Para descobrir: Royal Bermuda | Watch and Listen!

Para descobrir: Royal Bermuda

Os Royal Bermuda são um duo de Lisboa formado por André Parafina e Diogo Esparteiro. Os dois usam uma forma simples nas suas músicas: apenas duas guitarras acústicas que transpiram tradição portuguesa.

O duo lançou, há cerca de dois meses, o single "Paraíso Cafageste", onde se pode ouvir uma amostra dos seus temas. Antes dos Royal Bermuda, Diogo Esparteiro aventurou-se no mundo da música e juntou-se aos Pás de Problème e aos Cows Caos. Em 2014, Parafina e Esparteiro decidiram partilhar, no Youtube, alguns vídeos onde interpretam canções de outros artistas à sua própria maneira. Além disso, com essas covers pode-se assistir ao início deste projeto. 

As músicas dos Royal Bermuda tanto nos embalam, como nos deixam com vontade de dançar. Quando lançarem o EP de estreia, iremos perceber ainda mais isso. 

Fiquem com alguns perguntas que fizemos aos Royal Bermuda:

Qual foi o momento das vossas vidas em que perceberam que queriam começar a fazer música?
Nós conhecemos-nos no Liceu de Oeiras, onde já dávamos os primeiros passos na guitarra, a partir daí fomos sempre partilhando música e conhecimentos diversos sobre a vida um com o outro.
Quando terminámos o Liceu decidimos ir para a Escola Luiz Villas Boas, o HotClube, para aprender música porque a nossa descoberta até então foi totalmente auto-didacta. Aí, para além do jazz, começámos a desenvolver um gosto especial pela música que se faz pelo mundo inteiro. Passados uns anos o André foi para os Estados Unidos e ficámos cerca de um ano separados, fisicamente, quando ele voltou estávamos cheios de vontade de voltar a tocar juntos (tentámos por Skype mas com os deelays da ligação não foi possível) aproveitando essa vontade começámos a fazer as nossas primeiras músicas, tudo o resto foi acontecendo de forma espontânea, como sempre.

Como é o vosso processo criativo?
O nosso processo criativo começa quando um de nós traz uma ideia, que pode ser um trecho ou dois de música ou um conceito, essa ideia ou conceito pode se tornar um motivo ou uma base à partida, ou pode ser totalmente desconstruída a fim de dar azo a novos caminhos, isso faz com que surja por vezes composições onde a ideia base está completamente desvanecida e por consequência chegamos a um entendimento que nenhum de nós esperava. Também consideramos de grande relevância para o nosso processo criativo o dialogo entre nós e todas as pessoas que encontramos no nosso quotidiano.
Temos a sorte de tocar guitarra acústica, possibilita que o local do ensaio seja alterado facilmente, permitindo que aconteça num jardim ou na praia ou na bagageira da carrinha do Diogo, também consideramos parte do processo criativo os locais onde passamos e as pessoas que lá encontramos.

Descrevam o vosso projeto numa frase.
Fazemos música simples, desde a balada mais profunda até à mais fogosa folia.

Se a vossa carreira musical fosse um filme, qual seria?
Seria um filme que ainda não existe, mas se algum realizador o quiser conceber, teremos todo o gosto em fazer musica para ele.

O que esperam alcançar em 2017?
Para 2017 queremos tocar um pouco por todo o país, a fim de dar a conhecer a nossa música ao maior número de pessoas possível em formato ao vivo. Vamos também lançar o nosso primeiro EP pela Exotic Underground, editora que da qual fazemos parte e ajudámos a criar juntamente com um grupo de fogosos artistas.



Foto: João Catarino

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