#Throwback: Lover de Taylor Swift

Ainda nem fez um ano desde que Taylor Swift lançou o seu sétimo álbum, Lover, a 23 de agosto de 2019, e no mês passado, editou o oitavo, folklore. Agora, é altura de recordar o passado. 

Lover funciona como o oposto de Reputation (2017), que é um disco mais sombrio, ousado e sensual, sendo colorido, positivo e até político. Continua na sonoridade pop que começou a desenvolver em Red (2012), mas muito com tudo mais refinado.

O primeiro single "ME!", que conta com Brendon Urie (Panic! At The Disco), foi a prova de que ia ser uma nova era na sua carreira, uma diferente e mais animada do que as anteriores. "You Need To Calm", o segundo single, intensificou essa premissa. O vídeo é uma homenagem à comunidade LGBTQ+ e apelou para a assinatura da petição Support the Equality Act, criada pela artista. Já o terceiro e penúltimo, "Lover", é a sua música mais romântica, até ao momento (With every guitar string scar on my hand / I take this magnetic force of a man to be my lover).

O álbum marca a primeira vez em que Taylor Swift decidiu fazer uma canção sobre política. À primeira audição, parece ser apenas um tema sobre um romance ocorrido durante o secundário, mas a segunda mensagem que "Miss Americana & The Heartbreak Prince" tem por detrás é política. Pois, aborda as eleições americanas de 2016, onde o candidato republicano, Donald Trump, ganhou, e tudo o que aconteceu depois disso (American stories burning before me / I'm feeling helpless, the damsels are depressed). Também inspirou o seu documentário na Netflix, Miss Americana, no qual se vê o momento em que decide que vai falar sobre este assunto. Ainda mais, criou o seu primeiro hino claramente feminista com "The Man", falando da perspetiva se fosse um homem não sofreria com certas coisas, principalmente com a desigualdade de género (I’m so sick of running as fast as I can / Wondering if I'd get there quicker if I was a man). Com um vídeo a representar esse mundo inverso, onde se transformou completamente num homem. 

Apesar de ser um trabalho alegre, também tem temas tristes. "Soon You’ll Get Better" com os coros das The Chicks (aka The Dixie Chicks), fala sobre a sua mãe Andrea que foi diagnosticada com cancro em 2015 (I just pretend it isn't realI' / ll paint the kitchen neon, I'll brighten up the sky).

O álbum termina com "Daylight", uma música cheia de esperança sobre amor que é coesiva com o tema geral do mesmo. Assim, é um trabalho com canções Pop, às quais nos habitou nos últimos anos, divertido, refrescante e com vários momentos positivos.

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