Para descobrir: Jonny Abbey | Watch and Listen!

Para descobrir: Jonny Abbey


João Abrantes, mais conhecido por Jonny Abbey, é um artista emergente de eletrónica que surgiu no ano passado mais a norte do país. Jonny Abbey dá o nome ao projeto onde Cecília Costa o acompanha nesta sua nova eletrizante e emocionante aventura. Para além de ser um dos integrantes de Mirror People, o artista decidiu lançar-se a solo este ano com "Unwinding", o seu álbum de estreia, que provoca em nós uma vontade frenética de dançar e repetir a dose vezes e vezes sem conta. Será, sem margem de dúvidas, um projeto que dará cada vez mais que falar e que marcará este 2017. 


Fiquem com as respostas de Jonny Abbey ao nosso "para descobrir

Qual foi o momento da tua vida em que percebeste que querias começar a fazer música?
A música apareceu tarde na minha vida, quando já tinha quase 18 anos. No entanto foi algo que se desenvolveu de forma exponencial e tomou proporções de tal forma grandes que inevitavelmente revelou-se a ideia de começar a fazer música no meu subconsciente. A composição, produção e performance iriam-se tornar no foco da minha carreira.
O primeiro passo para tal se concretizar foi a troca do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas por o curso de Produção e Tecnologias da Música, da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. A partir deste momento, todas as horas úteis do meu dia passaram a ser dedicadas ao desenvolvimento dos meus projectos, à partilha criativa com outros artistas e ao meu crescimento artístico-técnico-pessoal.

Como é o teu processo criativo?
Sempre que quero ter uma semana mais focado na escrita, composição e criação, faço uma preparação prévia. Essa preparação consiste em ouvir muita música nova, criar playlists que sigam uma linha estética com a qual me esteja a identificar nesse momento. Faço também um treino técnico vocal e de guitarra/teclados mais intenso, com o intuito de diminuir ao máximo o “gap” que existe entre a idealização de um conceito e a concretização/performance do mesmo.
O momento de composição tem sempre inúmeras variáveis, tanto posso começar por escrever um beat com uma drum machine, como posso iniciar com a definição de harmonias, o que permite definir à partida a “cor” que o tema vai ter. Normalmente a parte vocal fica para o fim, com a escrita da letra e da melodia a ocorrer em simultâneo. Tenho sempre que sentir afinidade e ligação ao assunto sobre o qual estou a escrever, não seria capaz de abordar um assunto sobre o qual sinto indiferença. Acima de tudo a arte tem que ser autêntica, genuína e sentida.

Descreve o teu projeto numa frase.
Jonny Abbey é a minha viagem artística mais sincera e que mais exprime a maneira como vejo a música.

Se a tua carreira musical fosse um filme, qual seria?
Inception (2010) – “An idea is like a virus. Resilient. Highly contagious. And even the smallest seed of an idea can grow. It can grow to define or destroy you.

O que esperas alcançar em 2017?
Em 2017 tenciono levar o álbum de estreia (Unwinding) para a estrada e atingir o maior número de público possível. Numa altura em que as redes sociais se encontram saturadas de nova informação e em que há uma enorme quantidade de artistas a editarem nova música, a interacção que existe num concerto ao vivo é cada vez mais relevante e indispensável. Sinto um enorme prazer a tocar as músicas deste disco, e estou motivado para fazer mais música com todo o feedback positivo que tenho recebido.
Também me encontro em tour com Mirror People, visto que sou o vocalista do novo disco, “Bring the Light”.
Com isto tudo quero, acima de tudo, continuar a crescer artisticamente e desenvolver cada vez mais a minha linguagem musical e expressividade.


Foto: MARLENE

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