Sumol Summer Fest 2019: 'the greatest boyband in the motherf*cking world!' | Watch and Listen!

Sumol Summer Fest 2019: 'the greatest boyband in the motherf*cking world!'


O Sumol Summer Fest continuou no dia 6 de julho e contou com GROGnation, Holly Hood, Deejay Telio e a estreia dos Brockhampton em Portugal. Um último dia que superou todas as expectativas.

GROGnation marcaram o passo para arrancar com o segundo dia de Sumol Summer Fest. O fim da tarde surgia com o pôr-do-sol a envolver o palco e, comparativamente ao dia anterior, o número de pessoas não parava de aumentar. Os GROGnation não são novidade no hip hop nacional: já são acarinhados pelo público e continuam a afirmar-se com novos sucessos que enchem as rádios e ficam na ponta da língua. Assim sendo, não foi de espantar que o público cantasse numa só voz os êxitos Chama-me Nomes, Pescoço ou Na Via. A energia dos rapazes de Mem Martins foi o warm up perfeito para a noite que se avizinhava. Sortudos foram aqueles que conseguiram agarrar uma t-shirt como recordação.

GROGnation @ Sumol Summer Fest 2019

Deejay Telio não é um nome do hip hop, mas é da festa e é isso que se vive na Ericeira. Que atire a primeira pedra quem nunca dançou Deejay Telio numa saída à noite e não ficou com a música deste rapaz de 22 anos presa na cabeça durante dias. Chegou ao Palco Sumol com uma energia descontraída, pronto a chamar todos para a discoteca a céu aberto que surgiu com os hits do cantor. O público dançava e saltava enquanto gritava as letras das músicas mais conhecidas. Ouviu-se Meu Ego, com o público a gesticular à medida que o refrão avançava, e não faltou Happy Day, After Party ou Esfrega Esfrega. Foi quase inevitável não gritar um "que safoda" ou um "é pra avisar que eu hoje não atendo, não atendo" à medida que o público ficava mais envolvido. Mandou tudo para a esquerda, para a direita, começou a festa e nunca parou. Bispo veio pisar o palco pela segunda vez nesta edição do festival, desta vez para dar voz a Com Licença. Deejay Telio agradeceu ao público e deixou a localização da próxima after party: "família, graças a vocês, vou estar no Coliseu no dia 5 de março".

Deejay Telio @ Sumol Summer Fest 2019

"Para quem não sabe, o meu nome é Holly Hood". Ou O Dread Que Matou Golias. Foi assim que começou o terceiro concerto da noite e que nos atirou de volta para o hip hop tuga. Acompanhado do colectivo Superbad, Holly Hood fez a temperatura subir (e o que o digam os fãs nas filas da frente que viram fogo a queimar mesmo à frente dos seus olhos). O público saltou, empurrou, gritou. Estava tanto calor que os gritos deixaram de ser só Holly Hood e passaram a ser "água, água, água!" e as garrafas voaram para a multidão. Cala a Boca foi o estrondo da noite e os fãs foram à loucura. Foi um espectáculo sem grandes surpresas, mas com qualidade. Já soava o alerta para quem estava ali para o grande nome da noite e o espaço apertou quase à velocidade ritmada dos "BROCKHAMPTON! BROCKHAMPTON! BROCKHAMPTON!" que se faziam ouvir na direcção do palco vazio.

Holly Hood @ Sumol Summer Fest 2019

A excitação era geral e sentia-se na atmosfera. Fãs com o cabelo pintado de spray azul e camisolas laranja próximos à era SATURATION, fãs com t-shirts mais próximas do iridescence, o último álbum da banda americanaO espaço era cada vez mais reduzido e, a bem ou a mal, todos queriam chegar um pouco mais à frente. Mais perto dos explosivos BROCKHAMPTON. As expectativas eram altas, apesar de muitos colocarem em causa a coerência de ver a boyband americana na Ericeira e não noutro festival. E a verdade é que todos aqueles que se recusaram a pisar o Sumol Summer Fest perderam um concerto histórico. O barulho ensurdecedor dos gritos dos fãs quase se conseguiu sobrepor a NEW ORLEANS, música que foi o ponto de partida para o melhor concerto da noite. O público das primeiras filas estava completamente engolido pela força de saltos que rapidamente se transformavam em moshpits esmagadores. A voz de Joba era quase camaleónica, como se renascesse a cada música e entrasse sempre numa nova era. A noite acalmou com os primeiros acordes de BLEACH, onde Kevin Abstract pediu ao público para repetir o refrão num acapella que ecoou pelo recinto, fez lacrimejar os mais emocionais e arrepiou até mesmo os poucos que ficaram indiferentes à banda. Não se esqueceram da estrondosa GOLD, da STAR ou do monólogo arrepiante que deixava a porta aberta para WEIGHT, numa mistura entre os SATURATION I, II e II e o iridescence, o mais recente lançamento da banda. A trilogia dos 1990 (1997 DIANA, 1998 TRUMAN e 1999 WILDFIRE) já anunciava o fim do concerto e, ainda assim, ninguém perdia a oportunidade de se atirar para a frente, abrir círculos para mais e maiores moshpits. Alguns a pedido do próprio Kevin, que gesticulava em direcção à multidão, incentivando-a a continuar. BOGGIE foi o tema escolhido para dar os últimos saltos e foi para dar tudo, com saltos frenéticos e sorrisos enquanto se ouvia "best boyband since One Direction". Algures perto do fim continuava a ouvir-se "esta merda é que é boa" e a confusão na cara dos rapazes era óbvia; ainda assim, sorriam e juntavam as mãos a agradecer porque, no fundo, no fundo, sabiam que só podia ser um incentivo um pouco aldrabado. Nas redes sociais, Kevin Abstract e Dom McLennon disseram mesmo que este foi o melhor concerto da tour e que "Portugal was fucking crazy". Sempre de sorriso na cara, estes rapazes fizeram valer cada minuto de espera, cada aperto, cada salto. Portugal foi dos BROCKHAMPTON. A recuperação vai ser complicada.

Brockhampton @ Sumol Summer Fest 2019


Coube à dupla de DJs portugueses Karetus fechar o segundo e último dia de Sumol Summer Fest. O recinto ficou visivelmente mais vazio, mas ainda com grupos de pessoas animadas a dançar freneticamente ao som da electrónica como Move It Up (um original dos Karetus em colaboração com os Supa Squad) e de remixes de músicas como Old Town Road (uma colaboração entre Lil Nas X e Billy Ray Cyrus). Até para o ano, Sumol Summer Fest.

Karetus @ Sumol Summer Fest 2019

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