Tommy Genesis na Casa Independente: a efusão do fetish rap | Watch and Listen!

Tommy Genesis na Casa Independente: a efusão do fetish rap


A Tommy Genesis regressou à Casa Independente, pela segunda vez, no dia 3 de fevereiro para uma sala cheia. O rapper português Genes teve a honra de abrir o concerto da rapper do Canadá. O DJ Shaka Lion voltou a atuar com Genesis, e a seguir ao concerto ainda deu um DJ set. 

Genes é o projeto de Luís D'Alva Teixeira, um dos mais recentes rappers a surgir no panorama musical português. Nota-se que Genes ainda é novo em palco, e isso mudará com mais experiência, claramente. Porém, as rimas surgem-lhe naturalmente o que é evidente ao vivo e o seu ponto forte. O rapper apresentou músicas do seu EP de estreia, e ao longo do concerto tentou sempre interagir com o público presente criando uma grande empatia.

Na primeira vez que a Tommy Genesis atuou em Portugal, ficou encantada com o local do concerto, que já parece ser a sua casa no nosso país, e com o público. Tal foi óbvio nas suas palavras e no seu sorriso. Assim, desde o início que foi construída uma relação muito especial entre Genesis e os seus fãs portugueses. Uma ligação que continuou e se intensificou neste segundo concerto com alguns fãs que já a tinham visto e outros que a viram pela primeira vez. A rapper Canadiana sente-se tão à vontade com os seus apoiantes de cá que passa pelo meio do público como se estivesse a despejar rimas para um grupo de amigos, começa moshes a meio das músicas e dá tudo até ao último segundo. Esta foi a primeira data da sua tour europeia, e não poderia ter começado num local mais caloroso do que este. A energia na sala estava tão alta e boa, que a artista parou em algumas músicas devido a isso.

Os seus temas obscuros, sexuais e poderosos resultam num espetáculo incomparável onde há momentos para se dançar, fazer moshes e pensar-se em política. Infelizmente, não houve muito material novo como se estava à espera, pois, visto que, a maior parte das músicas tocadas foram do álbum "World Vision", tais como "Hate Demon", "World Vision", e as canções fora do disco "They Cum They Go" e "Art". A música "Execute" é um dos melhores hinos feministas da rapper, e "Angelina" é uma canção sensual que dá vontade de se dançar e ir ao chão. Estes temas ao vivo dão origem à expansão do seu fetish rap.

Depois de um espetáculo com pouca duração, ficou a promessa de uma terceira vinda ao nosso país e com temas novos. A Tommy Genesis está pronta para executar a sua visão do mundo ao longo deste ano com o seu próximo trabalho. A noite terminou com Shaka Lion a passar música para as pessoas que ainda ficaram na Casa Independente.

Tommy Genesis + Genes @ Casa Independente

Texto e fotos: Iris Cabaça

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