Fine Line: a aventura libertadora de Harry Styles


Harry Styles lançou o seu segundo álbum a solo a 13 de dezembro. Fine Line é um trabalho muito mais libertador do que o primeiro, onde se nota a evolução do artista durante estes dois anos que passaram desde que se estreou sem a sua banda, One Direction, que o levou ao estrelato.

Quando lançou o seu primeiro single a solo, "Sign of the Times", em 2017, mostrou que tinha deixado o seu antigo grupo para trás. Uma música que podia ser sobre um futuro apocalíptico ("They told me that the end is near/ We gotta get away from here"), mas na realidade foi escrita do ponto de vista de uma mãe que acabou de dar à luz e teve complicações durante o parto e só o bebé irá sobreviver. O tema serve como uma mensagem que a mãe diz ao seu filho recém-nascido. Rapidamente, começou a bater recordes e ficou em primeiro lugar nos tops de vários países, inclusive recebeu certificações de ouro e platina. Assim, valeu-lhe um álbum de estreia, Harry Styles (2017), que teve bastante sucesso, e uma tour um pouco por todo o mundo. Com "Lights Up", o primeiro single do seu segundo disco, notou-se que Styles estava mais livre, leve e solto, citando os D'Alva, no vídeo rodeado por raparigas e rapazes suados, a cantar no mar e a andar numa mota. Foi a premissa para o novo trabalho apelidado Fine Line.


Sobre o Fine Line, Harry Styles afirmou que era "all about having sex and feeling sad" (sobre ter sexo e sentir-se triste) e sim, a maior parte das canções falam desses dois assuntos. Além disso, as letras são muito mais específicas e não tão ambíguas como as do LP homónimo. Até incluiu a ex-namorada Camille Rowe a falar francês em "Cherry", que introduz a parte da solidão no álbum, seguida pela emocional "Falling" e "To Be So Lonely", apesar de ter um ritmo mais animador fala sobre o final triste de uma relação. Já "Adore You", conta com um vídeo narrado por Rosalía, e "Golden" falam sobre amor. "Treat People With Kindness", o slogan que tem usado no seu merch desde 2017, é o tema mais positivo do álbum, tanto na letra como na melodia, e termina com "Fine Line" e a mensagem de que iremos ficar bem "We'll be a fine line/ We'll be alright".


A nível de sonoridade, o disco junta refrões pop com inspirações dos anos 70, rock, folk e melodias acertadas. "Watermelon Sugar" é a que tem aquele toque mais de pop orelhuda. Enquanto que, "She" é a versão madura e melhorada de "Woman", do primeiro LP, e consegue ser ainda mais sensual. "Cherry" é uma música que remete para um folk sereno. A puxar por um rock psicadélico, "Golden" e "Sunflower, Vol.6" fazem o sucedido. O ritmo de "Treat People With Kindness" parece ter sido gravado numa jam session entre Styles e os seus músicos, acompanhada por um coro que eleva ainda mais o tema e o torna uplifting. Neste sentido, o sucessor do seu primeiro trabalho seguiu a mesma linha sonora na parte em que consegue ir buscar inspirações de outros tempos musicais com os atuais. O que, honestamente, define todas as músicas do músico britânico, exceto que aqui foi tudo aperfeiçoado.

Mais uma vez, Harry Styles conseguiu mostrar que nunca vai fazer nada igual ao que fazia nos One Direction, e o seu futuro vai ser cada vez mais no topo. O que lhe valeu um disco com muito mais sucesso do que o anterior. Pois, Fine Line é o último álbum em primeiro lugar no top Billboard 200, nos Estados Unidos, desta década e o primeiro da próxima, continuando a fazer história nos charts por mais algum tempo.

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