Mexetalk com os Conjunto Corona | Watch and Listen!

Mexetalk com os Conjunto Corona


O Vodafone Mexefest realiza-se esta semana na Avenida da Liberdade, nos dias 24 e 25 de novembro, e os Conjunto Corona são um dos nomes que irão atuar. O cartaz conta ainda com Julia Holter, Liars, Pauli., Allen Halloween, entre outros.

Os portuenses dB (produtor) e Logos (rapper) formam os Conjunto Corona. Juntos lançaram três discos em três anos. O primeiro disco, Lo-Fi Hipster Sheat, foi lançado em 2014. Um ano depois, saiu Lo-Fi Hipster Trip que conta com a colaboração de Álvaro Costa no tema "Corona". No ano passado, o terceiro longa-duração, Cimo de Vila Velvet Cantina, foi editado. Todos os trabalhos foram inspirados na personagem Corona, um rapaz do Porto imaginado por dB e Logos que andou por maus caminhos e acabou por alugar metros "quadrados em Cimo da Vila [...]" de forma a ter uma nova vida. Desde então, têm andando um pouco pelo país com o Homem do Robe a distribuírem pacotes, hidromel, e fazerem as pessoas gritarem "Gondomar!" nos seus concertos.

No dia 25 de novembro, o segundo e último dia do Vodafone Mexefest, vão dar um concerto no Capitólio - Bastidores, às 19h. Como tal, decidimos fazer algumas perguntas sobre o festival e muito mais.

Watch & Listen: O vosso terceiro álbum, Cimo de Vila Velvet Cantina, saiu no ano passado. De que forma é que chegaram às letras e aos beats do mesmo?

Conjunto Corona: Tudo nasceu após um concerto na RUC, onde uns amigos daquela rádio nos mostraram a obra do mítico “Amílcar Alho – O camionista erótico”, um conhecido artista popular muito conceituado no ramo das cassetes áudio-eróticas.

W&L: Este ano atuaram no Indie Music Fest, e foram o único nome de hip-hop no cartaz. Como foi isso para vocês?
Conjunto Corona: Foi um enorme prazer, e é um motivo de orgulho para nós. Fazemos música para todos e é com enorme satisfação que vemos o nosso nome em cartazes sem mais nenhum nome de hip hop. Curiosamente não é a primeira vez que acontece: Paredes de Coura, ZigurFest, Milhões de Festa são tudo festivais onde actuámos em edições onde fomos o único nome associado ao hip hop. Mas julgo que isso acontece por um motivo simples: não somos uma banda de hip hop (ou pelo menos é assim que nos vemos a nós próprios).

W&L: O que significa realmente o termo “Lo Fi Hipster Sheat”?
Conjunto Corona:
É o modo como estamos na música: uma forma despreocupada, DIY e extremamente desformatada de criar música, conceitos e um universo próprio com portas abertas para todos que o queiram visitar (não se esquecendo de tirar os sapatos e deixar os preconceitos e clichés à porta).

W&L: Podem dizer qual é a receita mágica do hidromel?
Conjunto Corona:
Bagaço, Mel, dedicação.

W&L: Se pudessem fazer a banda sonora de um filme, qual seria e porquê?
Conjunto Corona:
Narcos (Netflix), porque temos pacotes.

W&L: Recentemente têm dando concertos em vários sítios. Qual foi o vosso favorito até ao momento?
Conjunto Corona:
Essa é uma pergunta ingrata, pois todos os concertos têm algo positivo que guardamos na memória. Mas a salientar, salientamos talvez a D´bandada. Foi a primeira vez que actuámos num palco com aquelas dimensões e foi a vez que percebemos que temos “arcaboiço” para tocar em qualquer palco do mundo.

W&L: O que podem as pessoas esperar do vosso concerto no Vodafone Mexefest?
Conjunto Corona:
Mais uma dose imprevisível de Coronismo.
Novidades ao nível do fornecimento de Hidromel.


Foto: Francisco Lobo

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