NOS Primavera Sound: segundo dia cheio de estreias | Watch and Listen!

NOS Primavera Sound: segundo dia cheio de estreias


No segundo dia do NOS Primavera Sound, 8 de junho, começou mais animado porque o sol finalmente apareceu.Yellow Days, Ibeyi, Vince Staples, Thundercat, A$AP Rocky vieram alegrar ainda mais este dia.
Os primeiros concertos foram mais dedicados ao rock. No Palco Super Rock estiveram os Black Bombaim a mostrarem o seu stoner rock na sua melhor forma. Do lado oposto, os Solar Corona chegaram prontos para destruírem o Palco Seat com as suas músicas potentes. Na abertura do Palco NOS, estiveram os Idles. A banda de punk rock britânica veio apresentar o seu mais recente disco, Brutalism, e satisfizeram as fantasias dos mais rockeiros.

Às 18h00 no Palco Seat, chegaram os Amen Dunes. A banda de Damon McHahon trouxe na mala o álbum "Freedom" que tem músicas bonitas com letras obscuras. Porém, este concerto não aqueceu nem arrefeceu o festival.

A honrar o primeiro dia do Palco Pitchfork esteve Yellow Days com uma luz solar ideal para os seus temas. Arrancou com a soulful "So Terrified Of Your Own Mind" e desde aí, soube-se logo que se estava diante de uma nova estrela em ascensão. A voz do artista penetra-se na nossa alma de uma maneira magnífica, e torna impossível não se ficar petrificada(o) a ouvir. Em pouco tempo, mostrou os seus maiores trunfos com "The Tree I Climb", "That Easy" e "Holding On". Um concerto que ficará na memória dos presentes durante algum tempo.  


Igualmente no Palco Pitchfork, as Ibeyi vieram marcar pela positiva a sua estreia em Portugal. As gémeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz introduziram-se com a maravilhosa "I Carried This For Years". Estiveram sempre em sintonia tanto a dançarem como a fazerem as suas harmonias e vocalizações perfeitas em conjunto. Ambas passaram o concerto todo a puxar pelo público para gritar e cantar e, assim, aconteceu. Chegou a "No Man Is Big Enough For Arms" e contaram a história por detrás disso, que começou devido às eleições norte-americanas, e sobre terem pedido a Michelle Obama para usarem o discurso dela. Antes de cantarem "Deathless" concretizaram um momento bastante poderoso porque meteram a plateia a berrar "deathless", e todos se sentiram imortais naquele momento. Fecharam o concerto pequeno, durou cerca de trinta minutos, em beleza com o lindo tema "River". Ainda deu para ver os últimos momentos de Grizzly Bear no Palco Seat. A banda de New York trouxe o seu folk rock caloroso ao festival. Terminaram com "Sun In Your Eyes". 


Outra estreia no nosso país foi a de Vince Staples, o rei da noite. O rapper de North Long Beach marcou com a sua presença um pouco sossegada mas potente. Ele não veio para brincar, veio para mostrar que é um dos melhores no mundo do hip-hop. Acompanhado por um ecrã gigante onde passavam imagens de Kurt Cobain, Black Panther e muito mais, dominou o palco grande, com uma passadeira enorme, de uma ponta à outra. "Get The Fuck Off My Dick" deu o mote à loucura que se seguiria. No princípio, o público parecia um bocado calmo, mas à medida que o concerto foi avançando e vieram temas como "Señorita", "Rain Come Down" e "Norf Norf" já estava quase tudo a saltar e a gritar algumas letras. No pouco tempo que tinha, tocou grande parte dos seus maiores hits, inclusive a música que fez com os Gorillaz, "Ascension". Um artista muito subestimado e ontem à noite mostrou que não devia ser e merece ser muito maior. Se sozinho consegue dominar um palco desta maneira, então devia ter direito a tudo. O tema "Yeah Right" deu por terminado esta primeira vez inesquecível. Um dos concertos mais marcantes deste segundo dia, sem dúvida. 


A seguir no Palco Pitchfork chegou a vez de Thundercat. O músico norte-americano veio apresentar o seu último disco editado em 2017, Drunk, e fez várias referências ao título a perguntar quem é que já estava bêbado(a), ao que muitas pessoas responderam que sim. Mostrou o seu soul misturado com jazz na melhor maneira que o faz. E também provou porque é uma das razões pelo aclamado "How To Pimp A Butterfly" de Kendrick Lamar. Dedicou uma música a Anthony Bourdain e outra aos video gamers. Foi um concerto bonito.

O nome mais aguardado deste dia era, claramente, A$AP Rocky. O rapper trouxe no grinder o seu novo longa-duração, Testing, e a grandeza de New Yorl para uma audiência que estava desejosa de o ver ao vivo pela primeira vez. No palco via-se uma cabeça de robô e uma plataforma enorme para ele. Demorou alguns minutos a começar, talvez para deixar as pessoas ainda mais excitadas, e mal entrou em palco a loucura instalou-se. "Distorted Records", "A$AP Forever" e "Kids Turned Out Fine" deram o mote para um dos melhores concertos da noite. Rocky soube como controlar a multidão, sendo que, até recebeu soutiens e um chapéu em troca. Sempre a incentivar ao mosh, conseguiu criar um dos maiores mosh pits que este festival já viu. Pois, à frente da plataforma e dos nos dois lados da mesma toda as pessoas ficaram exaltadas e a saltarem umas entre as outras. O ponto menos positivo foi ter mostrado poucos temas mais antigos. Quando acabou ainda se ouviu a última música de Unknown Mortal Orchestra, "Can't Keeping Checking My Phone". Mais outro concerto maravilhoso do grupo no nosso país. 

NOS Primavera Sound 2018: 2º dia

Texto e fotos: Iris Cabaça

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