Indie Music Fest 2017: a celebração dos 5 anos encantados no bosque | Watch and Listen!

Indie Music Fest 2017: a celebração dos 5 anos encantados no bosque


O Indie Music Fest regressou ao Bosque do Choupal, em Baltar, nos dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro. A edição deste ano foi especial por ter sido a comemoração dos 5 anos de vida do festival, o que é um grande marco. Como era esperado, ao longo dos três dias, a festa teve direito ao que já vai sendo habitual no evento: bons concertos, um público disposto a descobrir música nova e um espírito único. 

Os concertos foram de bandas que ainda não tinham atuado lá, mas este ano houve algumas repetidas. A organização decidiu, de forma a celebrar estes cinco anos de festival, voltar a trazer cinco bandas que deram concertos inesquecíveis por lá e foram as seguintes: The Lazy Faithful, Toulouse, Pãodemónio, Astrodome e Stone Dead. 

Esta foi a nossa terceira vez no Indie Music Fest, e foi tudo ótimo, novamente. Fiquem a saber como foi a festa de aniversário.

O primeiro dia, 31 de agosto, começou com o concerto dos El Señor. A banda apresentou o seu EP "Alvorada Beat", com temas que incentivaram logo os moshes e até crowdsurf numa prancha. Um pouco mais tarde, os Heavy Cross of Flowers atuaram no Palco Cisma. As suas músicas de "metal straight to the point", como descrevem, resultaram bem no palco escolhido, neste festival e com este público. Em seguida, os Flying Cages subiram ao Palco Relva onde tocaram músicas do seu mais recente disco "Woolgather". Durante o concerto, ouvia-se comentários na multidão sobre as semelhanças da banda portuguesa aos Arctic Monkeys, e a verdade é que as há na voz do vocalista Zé Maria Costa porque lembra a do Alex Turner. Contudo, a banda consegue ter a sua própria identidade dentro do indie rock, algo que se notou no concerto. Os The Lazy Faithful foram a banda que encerrou a noite de concertos neste primeiro dia, e também um dos grupos repetidos. Honestamente, o seu regresso e o facto de encerrarem um palco foi realmente merecido. Pois, com o último disco, "Bringer of a Good Time", elevaram o seu estatuto enquanto músicos na universo nacional da música, e o concerto foi a prova disso mesmo. O alinhamento contou, igualmente, com canções do primeiro LP, "Easy Target". O vocalista Tommy Hogg estava quase sem voz, mas apesar disso cantou em plenos pulmões até ao final, o que foi incrível. O grupo deu, sem dúvidas, o melhor concerto da noite. Assim, se terminou um primeiro dia de festival em grande.

Indie Music Fest 2017: 1º dia


O segundo dia do festival, dia 1 de setembro, iniciou-se no Palco Relva com os Indian Rubber que vieram espalhar o seu rock psicadélico com claras influências de jazz. Depois, veio mesmo jazz com os Phantom Trio que atuaram numa hora ideal, visto que, ainda era de dia e era possível sentar-se no chão a ver o concerto. A seguir, os Toulouse, que voltaram ao festival pela segunda vez, abriram o Palco Indie Music Fest. Quando atuaram há dois anos atrás, também estivemos presentes e notámos a evolução da banda ao vivo. Enquanto que da primeira vez foi uma surpresa boa, aqui já se sabia que o concerto seria bom para fazer jus ao disco de estreia, "Yuhng". Começava a anoitecer e arrefecer enquanto o grupo atuava, mas tal não os impediu de aquecerem os corações dos mais atentos com o seu smooth punk. Após vários concertos a ouvir-se rock, psicadelismo, metal e jazz eis que chegou, finalmente, o hip-hop com os Conjunto Corona. Uma estreia absoluta deste género musical no Indie Music Fest que leva a pensar que mais artistas do estilo deviam atuar lá. A receção das pessoas nas primeiras filas mostrou que se pode apostar em mais hip-hop/rap no festival. As letras com pouco sentido e as atitudes "lo-fi hipster sheat" dos membros com os beats atrás, tornam um espetáculo dos Conjunto Corona bastante divertido, e foi exatamente o que aconteceu. Seguiu-se o concerto dos Pãodemónio, outra das bandas a regressar, no Palco Relva. O quarteto do Porto veio mostrar o que sabe fazer melhor: misturar jazz com eletrónica. Primeiramente, começaram o concerto com músicas calmas e à medida que o tempo passava, a intensidade ia aumentando. O que foi genial de se ver. A honra de encerrar o Palco Cisma nesta noite, coube a Rapaz Ego. Este é o projeto a solo de Luís Montenegro (Salto) que ao vivo toca com Guilherme Tomé Ribeiro (Salto), Rodrigo Andrade e Sousa e Pedro Lucas. Veio apresentar o seu EP de estreia, "Gente a Mais", e ainda houve espaço para se ouvir um tema novo. As suas músicas ao vivo ficam mais ricas devido às transições que faz de umas para as outras e às partes instrumentais que lhes acrescenta. Isto torna a experiência ao vivo mais especial e única, e foi o que aconteceu neste concerto que foi um dos melhores desta noite. No final, já havia mosh e crowdsurfing por todo o lado. Por fim, os Astrodome deram o último concerto da noite no Palco Relva e levaram o público presente numa viagem psicadélica instrumental. Não foram precisas palavras, apenas instrumentos para tornarem este concerto espetacular.

Indie Music Fest 2017: 2º dia

Como tudo o que é bom acaba, infelizmente chegamos ao terceiro e último dia, 2 de setembro, do Indie Music Fest. Antes de se falar dos concertos, houve algo inédito no campismo: uma sessão de leitura protagonizada por atores onde leram um poema e encenaram uma cena desse mesmo poema. Quanto aos concertos, Mr. Gallini, o projeto a solo de Bruno Monteiro dos Stone Dead, veio tocar as suas músicas frenéticas atuando sozinho em palco, apenas com os seus instrumentos musicais. Não houve galinhas porque estavam no seu sítio, mas houve momentos de boa música com as suas letras agressivas e guitarra acústica, num concerto curto. Após este concerto, os Nice Weather For Ducks subiram ao Palco Indie Music Fest para apresentarem o seu último trabalho, "Love Is You And Me Under The Night Sky". Ao longo do concerto, mostraram o porquê de atualmente existirem tantas bandas e artistas novos com sede em Leiria: sabem fazer música orgânica um pouco complicada de se descrever e, ao mesmo tempo, cativam quando a mostram ao vivo. Daí terem dado um belíssimo concerto onde houve um pouco de tudo desde pop, eletrónica e psicadelismo. Logo depois, os Paraguaii atuaram no Palco Relva para tocarem músicas do novo disco, "Dream About The Things You Never Do", onde meteram o público a dançar com as suas misturas de indie rock e eletrónica. Seguidamente, Jonny Abbey no Palco Cisma trouxe a música eletrónica ao festival e transformou tudo numa pista de dança. Juntamente com Cecília Costa, Abbey tocou músicas do seu primeiro álbum "Unwinding", o que certamente deixou quem o conhecia e os curiosos encantados durante cerca de uma hora de concerto. Depois destes artistas e bandas, partiu-se para um concerto complemente diferente, pelo menos neste dia, o dos The Poppers no Palco Indie Music Fest. Desde o primeiro segundo em que entraram em palco estavam prontos para destruir tudo com o seu rock'n'roll, e assim o fizeram ou não fossem uma banda experiente em palco. O grupo é definitivamente rockeiro não só pelas suas músicas, mas também pela atitude que enxerga. Porém, são rockeiros simpáticos, tanto que, a certa altura do concerto o vocalista Luís Raimundo chamou um fã ao palco para tocar guitarra, e foi um momento bastante surpreendente e bonito de se assistir. Um concerto onde houve de quase tudo, incluindo mosh e crowdsurf, claro. Aliás, não foi o concerto foi o concertão da noite na realidade. Para encerrar a noite de concertos no Palco Indie Music Fest os Stone Dead foram a última banda a atuar naquele palco. Há dois anos atrás também os tínhamos visto, num palco diferente, quando ainda nem tinham um álbum sequer. Dois anos depois e com um álbum de estreia excelente, o crescimento da banda foi notório neste concerto. A banda de Alcobaça mostrou os seus melhores atributos a tocar rock como o faz. Os concertos deste último dia do Indie Music Fest acabaram com o dos Pás de Problème que foi cheio de teatralidade e muita animação.

Indie Music Fest 2017: 3º dia

A edição deste ano do Indie Music Fest foi bastante especial, mais uma vez, e esperemos que o festival celebre muitos mais aniversários porque é sempre bom voltar só para estes três dias no Bosque encantado do Choupal. Parabéns Indie!

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