Mexetalk com o Luís Severo | Watch and Listen!

Mexetalk com o Luís Severo


O Luís Severo irá estar presente na edição do Vodafone Mexefest deste ano. O cartaz conta ainda com Jessie Ware, Aldous Harding, Surma, Oddisee, entre outros. No dia 25 de novembro, o músico irá subir o palco do Teatro Tivoli BBA.

As primeira marcas que Luís Gravito começou por deixar na música nacional foi com Cão da Morte. Depois juntou-se a João Sarnadas (Coelho Radioactivo) para formarem o projeto Flamingos, que os levou a tocarem no Vodafone Mexefest há dois anos atrás. Em 2015, o artista apresentou-se como Luís Severo e lançou o primeiro disco, Cara D'Anjo, que foi logo aclamado pela crítica. Este ano, editou o sucessor Luís Severo com o selo da Cuca Monga e foi produzido por Diogo Rodrigues e Manuel Palha (Capitão Fausto). Os concertos de apresentação do novo trabalho realizaram-se no Teatro Ibérico com duas datas esgotadas.

Na próxima semana, Luís Severo irá dar um concerto ao piano no Vodafone Mexefest, por isso, decidimos ter uma Mexetalk com ele.

Watch and Listen: Qual achas que é a maior diferença entre o teu primeiro disco, “Cara D’Anjo”, e o novo?
Luís Severo:
Há tantas diferenças que não sei por onde começar! Numa análise das coisas mais práticas há logo muitas diferenças: estúdio novo, músicos novos, produtores novos, instrumentos diferentes. Por outro lado, também acho que é um disco com um tom diferente, com assuntos diferentes e com uma forma de encarar as canções também ela diferente.

W&L: Anteriormente, tiveste os projetos Cão da Morte e Flamingos. Influenciaram algo em Luís Severo?
Luís Severo:
Sim, Cão da Morte serviu para experimentar tudo o que tinha a experimentar enquanto era tempo: cometer todos os erros e todas as loucuras saborosas, sem estar a pensar em audiência. Depois, Flamingos ensinou-me muito do que é trabalhar em equipa com uma pessoa bem diferente de mim. O trabalho com o Coelho foi uma grande grande escola.

W&L: No novo álbum, fazes algumas críticas a Lisboa. Ficas com receio do futuro da cidade?
Luís Severo:
Já não penso muito nisso. Na altura, quando escrevi aquele disco, estava a assistir a mudanças diárias, em bairros e ruas onde cresci. Puxou-me ao sentimento, à nostalgia e até a algum sentimento de revolta. Hoje vamos ficando todos mais conformados, e quando um sítio incrível fecha para dar lugar a mais um hostel piroso, já não aumenta tanto a tristeza.

W&L: Se pudesses fazer a banda sonora de um filme, qual seria e porquê?
Luís Severo: Não sei, é difícil pensar num filme que já exista e já tenha a sua banda sonora, por isso teria de ser um filme por fazer. Nesse sentido, acho que gostaria de fazer a banda sonora de qualquer filme cuja ideia me cativasse. 

W&L: Tens andado a tocar os temas novos um pouco por todo o país. Como tem sido a recetividade das pessoas em relação aos mesmos, nos diferentes locais?
Luís Severo: Ainda não toquei temas novos, ou seja, escritos depois do álbum Luís Severo. Tenho tocado algumas coisas antigas por vezes, talvez seja essa a confusão. Estou a preparar temas novos, e já tenho alguns acabados, mas ainda não me sinto preparado para os tocar ao vivo. 

W&L: Já imaginaste como seria uma música tua se fosses convidado para o Festival da Canção?
Luís Severo: Não, mas se me convidarem pensarei nisso com mais calma!

W&L: O que podem as pessoas esperar do teu concerto no Vodafone Mexefest?
Luís Severo: O concerto de voz e piano na sua forma mais polida e viajante possível. Eu acho que está a ficar muito bonito, espero que as pessoas também achem.


Foto: Francisco Aguiar

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