Kimbra no Lisboa ao Vivo: uma hora mágica | Watch and Listen!

Kimbra no Lisboa ao Vivo: uma hora mágica


A artista neozelandesa Kimbra estreou-se em Portugal a 7 de março, no LAV - Lisboa Ao Vivo. O concerto fez parte da tour An intimate, reimagined evening que percorreu alguns países na Europa. A primeira parte ficou a cargo de School of X.

School of X atuou antes de Kimbra acompanhado por MAlthe McBeck no teclado e saxofone. O dinamarquês Rasmus Littauer trouxe versões mais despidas das suas músicas synth-pop. O que ficou bem para o que viria a seguir.

School of X @ Lisboa ao Vivo

Com três álbuns, dois EPs e um sucesso comercial em 2011 (Somebody That I Used To Know com Gotye), Kimbra demorou cerca de oito anos a dar um concerto em Portugal. Apesar de ter sido tanto tempo, valeu a espera e agora só se pode aguardar que volte. A sala não foi ocupada na sua totalidade, infelizmente, mas, assim, permitiu criar-se um ambiente bastante intimista, que era exatamente o que esta "an intimate, reimagined evening" pedia.

The Magic Hour deu início ao espetáculo de uma hora que encantou o público do primeiro momento até ao último. Jacob Bergson (teclas) e Spencer Zahn (contrabaixo) fizeram-lhe companhia em palco. Porém, o grande instrumento foi mesmo a voz da neozelandesa. A forma maravilhosa como controlava a voz passando dos momentos calmos para os mais poderosos e, inclusive, quando não cantava para o microfone e, mesmo assim, se ouvia tudo, foi verdadeiramente especial. A seguir, entregou-se a mais alguns temas, como, Plain Gold Ring (cover de Nina Simone), The Good War e Everybody Knows. As músicas do seu último disco, Primal Heart (2018), predominaram o alinhamento, mas também houve tempo para algumas mais antigas, tais como, Waltz Me To The Grave, Old Flame e Rescue Him. Os fãs sabiam as letras de cor e cantaram quase em coro com a artista.

Por ser a sua estreia no nosso país, veio com os trunfos todos na manga, por isso, falou em português com o público, bebeu vinho nacional e interagiu bastante com as pessoas presentes. Pois, cantava e sorria a olhar para elas e ficava mesmo perto das que se encontravam nas primeiras filas.

O final parecia vir com Version of Me, mas após vários gritos e aplausos para voltar ao palco, terminou com Cameo Lover. Pela reação das pessoas até podia ter cantado muito mais. Contudo, foi uma estreia marcante que serviu para se apreciar o talento de Kimbra, e podia muito bem regressar a um festival nacional.

Kimbra @ Lisboa ao Vivo

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