The Album das BLACKPINK: a excelência do K-pop

As BLACKPINK lançaram o seu novo álbum, The Album, a 2 de outubro. É o primeiro lançamento mundial do grupo coreano. 

Atualmente considerado o maior grupo feminino de K-pop, as BLACKPINK já bateram vários recordes e foram as primeiras do mesmo género musical coreano a atuarem no Coachella, em 2019. O sucesso internacional começou com o tema “Ddu-Du Ddu-Du”, lançado em junho de 2018. Alguns meses depois, foi a vez da sua primeira colaboração com Dua Lipa em “Kiss and Make Up”, de Dua Lipa (Complete Edition). O feat. seguinte foi com Lady Gaga na música “Sour Candy”, do álbum Chromatica. Desde a sua formação em 2016, Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa foram abrindo portas fora da Coreia que as levou ao reconhecimento pelo mundo inteiro. Para fortalecer isso, o novo álbum apelidado The Album, chegou na altura ideal. Após um disco com versões em japonês das suas canções, Blackpink in Your Area (2018), o mais recente conta com letras em coreano e inglês.

O primeiro single “How You Like That” tem influências de hip-hop e a sonoridade característica com uma grande produção que as BLACKPINK mostraram em Blackpink in Your Area (2018). Já o segundo, “Ice Cream” com Selena Gomez, é animado, colorido e pop. Uma canção perfeita para o verão onde as vozes das cinco artistas soam bem juntas, e que noutra altura qualquer estaria a passar em todas as festas, bares e discotecas. Já o terceiro, “Lovesick Girls”, foi escrito por Jisoo e Jennie, e incorpora esses dois lados do grupo: o obscuro e o reluzente. Três escolhas que representam bem o novo LP.

The Album conta ainda com a participação de Cardi B na energética “Bet You Wanna”, algo fora da zona de conforto da rapper, mas que resultou bem. Na construção das músicas, também há outros nomes conhecidos que fizeram parte. Ariana Grande, Victoria Monét, Ryan Tedder (OneRepublic) e David Guetta coescreveram algumas das letras. O que mostra a intenção do álbum ter sido criado propositadamente para se sair bem no mercado internacional, principalmente no americano.

A grande desilusão é apenas ter oito músicas, porque parece mais um EP do que um álbum. Não se percebe a razão de terem feito isso quando havia potencial para mais, e de certeza que tinham, pelo menos, mais duas músicas que podiam ser incluídas. Pois, assim sabe a pouco e fica-se à espera de mais. Contudo, não tem nenhum momento fraco e, no geral, tem a qualidade que se esperava do grupo.

Em The Album, as BLACKPINK conseguiram mostrar são excelentes a misturam K-pop, hip-hop e EDM, por vezes, no mesmo tema, enquanto cantam refrões catchy. Além disso, ora têm músicas alegres, ora têm outras menos animadas, mas dão sempre todas para se dançar.

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