Mexetalk com o Moullinex | Watch and Listen!

Mexetalk com o Moullinex


O Moullinex é um dos nomes que faz parte do cartaz do Vodafone Mexefest deste ano, que também irá contar com Orelha Negra, Destroyer, Julia Holter, Allen Halloween, entre outros. O artista português irá pisar o palco do Coliseu dos Recreios, no último dia do festival (25 de novembro).

O alter-ego de Luis Clara Gomes é uma das referências na música de dança nacional. O músico, produtor e DJ mistura vários géneros musicais nos seus temas, como, disco, funk, soul e garage rock. Estilos que parecem não funcionar bem interligados uns com os outros, mas são a receita mágica para o trabalho de Moullinex. Em 2007 fundou a editora Discotexas juntamente com Xinobi, e ao longo destes 10 anos ambos têm espalhado a música eletrónica um pouco por todo o mundo. O seu primeiro álbum, Flora, chegou em 2012, e o seu sucessor, Elsewhere, foi editado em 2015. No início de outubro, lançou o terceiro disco chamado "Hypersex" que é o seu trabalho mais colaborativo, pois, conta com participações de Best Youth, Da Chick, UhAhUh (Guilherme Tomé Ribeiro), Shermar, e muitos mais. Hypersex tem músicas carregadas de esperança prontas a saírem para a pista de dança.

Como tal, decidimos fazer algumas perguntas a Moullinex sobre o seu novo trabalho e o que se pode esperar do concerto no festival na próxima semana.

Watch and Listen: No concerto do MAAT fizeste algo especial com os visuais. Estás a pensar fazer o mesmo ou semelhante no Vodafone Mexefest?
Moullinex:
O mesmo, mas melhor! O formato video-drag-show em chroma foi estreado no MAAT, usámo-lo posteriormente na Casa da Música, e resultou muito bem com o público. Quero cada vez mais quebrar a barreira entre performance e público, que os concertos de Moullinex sejam uma festa colectiva onde todos temos um papel. O convite fica desde já feito a invadir este ecrã verde, no Coliseu.

W&L: Quais foram as principais inspirações para “Hypersex”?
Moullinex:
É um disco colaborativo, feito para e em torno da pista de dança. Acho que foi essa a minha maior inspiração. A pista como um lugar de libertação, de inclusão, de loucura e rebelião.

W&L: Como é que surgiu a ideia para o videoclip do tema “Love Love Love”?
Moullinex: A ideia partiu de uma conversa entre o realizador, Bruno Ferreira, o supervisor criativo, Sebastião Albuquerque, e eu. O que aconteceria se convidássemos um grupo de desconhecidos a dançar num casting para um suposto videoclip, mas esse processo fosse o próprio videoclip? NYC era o lugar ideal para isto acontecer, dada a diversidade de pessoas que conseguimos chamar num casting. Mas não duvido que os resultados em Lisboa fossem igualmente espontâneos.

W&L: Se pudesses fazer a banda sonora de um filme, qual seria e porquê?
Moullinex: Numa space-opera imaginária realizada pelo Spike Lee. Sou fã das bandas sonoras dos filmes de Blaxploitation, de Sci-fi dos anos 70, e gostaria de incorporar estas referências numa obra contemporânea.

W&L: A tua música “Work It Out” aparece num episódio de Broad City. Qual é a sensação de ouvires o teu trabalho numa série?
Moullinex: É por vezes estranho, sobretudo no contexto de publicidade, mas quase sempre que acontece é numa produção com a qual me identifico! Na ficção, e neste caso em particular, acho que a música serve ao contexto que nem uma luva. Sou fã da série e da RuPaul, por isso senti-me uma criança no Natal.

W&L: Podes falar-nos do evento Viseu Abraça, que aconteceu ontem, 12 de novembro?
Moullinex: Agora falando à posteriori, foi incrível contar com a presença de enormes talentos nacionais, que cedo responderam positivamente ao apelo que eu e o Samuel Úria lhes fizemos. Num só palco, em hora e meia, passaram Benjamim, Selma Uamusse, Da Chick, Márcia, Ana Bacalhau, Carlão, Legendary Tigerman, Best Youth e Ana Moura. Tudo por um motivo maior, com a nossa música angariar ajuda, e procurar trazer um bom momento a estas famílias dos concelhos que tanto perderam nos incêndios.

W&L: O que podem as pessoas esperar do teu concerto no Vodafone Mexefest?
Moullinex: Queremos fazer uma festa do tamanho do Coliseu, para fechar o festival em grande. Venham e tragam calçado confortável!


Foto: Nasha Does Work

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