Mexetalk com os Everything Everything | Watch and Listen!

Mexetalk com os Everything Everything


Os Everything Everything são um dos nomes que irão marcar presença na edição do Vodafone Mexefest deste ano, ao lado de nomes como Cigarettes After, Jessie Ware, Hinds, Valete e Mahalia. O grupo volta a Portugal depois de ter passado pelo NOS Alive, Vodafone Paredes de Coura (também no warm-up do festival) e ter aberto o concerto dos Foals, no Coliseu dos Recreios, em 2013.

A banda de Manchester editou o primeiro álbum, Man Alive, em 2010, que a levou a ser nomeada para o Mercury Prize de 2011. Cerca de três anos depois, Jonathan Higgs, Jeremy Pritchard, Michael Spearman e Alex Robertshaw, lançaram Arc, cujo primeiro single foi "Cough Cough", que é muito mais eclético do que o anterior. O terceiro disco, Get To Heaven, chegou em 2015, e é bastante diferente dos outros dois. Pois, são quase todas mais dançáveis. Este ano, voltaram com A Fever Dream onde as letras falam sobre temas atuais, tais como, o Brexit e a xenofobia. Ao longo destes quatro trabalhos, o grupo foi construindo a sua identidade única dentro da Pop alternativa.

Considerando estes fatores, tivemos uma mexetalk com o Jeremy Pritchard (baixo, teclado e vocais) para nos falar do seu concerto no Vodafone Mexefest.

Watch & Listen: Vocês não vêm a Portugal há muito tempo. Qual é a última coisa e a favorita de que se lembram do nosso país?
Jeremy Pritchard: Sim, não vamos desde que andámos em tour com o nosso segundo álbum, Arc, o que faz quatro anos agora. Eu lembro-me que tivemos uma linda saída à noite no Bairro Alto a última vez que tivemos em Lisboa, após termos tocado no Coliseu com os Foals, e eu adorei o Porto em algumas das ocasiões em que tivemos lá. Ficámos bêbados com os The Wedding Present lá...
Portugal tem aquela atração clássica de ser um país quente com uma vida noturna al fresco, o que ainda parece tão exótico e sotisficado para nós britânicos!

W&L: Vocês conseguem fazer músicas elétricas, inventivas e agressivas ao mesmo tempo. Como é que metem tudo isso junto? 
Jeremy Pritchard: Apenas está na nossa natureza agora. Não tendemos a ver muitas coisas na música como mutuamente exclusivas. A ideia de recombinação e justaposição é o que sempre prosperamos.

W&L: Cada um dos vossos álbuns parece ter um tema. Qual é o tema de A Fever Dream? 
Jeremy Pritchard: Este álbum está basicamente a explorar a crise humana e emocional de todos os eventos e mentalidades que documentámos no anterior, Get To Heaven. Nesse sentido, está ligeiramente menos apontado, mais delicado em lugares que nos teríamos permitido estar em 2014/2015, e as linhas são geralmente mais confusas e menos nítidas.

W&L: Se pudessem fazer a banda sonora para um filme, qual seria e porquê? 
Jeremy Pritchard: É muito complicado de imaginar uma nova banda sonora para qualquer filme que já gostamos. Se gostamos, é provável que a música irá ter uma grande parte na nossa afeição por ele. Por isso, se alguma vez o fizermos, acho que teria de ser algo onde estivéssemos desde o seu início.

W&L: Vocês abriram alguns concertos para os Radiohead. Como foi?
Jeremy Pritchard: Bem, nós fizemos um festival com eles, TRNSMT em Glasgow. Não podemos dizer que abrimos para eles. Mas, apesar disso, foi uma ótima sensação para nós contornarmos à volta deles para chegarmos ao palco, e ver o nosso nome no cartaz com o deles. E eles foram fantásticos, claro.

W&L: Como é que surgiu o conceito para o videoclip da "Can't Do"? 
Jeremy Pritchard: Nós queríamos fazer uma peça de dança, para expressar a sensação de abandono na música, que é um típica combinação de lírica desinibida e uma melodia de rave! Nós adorámos o trabalho da coreógrafa Holly Blakey num vídeo dos Young Fathers, que nós admiramos muito, por isso, abordámos-la para colaborar nele. Ela acabou de ganhar um prémio pelo vídeo por acaso.

W&L: O que podem as pessoas esperar do vosso concerto no Vodafone Mexefest?
Jeremy Pritchard: Um balanço excelente entre o totalmente novo e um pouco do mais antigo. Muitos dos singles. Não há muito do nosso disco de estreia, Man Alive, no alinhamento nestes dias mas podemos colocar uma canção lá!



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Everything Everything are one of the names that will be at this edition of Vodafone Mexefest this year, next to names like Cigarettes After Sex, Jessie Ware, Hinds, Valete and Mahalia. The group will be back to Portugal after being at NOS Alive, Vodafone Paredes (and also at the warm-up of the festival) and after opening Foals' show, at Coliseu dos Recreios, in 2013. 

The Manchester band released the first album, Man Alive, in 2010, which led to being nominated for the Mercury Prize 2011. About three years later, Jonathan Higgs, Jeremy Pritchard, Michael Spearman and Alex Robertshaw, released Arc, whose first single was "Cough Cough", which is more eclectic than the previous one. The third record, Get To Heaven, arrived in 2015, and it's very different from the other two. Well, almost all the songs are more danceable. This year, they've come back with A Fever Dream where the lyrics talk about current themes, like, Brexit and xenophobia. During these four works, the group has been building their unique identity within alternative Pop music.

Considering all these factores, we had a mexetalk with Jeremy Pritchard (bass, keyboards and vocals) to talk about their show at Vodafone Mexefest.

Watch and Listen: You haven't been to Portugal in so long. What's the last and favorite thing you remember about our country? 
Jeremy Pritchard: Yeah we haven't been since our touring second album, Arc, which makes it four years now. I remember we had a beautiful night out in Bairro Alto last time we were in Lisbon, having played the Coliseu with Foals, and I loved Porto on the couple of occasions we've been there. We got hammered with The Wedding Present there...
Portugal has that classic appeal of being a hot country with al fresco nightlife, which still seems so exotic and sophisticated to us Britons!

W&L: You are able to make electric, inventive and aggresive songs at the same time. How do you put all that together? 
Jeremy Pritchard: It's just in our nature now. We don't tend to view many things in music as mutually exclusive. The idea of recombination and juxtaposition is what we've always thrived on.

W&L: Each one of your albums seems to have a theme. What's the theme of A Fever Dream? 
Jeremy Pritchard: This album is basically exploring the human, emotional fallout from all the world events and mindsets that we'd documented on the previous album, Get To Heaven. In that sense, it's slightly less pointed, more tender in places than we would have allowed ourselves to be in 2014/2015, and the lines are generally more blurred and less sharp.

W&L: If you could make a soundtrack for a movie, which one would it be and why?
Jeremy Pritchard: It's so hard to imagine a new soundtrack for any film we love already. If we like it, the chances are the music will play a large part in our affection for it. So if we ever do it, I think it would have to be something we were in on from its inception.

W&L: You opened up a few shows for Radiohead. How was it? 
Jeremy Pritchard: Well we did one festival with them, TRNSMT in Glasgow. We can't really claim to have supported them. But it was nonetheless a great thrill for us to be picking our way round their to get on stage, and just to see our name on the bill with theirs. And they were fantastic, of course.

W&L: How did you come up with the concept for music video of "Can't Do"? 
Jeremy Pritchard: We wanted to make a dance piece, to convey the sense of abandon in the song, which is a typical combination of glib lyric and rave tune! We'd really loved the work of the choreographer Holly Blakey in a Young Fathers video, whom we much admire, so we approached her to collaborate on it. She's just won an award for it actually.

W&L: What can people expect from your show at Vodafone Mexefest? 
Jeremy Pritchard: A fine balance of the brand new and the slightly older. A lot of the singles. There's not a great deal from our debut album Man Alive in the set these days but we might slip one song in!

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