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Marlon Williams e The Blinders completam o Palco EDP e encerram o cartaz do Super Bock Super Rock. O festival regressa à Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco, de 18 a 20 de julho. Estas últimas confirmações juntam-se, no mesmo palco, a nomes como Dino D'Santiago, Capitão Fausto, Metronomy, Superorganism e Branko.


O neozelandês Marlon Williams passou pelo Vodafone Paredes de Coura, Festival para Gente Sentada e no LAV - Lisboa ao Vivo no ano passado, após ter lançado o seu segundo álbum Make Way For Love. A 18 de julho, volta a Portugal para encantar os seus fãs portugueses, novamente.



O rock chega com os The Blinders. O trio britânico juntou-se em 2014, lançou um EP, Hidden Horror Dance, em 2016 e o álbum de estreia, Columbia, foi editado no ano passado. Atuam no Palco EDP a 20 de julho, num ambiente propício para moshes e crowdsurfings.


Os bilhetes diários e passes gerais encontram-se à venda nos locais habituais. O passe geral tem o custo de 110€ e cada bilhete diário, exceto para dia 18 de julho que se encontra esgotado, custa 60€. 

Cartaz completo:

17 de julho, Warm-up SBSR (passe 3 dias)
Curadoria Discotexas com Moullinex (DJ set), Xinobi (DJ set), DJ Vibe (DJ set);Da Chick (live); MEERA (live); Oma Nata (live)

18 de julho
Palco Super Bock – Lana Del Rey, The 1975, Jungle, Cat Power
Palco EDP – Metronomy, Branko, Dino D’Santiago, Marlon Williams, Glockenwise
Palco Somersby – SebastiAn, Roosevelt, Conan Osiris
Palco LG by Rádio SBSR – Sallim, Madrepaz, Grandfather’s House

19 de julho
Palco Super Bock – Phoenix, Kaytranada, Christine and the Queens, shame
Palco EDP – Charlotte Gainsbourg, Capitão Fausto, Calexico and Iron & Wine, FKJ, Conjunto Corona
Palco Somersby – Dâm-Funk, Ezra Collective, Roméo Elvis
Palco LG by Rádio SBSR – Galgo, FUGLY, The Twist Connection

20 de julho
Palco Super Bock – Migos, Janelle Monáe, Disclosure DJ Set, Profjam
Palco EDP – Gorgon City, Masego, Superorganism, Rubel, The Blinders
Palco Somersby – Booka Shade, Mike El Nite, BaianaSystem
Palco LG by SBSR – Estraca, TNT, Pedro MafamaHidden Horror Dance

Em 2018, existiram seis vezes mais homens nos palcos do que mulheres nos festivais portugueses.
Em 2019, o NOS Primavera Sound quebra as regras e constrói um alinhamento com 70 artistas, dos quais 40 são mulheres ou bandas com, pelo menos, uma mulher. 


Falta menos de um mês para o NOS Primavera Sound regressar ao Parque da Cidade, no Porto. De 6 a 8 de junho, o festival traz música intemporal e emergente à invicta. E nós trazemos algumas confirmações no feminino que não vais querer perder. 

Ama Lou 



A londrina de 19 anos foi praticamente revelada ao público por Drake, que comprou merch da artista e partilhou no seu Instagram parte da letra de TBC, o single de estreia de Ama Lou. Este foi baseado na sua experiência com a brutalidade policial vivida nas ruas americanas. A sua música é uma mistura entre os sons do trap, a voz do soul e o embalo do R&B. Lembra Jorja Smith, quer na música, quer nas raízes, e já a acompanhou em tour, depois de se terem tornado amigas. DDD, o seu EP de estreia, saiu em março do ano passado e conta com três faixas: Tried Up, Wrong Lesson e Wire. As faixas são acompanhadas por visuals relacionadas com o deserto, disponíveis no site da cantora, e a sua sonoridade varia em função da altura do dia nesse mesmo espaço. Ama Lou parece ter alcançado uma maturidade quase precoce, mas não esconde que cresceu a ouvir Hannah Montana e High School Music. Mantém-se fiel a si própria.

Kali Uchis 



Kali Uchis é dona de uma das vozes femininas mais interessantes da atualidade. É hipnotizante, segura de si própria. Produz a sua música, colabora na direcção criativa dos seus vídeos e cria a sua artwork. É uma artista de contrastes e sensualidade. Isolation foi o seu álbum de estreia, que esteve nas bocas do mundo e fez parte dos 50 melhores álbuns de 2018 para a Pitchfork. Alguns dos temas da cantora são Dead to Me, Killer e Loner. No seu percurso, a colombiana aliou-se a nomes como a banda Gorillaz (em She’s My Collar, do álbum Humanz, lançado em 2015), a artista americana Lana Del Rey (como artista de abertura na LA to the Moon Tour na América do Norte) ou o rapper Tyler, The Creator (em See You Again, do álbum Flower Boy, e em After The Storm, parte do álbum de estreia de Kali). Atualmente, encontra-se numa tour norte-americana em conjunto com a artista britânica Jorja Smith, confirmada para a próxima edição do NOS Alive. Já tinham colaborado anteriormente em Tyrant (2017). 

Lena D'Água 



Lena D'Água deu-nos a mítica Sempre Que o Amor Me Quiser e é difícil encontrar um português que não reconheça a voz de uma das maiores artistas femininas do Portugal dos anos oitenta. Volta aos 62 anos e é como se nunca tivessem passado três décadas, como se nunca tivesse ido embora. O novo disco chama-se Desalmadamente e conta com letras de Pedro Silva Martins e interpretação de Francisca Cortesão, Mariana Ricardo, Benjamim e Sérgio Nascimento. A voz sempre jovial canta temas como Hipocampo, Formatada ou Desalmadamente, que dá nome ao álbum. Em entrevista à Sapo, Lena D'Água destacou o papel das mulheres na música portuguesa e a participação de Francisca e Mariana no seu novo disco. Desde 2018, empresta a sua voz a um projecto com Primeira Dama e com a Banda Xita e vai levar ao Primavera uma mistura entre os seus originais e os originais daqueles que a vão acompanhar. 

Let's Eat Grandma 



Rosa Walton e Jenny Hollingworth formam Let’s Eat Grandma. Aos 13 anos, começaram a fazer música juntas e, em 2013, nasceu o duo. O álbum de estreia, I, Gemini, foi editado em 2016, e I’m All Ears chegou dois anos depois, tendo recebido um Q Award para Álbum do Ano. Cantam em sincronia e são multi-instrumentistas. Nas suas músicas, ouvem-se instrumentos pouco usuais, tais como xilofone, saxofone e acordão numa pop experimental. 

Men I Trust 



A banda canadiana Men I Trust tem Emma Proulx na voz e na guitarra e é impossível escapar da sensação de dormência sonhadora que carrega. O conforto do indie dream pop de Men I Trust faz-nos sentir que flutuamos num lago ou andamos à deriva pela rua quando o sol nasce; aquele conforto que só alcançamos quando somos nós e o mundo, que espera sinal para acordar. Numb é o mais recente single da banda, lançado há menos de um mês; antes do novo álbum, ouvimos singles como Say, Can Your Hear (2018) ou I Hope To Be Around (2017). Num conteúdo inicial, destacam-se pelo single Lauren e pelo álbum Headroom, ambos de 2015. A nova criação, Oncle Jazz, está quase pronta e prevista para este ano. Com sorte, chega antes de junho. 

Nilüfer Yanya 



A cantora e compositora britânica faz parte dos artistas que começaram por publicar músicas no seu Soundcloud. Começou aí em 2014 e seguiram-se alguns singles. Recebeu uma proposta para fazer parte de uma girl band produzida por Louis Tomlinson, dos One Direction, e recusou. Assim, focou-se na sua música e acabou por editar o seu primeiro EP Small Crimes/Keep on Calling, seguido de Plant Feed (2017) e Do You Like Pain? (2018). Com uma voz soul e com a fusão de indie rock, trip hop e jazz nos seus temas, Nilüfer Yanya está pronta para começar a dominar o mundo com a sua arte e o disco de estreia Miss Universe, editado este ano, é a prova disso.

Rosalía 



Se antes era um tesouro escondido nos recantos do país vizinho, a espanhola Rosalía veio mostrar ao mundo que o flamenco está vivo e de boa saúde, com tendências mais modernas e com uma intensidade que não pede licença nos palcos internacionais. El Mal Querer, o seu segundo álbum, foi lançado em 2018 e conquistou a opinião da crítica e os ouvidos do público. A música de Rosalía remete às raízes tradicionais dos ritmos espanhóis, ao flamenco, enquanto os transforma numa aliança única com a electrónica e o R&B. A artista destaca-se não só pelo estilo musical, mas também pela construção de uma história de libertação empoderadora, contada em capítulos visuais inspirados numa relação tóxica. Recentemente, colaborou com J. Balvin, na música Con Altura, e com James Blake, na música Barefoot In The Park, dois artistas que fazem parte do cartaz anunciado. Pisou também os palcos do Coachella na El Mal Querer Tour

Solange 



Uma das maiores artistas de R&B contemporâneo estreia-se finalmente em Portugal. Solange Knowles deu os primeiros passos na música quando começou a ser dançarina para as Destiny’s Child, a banda da sua irmã Beyoncé, substituindo uma bailarina do grupo durante algum tempo. Mais tarde, começou a escrever canções, entrou em alguns filmes e, em 2002, editou o seu primeiro álbum Solo Star. A seguir, veio o segundo LP Sol-Angel and the Hadley St. Dreams (2008). As coisas começaram a mudar quando, em 2016, lançou o aclamado A Seat At The Table, que ficou em primeiro lugar no top Billboard 200, nos Estados Unidos. O álbum aborda temas como o racismo, o isolamento e a integração, numa mistura entre R&B, funk, neo soul e eletrónica, de uma forma cativante que só Solange consegue alcançar. Em março deste ano, lançou o quarto disco When I Get Home, onde explora com maior intensidade a sonoridade do hip-hop. 

Sophie 



A cantora, produtora, compositora e DJ escocesa é uma das caras da PC Music. Em 2015, a compilação Product foi lançada, reunindo várias músicas da artista desde 2013. Um ano depois, trabalhou com Charli XCX no EP Vroom Vroom. Até ao momento, colaborou com Let’s Eat Grandma, Madonna, Vince Staples, Kim Petras, Flume e muitos mais. No ano passado, Sophie editou o álbum Oil of Every Pearl's Un-Insides, a junção entre um lado exagerado e um lado calmo. 

Surma 



Quando Débora Umbelino lançou o seu primeiro single Maasai, em março de 2016, deixou a íntriga no ar por ter aparecido logo com esta música. Quem era esta pessoa? Como é que tinha chegado aqui? De onde surgiu esta sonoridade? O hype veio rápido e começou a chegar às pessoas e às rádios nacionais. O resultado? As atuações em alguns países europeus, no Eurosonic e no South by Southwest. O primeiro disco, Antwerpen, foi editado em outubro de 2017, tendo sido considerado um dos melhores álbuns nacionais desse ano pela crítica. A artista consegue fazer música experimental explorando jazz, post-rock, noise e eletrónica como mais ninguém. Ao vivo, normalmente, faz tudo: canta e toca sozinha num one-woman show. Em março deste ano, participou no Festival da Canção, onde cantou pela primeira vez em português com Pugna

Yaeji 



Apenas com dois EPs lançados em 2017 (Yaeji e EP2), a cantora, produtora e DJ com malas e bagagens em Nova Iorque acabou por chegar às bocas do mundo e começou a esgotar salas. Como é que isso aconteceu? Na sua primeira sessão de Boiler Room, Yaeji decidiu passar um remix da música Passionfruit de Drake. A artista coreana canta em inglês e em coreano com uma naturalidade inata. Ao vivo, canta por cima das suas músicas, concretizando a ideia de um DJ set e de um concerto ao mesmo tempo. Esta peculiaridade é o que torna os seus temas tão únicos.


Para além destes nomes, não faltam escolhas para todos os ouvidos. Apoiem a música feita por mulheres e ocupem a plateia do NOS Primavera Sound.


Texto: Carina Soares & Iris Cabaça
Imagem: Iris Cabaça

A banda punk e genderqueer Sons of an Illustrious Father vai estrear-se em Portugal, já no dia 13 de maio. 
Na próxima segunda-feira, o Musicbox (em Lisboa) vai ser o palco de Ezra Miller (voz, bateria e teclado), Josh Aubin (teclado, guitarra e percussão) e Lilah Larson (guitarras, baixo, bateria e percussão). 
Deus Sex Machina: Or, Moving Slowly Beyond Nikola Tesla é o segundo e mais recente álbum do trio, lançado no ano passado, do qual fazem parte temas como U.S.Gay ou Extraordinary Rendition. Para além deste, contam com o EP Sons, lançado em 2015, e o álbum Revol, lançado em 2016.
Os bilhetes estão disponíveis na Blueticket e nos locais habituais (Fnac, Worten, El Corte Inglês) pelo preço de 20 euros. Existe ainda um bilhete com direito a meet and greet, que inclui acesso exclusivo ao soundcheck, acesso prioritário à sala (15 minutos antes da abertura de portas) e fotografias com os membros da banda, pelo preço de 70 euros. 



O cartaz do Palco Somersby no Super Bock Super Rock deste ano fica completo com SebastiAn, Roméo Elvis e BaianaSystem. O festival volta à Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco, de 18 a 20 de julho. 

O produtor SebasitAn lançou o seu álbum de estreia, Total, em 2010. Além disso, produziu temas para Frank Ocean, Woodkid (também já atuou no festival) e Charlotte Gainsbourg que toca no palco EDP um dia depois do músico, a 19 de julho. Já Roméo Elvis irá lançar o segundo disco, Chocolate, ainda este ano e será possível ouvir-se alguns temas novos no concerto. A banda brasileira BaianaSystem também editou o seu primeiro trabalho homónimo em 2010 e devido à celebração dos seus 10 anos lançaram um novo LP em fevereiro intitulado O Futuro Não Demora. 

Os bilhetes diários e passes gerais para o festival encontram-se à venda nos locais habituais. Cada bilhete diário tem o custo de 60€, exceto para dia 18 que se encontra esgotado, e o passe custa 110€.

Cartaz confirmado até ao momento: 

17 de julho, Warm-up SBSR (passe 3 dias)
Curadoria Discotexas com Moullinex (DJ set), Xinobi (DJ set), DJ Vibe (DJ set); Da Chick (live); MEERA (live); Oma Nata (live)

18 de julho
Palco Super Bock – Lana Del Rey, The 1975, Jungle, Cat Power
Palco EDP – Metronomy, Branko, Dino D’Santiago, Glockenwise
Palco Somersby – SebastiAn, Roosevelt, Conan Osiris
Palco LG by Rádio SBSR – Sallim, Madrepaz, Grandfather’s House

19 de julho
Palco Super Bock – Phoenix, Kaytranada, Christine and the Queens, shame
Palco EDP – Charlotte Gainsbourg, Calexico and Iron & Wine, FKJ, Conjunto Corona
Palco Somersby – Dâm-Funk, Ezra Collective, Roméo Elvis
Palco LG by Rádio SBSR – Galgo, FUGLY, The Twist Connection

20 de julho
Super Bock – Migos, Janelle Monáe, Disclosure DJ Set, Profjam
Palco EDP – Gorgon City, Masego, Superorganism, Rubel
Palco Somersby – Booka Shade, Mike El Nite, BaianaSystem
Palco LG by SBSR – Estraca, TNT, Pedro Mafama

O espetáculo de abertura do MIL deste ano consistiu em juntar a música lusófona no B.leza. Do lado português, Lula Pena foi a representante e do lado brasileiro foi Letrux. Lula Pena chegou apenas com a sua guitarra e conseguiu trazer um ambiente intimista, cativando os mais atentos com a sua serenidade. Ao longo do concerto, apresentou alguns dos temas que mais marcaram a sua carreira. Já Letrux foi exatamente o contrário, apesar de Lula Pena se ter juntado à cantora brasileira para cantarem juntas. A artista brasileira fez a festa de abertura e quase mandou o palco abaixo. Veio apresentar o seu álbum de estreia "Letrux Em Noite de Climão" de uma forma maravilhosa e impactante. Gritou mensagens políticas como "fora Bolsonaro" e "Lula livre", fez referências astrológicas e também passou mensagens feministas. Ao mesmo tempo, a teatralidade que transpareceu enquanto falava e atuava contribuiu para a euforia do público. Assim, foi um bom começo para o festival. Para culminar todo este conceito, Noite Bacaneza trouxe música ao resto da noite.

O reggaeton feminista abanou o Titanic Sur Mer com os ritmos urbanos de Bea Pelea. A espanhola de Málaga veio substituir A.Negra e ficou longe de ser um dos concertos mais cheios desta edição do festival. Apesar de pouco conhecida, Pelea abriu a pista para aqueles que quiseram dar meia hora do seu tempo para dançar ao som de músicas do álbum Reggaeton Romántico (Vol. 1), lançado o ano passado. A confiança em palco foi evidente e mostrou-se através de temas como La Gasolina, Si No Te Vuelvo a Ver ou Sé Que Me Buscas.


O Roterdão recebeu a Lisboa de Pedro Mafama e fê-lo de casa cheia. Numa "misturada" entre os beats da multiculturalidade lisboeta, que abraça o fado e o afro, Mafama apresentou-nos temas como Lacrau, Jazigo, Como Assim e Arder Contigo. Num segundo plano a soltar os beats e a sonoridade envolvente, Kamila Ferreira, metade da dupla Cara//vag//yo e DJ de Pedro Mafama. A casa estava cheia e foi abaixo.


Pongo veio apresentar o seu EP Baia (2018) no Musicbox. No princípio do concerto, soube-se logo que a cantora e ex-voz dos Buraka Som Sistema chegou para arrasar. Os temas como Baia, Tambulaya e Kassussa - Kassusa Só meteram o público a dançar, incluindo pessoas estrangeiras que, provavelmente, nem sabiam quem era. Os dois bailarinos que a acompanham também ajudam à festa e conseguem animar e provocar ainda mais hype em quem assiste ao espetáculo. Ainda houve tempo para momentos um pouco mais calmos com a música Kuzola - Meu Amor Me Deixou. Ao mesmo tempo, Pongo mostrou que é o membro mais underrated dos Buraka e talvez o que anda mais nas sombras nestes últimos anos. Contudo, neste concerto, percebeu-se que está pronta para atuar mais vezes a solo e para públicos diferentes.


Um Blaya de letras gigantes no fundo do Estúdio Time Out e uma Blaya gigante no centro do palco. O furacão Blaya já nos habitou a tonificar o corpo a partir do momento em que ouvimos os primeiros sons dos seus concertos e desta vez não foi diferente. Puxou pelo público como ninguém, pedindo proximidade e muita dança. Não se ficou pelo palco: desceu para a plateia e não parou um segundo. Mas este esteve longe de ser um concerto de olhos postos apenas na Blaya, não estivesse rodeada de bailarinos que fizeram o palco tremer tanto como ela própria. Ouvimos e dançámos Faz Gostoso, Eu Avisei, Vem na Vibe e Má Vida. Ficámos na má vida, dançámos, suámos e saímos com a dose habitual de girl power.


É quase errado dizer que vimos um concerto de Edgar. A experiência proporcionada pelo rapper paulista vai muito além de um concerto: é uma combinação entre o som, o disfarce e a revolução. É um abre-olhos para as realidades de quem não tem voz por esse Brasil fora. O anticapitalismo, a dormência da pressão social, o abuso policial ou a desumanização das pessoas são alguns dos temas que inspiram a perfomance do brasileiro. O Amor Está Preso?, Print, Liquida ou Felizes Eram Os Golfinhos foram algumas das canções que agitaram a força social do público do Musicbox.


Não foi surpreendente que o Musicbox estivesse a rebentar pelas costuras muito antes do concerto de Conan Osiris. Depois de se tornar o vencedor do Festival da Canção e representante de Portugal na Eurovisão, ninguém ficou indiferente ao rapaz que criou algo nunca antes visto na música nacional e poucos foram aqueles que não procuraram um espaço na sala, sendo já fãs ou apenas estando curiosos. Acompanhado sempre do incontrolável bailarino João Reis Moreira, nunca perdeu a habitual descontração e interagiu constantemente com o público, através dos "em baixo, em baixo" na Borrego ou dos "foda-se, vocês dão calor a um gajo" na Baralho. Para além da esperada Telemóveis, que fez o público cantar em uníssono sem falhar uma palavra, a noite foi roubada pela Celulitite do álbum Adoro Bolos (2018). O público foi convidado a subir ao palco e dar tudo a dançar sem quaisquer complexos e limites, num mood de "eu 'tou-me a cagar e tu também devias 'tar".  Para vir dizer um "até já", Conan desceu do palco e cantou Amália, quase num tom de agradecimento ao público. Mais um concerto que mostrou a humildade e genialidade tão habitual do artista.


Dope Saint Jude revelou-se uma das melhores surpresas neste último dia do MIL. Após o concerto de Conan Osiris, parecia que se podia dar o festival por encerrado, mas Dope Saint Jude tornou-o impossível. Com o seu sotaque sul africano, a rapper, agora baseada em Londres, trouxe uma energia inigualável, fazendo as pessoas saltarem e gritarem ao som dos seus temas. A felicidade contagiante que se notava na sua cara foi uma ótima forma de terminar a maratona de concertos.

A noite final foi do Musicbox e o MIL foi de Lisboa e do mundo.

A Mai Kino é um dos nomes nacionais que irá marcar presença no NOS Primava Sound deste ano. A artista sobe ao palco no primeiro dia do festival, 6 de junho. Fizemos-lhe algumas perguntas sobre a atuação, Londres e planos futuros. 

Mai Kino é o alterego de Catarina Moreno que lançou o EP The Waves em 2016, onde trabalhou com Luke Smith (Foals, Petite Noir, Depeche Mode). A morar em Londres, começou por publicar músicas no Soundcloud como forma de lutar contra a vergonha de cantar. Rapidamente, as músicas foram partilhadas e recebeu propostas de colaborações e atuações. Um mês depois, recebeu um e-mail dos Octa Push e acabou a trabalhar com eles na música Please Please Please, que foi lançada em 2014. Com as suas músicas experimentais, nas quais, ao mesmo tempo, explora pop e electrónica, promete ser a cara nacional desta junção que consegue tornar muito sua. No NOS Primavera Sound, irá comprovar isso mesmo.

Quando recebeste o convite para atuar no NOS Primavera Sound, qual foi a tua reação?
Foi uma grande surpresa... Há muito tempo que tinha vontade de conhecer o festival e ter a oportunidade de o fazer a tocar ao lado de tantos dos meus artistas preferidos deixou-me muito feliz. 

Se não tivesses ido para Londres, achas que a tua música soaria diferente?

Provavelmente sim, até certo ponto... tudo o que fazemos vive na combinação de elementos que nos são inerentes com tudo o que absorvemos à nossa volta. No entanto, cresci a ouvir Portishead, Tricky, Radiohead e Brit Pop... e por essa razão, aos 14 anos decidi que esta era a cidade onde iria viver um dia. 

De que forma achas que a tua sinestesia te ajuda no processo criativo?
Quando escrevo ou produzo uma canção, vejo automaticamente cores e movimento que informam a direcção de arte, vídeos e o design da roupa que uso em palco. Ou tenho uma atmosfera visual na cabeça que se traduz através dos sons e palavras que escolho. Cada canção ou imagem é a ponta de um iceberg, de um todo tridimensional.


Qual é o maior objetivo que gostarias de conquistar na tua carreira?

Continuar sempre a evoluir como compositora, liricista e produtora...e se um dia o meu trabalho poder fazer pelo mundo aquilo que a música que cresci a ouvir fez por mim, nada me deixaria mais feliz. O meu concerto no CCB em Janeiro foi um sonho tornado realidade... Espero um dia tocar no Coliseu de Lisboa, onde vi tantos artistas em pequenina... no Glastonbury, onde vi os melhores concertos da minha vida... e pelo mundo todo. 

Para alguém que nunca ouviu a tua música, como é que a descreverias? 

É um encontro entre etéreo e gritty, digital e analógico. São canções que vêm de um sítio verdadeiro, escritas à guitarra e piano, transportadas para um universo experimental. 

Quais são os teus planos para este ano?

Tem sido um ano muito fértil criativamente...um renascimento. Estou a terminar canções novas para lançar ainda este ano, prestes a gravar o meu próximo vídeo e tenho outras novidades que espero partilhar em breve. 

O que se pode esperar do teu concerto no NOS Primavera Sound?

Estou a preparar um set muito especial para o Primavera... vou tocar canções novas pela primeira vez, desenhei um outfit especial inspirado no meu último single... e o resto é surpresa.



A LG volta a marcar presença nos festivais Super Bock Super Rock e MEO Sudoeste pelo 5º ano consecutivo. O primeiro regressa à Herdade do Cabeço da Flauta nos dias 18, 19 e 20 de julho, e o segundo na Herdade da Casa Branca de 6 a 10 de agosto. A programação de ambos os palcos conta só com nomes nacionais. 

No Super Bock Super Rock, o Palco LG by SBSR com a curadoria da rádio SBSR traz uma diversidade de géneros musicais como rock, hip-hop, música eletrónica e pop ao Meco. Os Madrepaz, os Grandfather's House e Sallim atuam no primeiro dia, 18 de julho. No dia seguinte, 19 de julho, The Twist Connection, Fugly e Galgo sobem ao palco. Por último, a 20 de julho, Estraca, TNT e Pedro Mafama são os escolhidos para o encerramento. 


Já no MEO Sudoeste, o Palco LG by Mega Hits tem a curadoria da rádio Mega Hits e, igualmente, aposta no talento nacional. Os elegidos para o primeiro dia, 7 de agosto, são Mellim, Murta e Macaia. Para o segundo dia, dia 8, são Mike Lyte, X-Tense e Spliff. A 9 de agosto, é a vez de Sippinpurpp, Lon3r Johny, Chong Kwong e MDO atuarem. No último dia, os Átoa, Mi Casa, Biya e João Moniz sobem ao palco. 


O mote da LG em ambos os festivais é "Liga-te" cujo objetivo é ligar as pessoas à música, à dança e aos artistas. A iniciativa ‘Innovation for a Better Planet’: LG reforça aposta na sustentabilidade e promove campanha “Reciclar é um Festival”. Todas as ativações LG terão uma especial preocupação com a sustentabilidade, procurando criar o menor impacto ambiental possível. As estruturas serão construídas maioritariamente reutilizando materiais como paletes, e os equipamentos LG utilizados têm carimbo verde através da escala de eficiência energética. Esta preocupação une-se com a campanha Reciclar é um Festival, que tem como objetivo iniciar a consciencialização para a temática da reciclagem do lixo eletrónico, ou seja, os equipamentos eletrónicos, que outrora seriam deitados para o lixo comum. 

Além disso, tanto no Super Bock Super Rock como no MEO Sudoeste, a LG aposta na ligação das pessoas aos artistas que vão atuar nos Palcos LG fazer com que todos, mesmo aqueles que não possam estar presentes, consigam acompanhar tudo o que está a acontecer, não só no palco, mas em todos os espaços e ações da LG. Também irão existir meeting spots nos recintos, os LG OLED TV Meeting Spots, que serão fáceis de identificar e carregar-se telemóveis.


A lavandaria mais Cool do MEO Sudoeste volta a estar presente no Festival, mas terá uma "cara nova" e vai surgir com bastantes novidades. Construída a pensar, novamente, na ligação entre as pessoas, promove-se o convívio, dando a possibilidade aos festivaleiros de passarem tempo com os amigos num ambiente divertido. Ao mesmo tempo que é assegurado o serviço de lavandaria, podem descansar nos puffs, carregar os telemóveis ou até ser DJ!

A LG também propõe dois passatempos antes dos festivais: o LG Xboom Dance Challenge e o LG TWINWash Par Perfeito. O primeiro irá servir para se explorar o talento ainda por descobrir e dar
oportunidade a todos de mostrarem o que valem. Em parceria com a Jazzy, a LG criou uma
coreografia: LG XBoom Dance. Para se habilitarem a ganhar passes duplos e uma coluna portátil da LG, os festivaleiros terão de reproduzir a coreografia do modo mais original que conseguirem e partilhar o vídeo no seu perfil de Instagram, desafiando 3 amigos a fazer o mesmo. Os requisitos são apenas colocar os seguintes elementos na publicação: #LGXboomDance #LigateàDança e identificar a @lg.portugal. Os vencedores deste desafio terão oportunidade de ir ao Festival com a LG e receber ainda um speaker LG XBoom para que possam levar a sua música para qualquer lugar. No segundo, as pessoas serão desafiadas a demonstrar que são o par perfeito. Podem ser amigos, irmãos, namorados ou até mesmo apenas conhecidos... Todos serão desafiados neste passatempo. Para participar, os festivaleiros devem partilhar situações em que mostrem o porquê de serem o par perfeito. Podem fazê-lo em qualquer formato, seja vídeo, imagem, frase, clip de som... As duplas vencedoras ganham entrada no Festival em estadia de luxo. “O Par Perfeito da LG é a TWINWash (Mini Wash + TWINWash) e o teu, qual é?!”

Os bilhetes diários e passes gerais para os dois festivais encontram-se à venda nos locais habituais.