Sumol Summer Fest: o melhor da Ericeira | Watch and Listen!

Sumol Summer Fest: o melhor da Ericeira

 
Nos passados dias 30 de Junho e 1 de Julho, a Ericeira foi anfitriã de mais uma edição do festival Sumol Summer Fest. O festival é conhecido por ser frequentado por jovens cheios de energia e, sempre prontos a dançar e a aproveitar todas as gotas de música que o festival tem para oferecer. E este ano não foi diferente. Um cartaz maioritariamente dedicado ao hip hop, tanto nacional como internacional, conseguiu esgotar o recinto com alguns dias de antecedência e não é de admirar porquê. Desde o primeiro ao segundo dia, haviam concertos obrigatórios a ver para quem admira e segue religiosamente o género.

No primeiro dia, o sol brilhava e as praias estavam altamente frequentadas pelos festivaleiros. A festa teve início no Palco Quiksilver Boardriders que é, nada mais nada menos, o sonho tornado realidade de todos os skaters portugueses. É de realçar que a novidade deste ano, foram as bandas mais rock que o festival recebeu neste palco. Neste primeiro dia, os Fugly abriram as honras seguidos de um concerto de Insch. Para terminar o dia deste palco hoje o DJ Dadda, que acompanhou a hora do jantar dos festivaleiros. Fechada esta parte mágica do recinto, estava na hora de caminhar para a parte central do Sumol Summer Fest para vermos os concertos do Palco Sumol. O Digital Farm Animals foi o primeiro a pisar o palco, este ano, aquecendo os presentes pois o vento já começava a soprar e os termómetros a baixar. Para continuar o aquecimento, seguiu-se DJ Big. Os relógios davam 23h, as horas do grande momento do dia: A História do Hip Hop Tuga. Podemos avançar, desde já, que fez-se de facto história. O concerto durou cerca de duas horas e contou com quase todos os artistas relevantes para a nossa história deste tão querido género pelo público português (Nel'Assassin - nos pratos-, Sam The Kid, Valete, Dealema, Ace, Presto, Capicua, Black Company, Chullage, NGA, Dengaz, Dillaz, Bispo, GROGNation, Allen Halloween, Sir Scratch, NBC, Tekilla e Holly Hood). Atrás dos artistas, marcava-se a cronologia anual, que ia logicamente avançando, à medida que o concerto ia acontecendo. Sucessos ouvidos por todos nós foram tocados, e letras que todos sabemos de trás para a frente, foram entoadas bem alto por todos os presentes. Porém, não foi apenas dos músicos presentes que se ouviu temas icónicos, pois, também entoaram músicas dos que não atenderam, como Boss AC. Entre o grande sentimento de nostalgia e orgulho do que a nossa nação já fez por este género e continua a fazer, sentiam-se arrepios e a sensação de que estávamos perante um dos melhores concertos desta edição. A fechar a noite, este Fat Joe, o rapper americano que meteu todos a dançar sem parar e claro, a cantar em uníssono as conhecidas e incomparáveis rimas. Não podia ter corrido de modo melhor esta primeira noite de arranque do festival à beira mar.

Sumol Summer Fest 2017: 1º dia

O tempo passa a correr, e quando demos por nós já nos encontrávamos no segundo e último dia do festival. Mais uma vez, o nosso dia começou no palco feito para os skaters. O doce som das rodas a rolar no chão e o sorriso de cada jovem que ia em cima do seu skate comprova que o Palco Quiksilver Boardriders é um dos palcos mais giros, originais e divertidos do país. A banda sonora neste palco no dia 1 foram os The Sunflowers, os The Zanibar Aliens e um DJ set do Sensi que deixaram uma marca positiva no fecho deste palco.

Com os concertos finalizados no palco mais cool para apreciadores de desportos de rodas, rumámos até ao Palco Sumol. O alinhamento previa uma noite feliz e as expectativas apresentavam-se altas. O aquecimento geral fez-se ao som de Deejay Telio/ Deedz B que mostraram as suas raízes da música africana para um público que dançou do princípio ao fim. Seguiu-se o concerto de Valas, músico proveniente da Margem Sul que deixou o público em deleite. O Valas é um dos artistas mais promissores no mundo do hip-hop nacional, e foi isso mesmo que provou no festival e justificou a sua atuação no palco principal. Finalmente, o concerto do real senhor da noite, aproximava-se. Não foi declarado como cabeça de cartaz mas no ar ficou a certeza de que Post Malone seria o vencedor desta edição. E assim o foi. Post Malone subiu a palco adiantado e, marcou todos os pontos que se esperava que marcasse. As altas expectativas foram superadas e ficou clara qual a razão do festival ter esgotado este ano. A eficiente e enérgica aderência do público ao concerto, proporcionou o melhor ambiente que o músico poderia ter experienciado na sua estreia em terras lusas. Após o concerto fogoso e recepção calorenta, fica a certeza que o regresso está marcado para breve. Sean Paul foi como entrar numa máquina do tempo e fazer uma visita aos 00's. Já não é o mesmo que era, mas como recordar é viver, o músico não iludiu nem desiludiu. Apenas cantou e deixou o público cantar em conjunto os clássicos. Os sapatos de dança não ficaram em casa e só se descalçaram no final do concerto. A noite terminou da melhor forma com o DJ SlimCultz. Infelizmente, tínhamos chegado ao fim de mais uma edição deste jovem e nostálgico festival. É como se diz: o que é bom passa demasiado depressa.

Sumol Summer Fest 2017: 2º dia

Texto: Alexzandra Souza
Fotos: Iris Cabaça

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