Mexetalk com a Surma | Watch and Listen!

Mexetalk com a Surma


A Surma tem concerto marcado no Vodafone Mexefest já amanhã, dia 4. A artista irá subir ao palco da Sala Montepio no Cinema São Jorge às 21h40min. O festival realiza-se na Avenidade da Liberdade, em Lisboa, de 24 a 25 de novembro.

Débora Umbelino ganhou o gosto pela música desde muito cedo. Quando tinha apenas 5 anos decidiu que queria aprender a tocar bateria. O pedido aos pais não resultou e acabou por ir para a flauta. Alguns anos mais tarde, aprendeu guitarra e piano, tendo desistido dos dois por ser muito teórico. Aos 14 anos formou uma banda com alguns amigos onde faziam covers. Depois, decidiu que queria começar a fazer a sua própria música e deu os primeiros passos apenas com um sintetizador e uma caixa de ritmos. Em março de 2016, saiu o primeiro videoclip de Surma para o tema "Maasai" que chamou logo a atenção de várias pessoas. Desde o ano passado até agora tem andado em tour por Portugal, e também já deu muitos concertos fora do país. No dia 13 de outubro, o primeiro disco da artista, Antwerpen, foi editado. Ao vivo, apresenta-se como one-woman show.

Assim, tivemos uma mexetalk com Surma para nos falar um pouco sobre o seu álbum de estreia e o concerto no Vodafone Mexefest.


Watch and Listen: Antes de lançares o Antwerpen, as tuas músicas foram logo bem recebidas. Qual foi a tua primeira reação perante isso?
Surma: Nem sabia bem o que pensar assim que comecei a ver um apoio incrível por parte da malta! Foi mesmo uma sensação muito gratificante veres o teu trabalho a ser reconhecido e a conheceres pessoas tão magníficas que nunca na Vida pensei em conhecer. Costumo dizer que estou num sonho constante.

W&L: Deste alguns concertos no estrangeiro. Quais foram as maiores diferenças que sentiste entre o público desses locais e o português?
Surma: No estrangeiro vês que as pessoas vão mesmo àquele concerto para descobrir coisas novas e pela curiosidade que é para elas em descobrir uma banda nova, não ficam a beber copos enquanto estão à descoberta da música e estão focadas somente no concerto que está a acontecer. Em Portugal ainda precisamos de crescer um pouco mais no que toca a esse aspecto, mas já crescemos imenso noutros aspectos! As pessoas já começam a sair mais de casa e a respeitar e a ajudar muito mais a Música cá em Portugal.

W&L: Os títulos das músicas do teu disco de estreia, Antwerpen, têm uma língua diferente. Como é que te ocorreu dares esses nomes?
Surma: O meu principal objectivo assim que comecei a trabalhar no disco foi querer dar um disco do “Mundo” às pessoas. Não me quis focar numa língua em específico ou num País em específico. Quis tentar criar um Mundo de Surma. Os nomes foram meses e meses de pesquisa para tentar criar uma ligação entre todos eles (se traduzirmos tudo para Português, faz uma frase muito gira). E foi por esse mesmo motivo que tentei dar nomes em línguas diferentes ao disco.

W&L: Se pudesses fazer a banda sonora de um filme, qual seria e porquê?
Surma: “Dear Frankie”. É um dos meus filmes preferidos e tem uma história incrível! Acho que todas as pessoas que o viram choraram, nem que fosse por um bocadinho. É um filme bastante forte.

W&L: Como é que surgiu a ideia para o videoclip do tema “Hemma”?
Surma: A ideia acabou por acontecer muito naturalmente! Gravei com “Casota Collective” (3 dos elementos dos First Breath After Coma fazem parte), inicialmente quisemos dar uma visão impactante logo à primeira vista sempre com o conceito minimal presente. Descobri o Guilherme Leal e a Catarina Godinho em live performances na internet e decidi chamá-los. Foi tudo muito genuíno e muito de improviso na hora! Foram 3 dias e duas directas juntamente com um mix das minhas ideias com as da Casota Collective. Acabou por dar um vídeo assim eheh.

W&L: Já tocaste em vários lugares, mas há algum onde ainda não foste e gostarias de ir?
Surma: Islândia, sem sombra de dúvida.

W&L: O que podem as pessoas esperar do teu concerto no Vodafone Mexefest?
Surma: Algumas surpresas e muitos nervos da minha parte eheh! Vai ser um concerto muito especial.



Foto: Hugo Domingues

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