Belém Art Fest 2018: houve Música no Museu | Watch and Listen!

Belém Art Fest 2018: houve Música no Museu


O Belém Art Fest trouxe música aos museus durante as noites de 27 e 28 de julho. A 7ª edição do festival contou com nomes como Marcelo Camelo, Noiserv, Janeiro, Selma Uamusse, Lianne La Havas, entre outros. O festival resultou numa espécie de "À Noite No Museu" com concertos, que tomaram de assalto os mais improváveis espaços da arte e cultura lisboetas.

27 de julho


No primeiro dia, o trajeto foi iniciado nos Jardins do Palácio de Belém com Suave. O novo projeto de Nick Suave (ex-membro dos Nicotine’s Orchestra) chegou com o seu Português Suave (2018), o disco de estreia, para mostrar as suas músicas amorosas de rock intemporal.

Suave @ Belém Art Fest 2018

A seguir, no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, veio Selma Uamusse entregar-se ao público de uma forma maravilhosa. Desde a convidar alguém para cantar com ela em palco até descer e ir ter com uma pessoa para cantar ao pé dela, Uamusse encantou tudo e todos com a sua simpatia. Os seus temas com raízes africanas provocam animação nas pessoas e sente-se realmente isso ao vivo.

Selma Uamusse @ Belém Art Fest 2018

De volta aos Jardins do Palácio de Belém, Noiserv trouxe o seu one-man show, o último disco apelidado 00:00:00:00 e alguns temas mais antigos. O contraste da sua voz grave com melodias mais calmas, embalou o público.

Noiserv @ Belém Art Fest 2018

No Museu da Coleção Berardo, um dos que tem a arquitetura mais moderna, Progressivu animou com o seu set onde misturou música eletrónica com ritmos africanos.

Progressivu @ Belém Art Fest 2018


Por fim, o brasileiro Marcelo Camelo, também conhecido por ter feito parte da Banda do Mar, subiu ao palco no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos para aquecer os corações das pessoas numa noite um pouco fria. A luz da lua cheia batia no Mosteiro dos Jerónimos, sendo que, o artista até parou durante uns minutos para ver e apreciar a lua. Apenas com a sua guitarra, Marcelo Camelo conquistou o público e afirmou ter um «sentimento de pertecimento» no nosso país. Assim, deu um concerto bastante intimista como sabe fazer.

Marcelo Camelo @ Belém Art Fest 2018

28 de julho


No segundo e último dia, 28 de julho, o Picadeiro Real, o antigo Museu dos Coches, foi a primeira paragem para o concerto de Tomara que veio apresentar o seu primeiro álbum Favourite Ghost. Houve um dueto com a sua mulher Márcia para cantarem House, a música que têm juntos.

Tomara @ Belém Art Fest 2018

É fácil assumir que Janeiro já deve ter ouvido centenas de vezes o quão parecido é ao Salvador Sobral, não tivéssemos entrado a meio da primeira música e ouvido antes um "não sabia que o Salvador Sobral estava em palco com ele", saído da entrada do Claustro. Mas a verdade é essa: é impossível separar um do outro, não fosse este o "afilhado musical" de Salvador. Janeiro interpretou temas do seu álbum de estreia, Fragmentos (2018), entre os quais Canção Para Ti, PreguiçaContas no Estrangeiro. Um concerto descontraído, no qual não faltaram intervenções engraçadas e pequenos apartes contados pelo músico.

Janeiro @ Belém Art Fest 2018

A britânica Lianne La Havas regressou ao nosso país, depois da passagem pelo EDP Cool Jazz em 2015. Três anos passaram e o terceiro álbum ainda está por chegar, com expectativas altas; porém, tal não foi suficiente para deixar de preencher os lugares do Claustro do Mosteiro dos Jerónimos e presenciar um dos concertos mais doces do Belém Art Fest. Já atrasada, Lianne chegou sorridente e o público mostrou-se completamente receptivo à boa disposição e doçura da cantora, que não se deixou intimidar pelos obstáculos que encontrou antes de subir ao palco no canto dos pastéis de Belém. E de que obstáculos falamos nós? Sem instrumentos próprios ou roupa para além do vestido que trouxe consigo na viagem, a artista viu-se em Lisboa um pouco perdida; mas enganem-se aqueles que achavam que a qualidade do espectáculo não se iria manter. Com alguns ajustes que trouxeram momentos cómicos e silêncio confortável, fez da guitarra emprestada a sua guitarra do costume e compensou qualquer estranheza com a sua voz pacífica e peculiar. Um abraço ternurento, dado pela sua voz e recebido pela nossa alma. A juntar às luzes reflectidas nas colunas do Claustro, a britânica trouxe temas como What You Don't Do, Unstoppable, Tokyo, Midnight ou Green and Gold e a promessa do regresso, com um novo álbum. A perfomance solitária de Lianne La Havas aqueceu o coração dos presentes, que aplaudiram de pé e não descansaram até um pequeno encore, feito de sorriso nos lábios. Foi caso para as primeiras filas ficarem de joelhos, próximas à cantora, rendidas à magia da mesma.

Lianne La Havas @ Belém Art Fest 2018

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