Lisboa Dance Festival 2018: o centro da música eletrónica | Watch and Listen!

Lisboa Dance Festival 2018: o centro da música eletrónica


O Lisboa Dance Festival regressou para elevar a música de dança, novamente, na sua 3ª edição. Nos dias 9 e 10 de março, o HUB Criativo do Beato recebeu alguns dos melhores nomes da eletrónica nacional e internacional.
O novo espaço do festival, antes era no Lx Factory, lembrou o conceito das raves com o aspeto das suas salas antigas num local urbano e com música durante 12h seguidas. Como tal, o cartaz deste ano estava, maioritariamente, mais virado para música eletrónica na sua essência mais pura.

Para começar o primeiro dia, 9 de março, Rastronaut teve a honra de dar início ao festival no Beato Stage @ Celeiros. Do outro lado do rio Tejo, na Carlsberg Room @ Fábrica das Massas, o DJ barreirense Shaka Lion continuou a aquecer a festa com os seus remixes urbanos. Na KIA Room @ Fábria do Pão, o DJ Glue trouxe os ritmos de hip-hop para a longa noite. A seguir GPU Panic subiu ao palco da Eristoff Room @ Pastelaria. Esta foi a segunda vez do músico no festival porque no ano ano passado atuou como convidado na curadoria de Moullinex, e não deixou de surpreender outra vez. O artista consegue criar texturas magnificas em cada música que nos levam numa viagem carregada de camadas diferentes e incríveis. Uma atuação com tudo o que a eletrónica experimental tem para oferecer.
Cerca de trinta minutos depois, NAO atuou na KIA Room @ Fábrica do Pão, que estava cheia. Assim, o concerto da cantora era, claramente, um dos mais esperados desta noite, e com razão. NAO voltou finalmente a Portugal, após ter passado pelo Vodafone Mexefest em 2016, e foi um regresso um pouco demorado, como se notou. A própria até pediu desculpas por ter levado tanto tempo a regressar. Mal entrou em palco com "Intro/Happy", instalou-se o êxtase na multidão que a aguardava. A sua voz e misturar R&B com eletrónica são os fatores que tornam os seus temas tão especiais. Ao vivo, tem uma presença positiva e incomparável. Desde o Vodafone Mexefest evoluiu e até interagiu muito mais com os fãs aqui. O alinhamento foi dominado pelas músicas do seu primeiro álbum, For All We Know, que ainda ecoam na sala do HUB Criativo do Beato. NAO encantou os fãs e ficou encantada por eles. Saiu vitoriosa com o concerto da noite. Algumas horas depois e na mesma sala, Xinobi veio em modo de DJ set para mostrar a sua melhor música para se dançar.

Lisboa Dance Festival 2018: 1º dia

O tempo passou a correr, infelizmente, e já se tinha chegado ao segundo e último dia do Lisboa Dance Festival. No dia 10 de março, além de música também houve talks, que foram as seguintes: "Brands in Music", "Lisbon Dances With Tourists" e "Lisbon is the new what?". Também se conseguiu assistir à exposição Visceral Monuments.
No Beato Stage @ Celeiros, Ramboiage e Moomin começaram o aquecimento do dia final. Depois, os Paraguaii marcaram a sua posição na Carlsberg Room @ Fábrica das Massas. Podia parecer a banda que estava mais fora do género musical deste cartaz. Porém, a fusão que fazem entre rock e eletrónica é excecional. Conseguiram mostrar outro lado menos habitual da música de dança que correu bem naquele ambiente e momento. Na KIA Room @ Fábrica do Pão, o DJ Kitten veio provar porque é que é um dos impulsionadores da música de clubes no Porto. Pois, sabe tornar tudo numa pista de dança. Para a Eristoff Room @ Pastelaria, com PEDRO, que é um dos prodígios da Enchufada, houve kuduro na zona. Meteu música para uma sala cheia de pessoas a dançarem ao som de ritmos africanos. Conseguindo criar um dos melhores momentos da noite que vai ficar na memória dos presentes por bastante tempo. Passando para os mestres, Mirror People atuou na KIA Room @ Fábrica do Pão rodeado pela sua banda. Tocaram temas do seu mais recente disco, Bring the Light, que têm a voz poderosa de Jonny Abbey. Foi um grande momento para se assistir e ouvir a eletrónica aperfeiçoada de Mirror People. Um dos nomes internacionais mais esperados da noite era Joe Goddard, na Carlsberg Room @ Fábrica das Massas. O músico de Hot Chip e 2 Bears trouxe ecletismo para o festival tendo passado por techno, house e R&B. Já Midland, na HUB Room @ Grillas passou a sensação que aquilo era uma rave. Himan, Steffi, Saoirse e Truncate foram as últimas atuações da noite que deram por encerrada esta grande festa de dois dias.

Lisboa Dance Festival 2018: 2º dia

A mudança de local e a ligeira diferença do cartaz deste ano no primeiro pensamento soaram estranhas, mas primeiro estranha-se e depois entranha-se. Foi exatamente o que aconteceu nesta edição do Lisboa Dance Festival. Conseguiu cumprir bem, mais uma vez, com a celebração da música de dança. Só poderá melhorar a cada ano que passa, e assim o continuará a fazer.

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