Entrevista Tomara | Watch and Listen!

Entrevista Tomara


Estivemos à conversa com o Tomara, onde falámos sobre o seu novo álbum, Favourite Ghost, dos Amotic Bees, dos seus vídeos e muito mais. O músico atuou no Vodafone Mexefest deste ano.
Tomara é o projeto de Filipe Monteiro que aprendeu a tocar piano, órgão e guitarra quando era novo. Em adolescente, compôs temas originais para peças de teatro. Licenciou-se em Design de Comunicação, na Faculdade de Belas Artes, em Lisboa. Devido a isso, a imagem tem um papel bastante importante na sua carreira musical. No passado mês de setembro lançou o seu primeiro disco, Favourite Ghost.


O teu primeiro disco, Favourite Ghost, saiu este ano. Como é que foi o processo criativo? 
Foi demorado, por vezes caótico. Não foi só dar vida ao disco. Foi também trabalhar em mim a ideia de que iria pela primeira vez assumir o papel principal num projeto. Isso demorou bastante tempo e as canções foram também pacientes e esperaram o seu tempo certo. 

Fizeste parte da Banda Filarmónica de Loures. Isso influenciou o teu trabalho? 
O trabalho não sei. Mas influencia decisivamente a autonomia que tenho a trabalhar. Aquilo que aprendi de escrita e leitura de música permitiu-me, por exemplo, sentar e escrever arranjos de cordas ou metais quando precisei de o fazer. Essa formação musical foi importante no meu percurso. E também a experiência de tocar com tanta gente em conjunto. Habituei-me desde muito novo a dar atenção aos arranjos, aos diferentes contributos que os vários instrumentos e os vários timbres trazem para uma composição. 

Os teus vídeos têm uma estética muito própria. As ideias para os mesmos surgem de que maneira? 
Muitas vezes surgem quando estou a trabalhar na canção. Quando toco vejo imagens que me ajudam a procurar os sons certos. E quando filmo ouço musica que me ajuda a movimentar a câmara e encontrar uma linguagem fílmica para o que estou a fazer. São processos verdadeiramente sinestésicos. 

Se pudesses fazer a banda sonora de um filme, qual seria e porquê? 
Não gostaria de fazer a banda sonora de nenhum dos filmes que adoro, porque não modificaria nada neles. Mas adoro bandas sonoras e é um trabalho que no futuro adorava fazer. Penso que qualquer filme que tenha espaço emocional para explorar seria um bom território para a minha música.

Anteriormente, editaste um registo com os Atomic Bees. Como é que correu a experiência? 
Não correu nada bem. Foi um processo muito doloroso. Éramos demasiado novos e fomos com demasiada expectativa para o estúdio. Foi há 17 anos mas é inacreditável o quanto as coisas mudaram neste período de tempo. Naquela altura as coisas eram bastante diferentes. Os recursos e o conhecimento que tínhamos na altura não se coadunaram com a vontade que tínhamos em fazer um grande disco. Por isso acho que não fizemos um grande disco. Mas aprendemos coisas valiosas para o futuro.

Descreve o teu projeto em três palavras.
Canções com imagens.


Foto: Estelle Valente

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