'Folklore: the long pond studio sessions': Taylor Swift mostra o conforto do seu novo álbum

Folklore: the long pond studio sessions estreou no dia 25 de novembro na Disney+. O documentário-concerto interliga as atuações do álbum folklore de Taylor Swift na íntegra com as explicações das letras.

No documentário-concerto, Taylor Swift é acompanhada por Jack Antonoff e Aaron Dessner no Long Pond Studio, o estúdio do último músico em Hudson, New York, que aparece na capa do álbum Sleep Well Beast (2017) dos The National. Os três juntam-se pela primeira vez, no mesmo espaço, em conversas honestas sobre folklore, e não só, enquanto bebem vinho à lareira e revelam alguns segredos sobre a sua gravação. Ainda mais, tocam todas as dezassete músicas na íntegra. Um disco gravado durante a quarentena e lançado a 24 de julho, apenas com um aviso algumas horas antes nas redes sociais, que fez a cantora receber cinco nomeações na 63ª edição dos Grammy Awards, incluindo nas categorias principais: Álbum do Ano e Música do Ano ("cardigan").

Em quase duas horas, os três explicam como foi o processo de gravarem separadamente em três sítios diferentes e os significados por detrás das letras. Inclusive, Taylor Swift confirma algumas teorias dos fãs, como, "cardigan", "august" e "betty" estão interligadas e abordam o triângulo amoroso da perspetiva de cada personagem: Betty, Augusta ou Augustine e James, respetivamente. O escritor misterioso William Bowery é um nome fictício para o seu namorado Joe Alwyn, que escreveu algumas partes de "exile" e "betty". Apesar das letras não serem 100% autobiográficas, em "the last great american dynasty" compara alguns aspetos da vida de Rebekah Harness aos seus, principalmente a forma como ambas receberam críticas.

Sem mencionar nomes, afirma que "mad woman" fala acerca de uma situação pessoal onde um homem lhe fez mal, neste caso é o horrível empresário Scooter Braun, que continua a ter os masters de todos os álbuns da cantora, exceto Lover (2019) e o novo. Quase no final, chega "peace" que é a maior aproximação sobre a vida da artista e os problemas que a sua fama traz numa relação porque há certas partes que não consegue controlar. Aaron Dessner também revela que se relaciona com este tema por ter depressão e ser difícil manter relações pessoais.

A única pessoa que faltava, Justin Vernon de Bon Iver, apareceu remotamente desde Eau Claire, Wisconsin, para cantar "exile". Uma música que foi enviada para o artista que fico logo inspirado e escreveu o seu bridge. O resultado é um dueto inesperado cantado em perfeita harmonia mesmo à distância.

Num estúdio aconchegante, Taylor Swift, Aaron Dessner e Jack Antonoff trazem vida às músicas de folklore com estas atuações simples, onde só usam um piano, uma guitarra ou um baixo. Igualmente, dissertam os temas principais das letras e as inspirações das mesmas. Esta junção com as conversas e as sessões, ajudam a fortalecer o álbum e a dar-lhe um sentido mais profundo. Como Swift diz, «I was so glad [that we did] because it turned out that, like, everybody needed a good cry as well as us» (Eu fiquei tão contente [por o termos feito] porque afinal, tipo, toda a gente precisava de um bom choro como nós), o que é verdade.

 

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