Future Nostalgia de Dua Lipa: o álbum animado que o mundo precisa | Watch and Listen!

Future Nostalgia de Dua Lipa: o álbum animado que o mundo precisa


Future Nostalgia é o segundo álbum de Dua Lipa, que foi lançado a 27 de março, uma semana antes da data prevista, seria a 3 de abril, devido a um leak online. Após o sucesso que teve no início da sua carreira, era altura de dar o próximo grande salto.

Em agosto de 2015, Dua Lipa mostrou o seu primeiro single "New Love", mas só nos meses seguintes com o segundo, "Be The One", é que começou a ganhar mais atenção e rapidamente teve um hit comercial. Podia ter-se ficado por aqui, porém continuou a mostrar mais músicas para promover a edição do seu disco de estreia homónimo. Ao todo, foram oito singles, incluindo uma das suas músicas mais populares, "New Rules", que passou em todo o lado no verão de 2017. Antes e nesse mesmo ano, com um atraso, chegou finalmente o primeiro álbum. Em 2018, colaborou com Calvin Harris em "One Kiss", um tema que transpira a praia. Mais tarde, foi a vez de se juntar a Silk City (duo de Mark Ronson e Diplo) em "Electricity". Com apenas estas duas músicas, fomentou a visão futurística do seu novo trabalho Future Nostalgia.

"Don't Start Now" serviu como entrada para a nova era da cantora e compositora britânica, introduzindo a sua nova sonoridade disco misturada com pop. Com um pé no futuro e outro no passado, soube-se logo que, a partir daí, seria tudo diferente do que tinha feito anteriormente. O cartão de entrada do álbum com o mesmo nome, "Future Nostalgia", é precisamente isso. Um tema que contém uma letra feminista "No matter what you do, I'm gonna get it without ya/ I know you ain't used to a female alpha", acompanhada por uma melodia funk e eletrónica. "Cool", co-escrita por Tove Lo, já é um pouco mais relaxada, onde o uso de sintetizadores é notável, mas com um ritmo para dançar. Já "Physical" é, sem dúvida, uma música de festa com uma energia louca que é impossível ouvir-se parada(o), e ainda faz referência ao tema popular de Olivia Newton-John, editado em 1981, com o mesmo nome e a frase "Let's get physical", levando-nos numa pequena viagem pelos anos 80. "Levitating", podia ser outro single, é mais outra música divertida que nos transporta pela galáxia com uma paragem em Marte ("let's get lost on Mars"), incluindo um pequeno rap da artista a mostrar o seu sotaque britânico.


Só mais ou menos a meio do álbum é que dá tempo para se respirar em "Pretty Please", a canção mais calma, mas que não foge às inspirações dos sons presentes. Com dez momentos fortes, também se precisava de um que fosse um pouco fraco. A festa continua em "Hallucinate", inspirada em música de dança dos anos 90 e perfeita para se dançar quando estiver calor. "Love Again" fala sobre ter esperança no amor novamente, e inclui uma sample de "Your Woman" (1997) do cantor White Town. De volta ao "dance crying", como Lipa caracteriza o seu próprio som no primeiro disco, apresenta "Break My Heart", o terceiro single, onde é mais vulnerável, mas sem perder o ritmo. Em "Good in Bed", mostra a perspetiva feminina sobre sexo numa relação sem preocupações, o que não é muito habitual para uma pop star mas faz sempre falta, com um refrão repetitivo que não chega a ser chato. Tal como começou, termina com uma música feminista, "Boys Will Be Boys", onde aborda alguns problemas que as mulheres passam e a masculinidade tóxica numa melodia orquestral. Uma boa maneira de acabar esta viagem com um assunto que lhe é próximo e pessoal.


O segundo álbum para qualquer artista, principalmente para quem teve vários singles nos tops e rádios do mundo inteiro, é sempre importante e a prova do que é capaz de fazer. Dua Lipa corria um grande risco, mas conseguiu elevar as expectativas do se esperava ser o seu novo trabalho depois de 2017. Desde o primeiro tema até ao último, a adrenalina percorre o corpo todo e dá vontade de dançar ao som de todos. Sem nenhum momento mau, não se ouvia algo assim tão coeso há bastante tempo. Além disso, a parte visual também está bem representada com os vídeos, tendo originado até um de exercício, a mostrarem um lado retro e disco, e a artwork, fotografado por Hugo Comte, ajudam a fortalecer todas as ideias que tem de transmitir.


Future Nostalgia consegue concretizar o que promete, porque, ao mesmo tempo, traz o futuro e tem inspirações do passado, dos anos 80 e 90. É tudo o que a pop foi e virá a ser, definindo a nova década. Durante trinta e sete minutos, transporta-nos para a pista de dança e permite-nos esquecer um pouco sobre o que se à nossa volta com canções divertidas, honestas e descontraídas. Sendo totalmente necessário para o mundo durante este momento, visto que, a música é uma das coisas que nos ajuda mais.

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