é fácil contar os 30 anos da história do Rock In Rio. Tem brincadeiras, 40 bailarinos e histórias engraçadas no meio. Acho que vai ser um dos pontos altos desta edição. E a Rock Street traz o astral muito especial da cultura brasileira. Vai ser de novo um dos pontos altos do evento. Muita coisa, muita novidade, muita festa!



Texto: Alexzandra Souza
Fotografia: Iris Cabaça


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