NOS Primavera Talk: Mai Kino | Watch and Listen!

NOS Primavera Talk: Mai Kino


A Mai Kino é um dos nomes nacionais que irá marcar presença no NOS Primava Sound deste ano. A artista sobe ao palco no primeiro dia do festival, 6 de junho. Fizemos-lhe algumas perguntas sobre a atuação, Londres e planos futuros. 

Mai Kino é o alterego de Catarina Moreno que lançou o EP The Waves em 2016, onde trabalhou com Luke Smith (Foals, Petite Noir, Depeche Mode). A morar em Londres, começou por publicar músicas no Soundcloud como forma de lutar contra a vergonha de cantar. Rapidamente, as músicas foram partilhadas e recebeu propostas de colaborações e atuações. Um mês depois, recebeu um e-mail dos Octa Push e acabou a trabalhar com eles na música Please Please Please, que foi lançada em 2014. Com as suas músicas experimentais, nas quais, ao mesmo tempo, explora pop e electrónica, promete ser a cara nacional desta junção que consegue tornar muito sua. No NOS Primavera Sound, irá comprovar isso mesmo.

Quando recebeste o convite para atuar no NOS Primavera Sound, qual foi a tua reação?
Foi uma grande surpresa... Há muito tempo que tinha vontade de conhecer o festival e ter a oportunidade de o fazer a tocar ao lado de tantos dos meus artistas preferidos deixou-me muito feliz. 

Se não tivesses ido para Londres, achas que a tua música soaria diferente?

Provavelmente sim, até certo ponto... tudo o que fazemos vive na combinação de elementos que nos são inerentes com tudo o que absorvemos à nossa volta. No entanto, cresci a ouvir Portishead, Tricky, Radiohead e Brit Pop... e por essa razão, aos 14 anos decidi que esta era a cidade onde iria viver um dia. 

De que forma achas que a tua sinestesia te ajuda no processo criativo?
Quando escrevo ou produzo uma canção, vejo automaticamente cores e movimento que informam a direcção de arte, vídeos e o design da roupa que uso em palco. Ou tenho uma atmosfera visual na cabeça que se traduz através dos sons e palavras que escolho. Cada canção ou imagem é a ponta de um iceberg, de um todo tridimensional.


Qual é o maior objetivo que gostarias de conquistar na tua carreira?

Continuar sempre a evoluir como compositora, liricista e produtora...e se um dia o meu trabalho poder fazer pelo mundo aquilo que a música que cresci a ouvir fez por mim, nada me deixaria mais feliz. O meu concerto no CCB em Janeiro foi um sonho tornado realidade... Espero um dia tocar no Coliseu de Lisboa, onde vi tantos artistas em pequenina... no Glastonbury, onde vi os melhores concertos da minha vida... e pelo mundo todo. 

Para alguém que nunca ouviu a tua música, como é que a descreverias? 

É um encontro entre etéreo e gritty, digital e analógico. São canções que vêm de um sítio verdadeiro, escritas à guitarra e piano, transportadas para um universo experimental. 

Quais são os teus planos para este ano?

Tem sido um ano muito fértil criativamente...um renascimento. Estou a terminar canções novas para lançar ainda este ano, prestes a gravar o meu próximo vídeo e tenho outras novidades que espero partilhar em breve. 

O que se pode esperar do teu concerto no NOS Primavera Sound?

Estou a preparar um set muito especial para o Primavera... vou tocar canções novas pela primeira vez, desenhei um outfit especial inspirado no meu último single... e o resto é surpresa.


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