Primavera Sound Porto 2025: dia 3 – da eletrónica ao hardcore punk para se acabar em grande



O último dia do Primavera Sound Porto trouxe o melhor da música nacional, da eletrónica e, ainda, do hardcore punk. A festa terminou da melhor maneira com concertos de Maria Reis, David Bruno, Parcels, Wet Leg, Jamie XX e Turnstile.

 

 

Maria Reis teve a honra de abrir o palco Super Bock neste último dia e com uma bela tarde de sol, a artistas portuguesa apresentou músicas dos seus últimos álbuns: Suspiro (2024) e Benefício da Dúvida (2022).

 

Acompanhada por Francisco Couto (baixo) e Tomé Silva (bateria), tocou os temas Virgem Maria, Desaparece, Metadata, Teoria da Conspiração, Obsessão e Sara.  

 

Com um público bem composto, meteu as pessoas a saltarem e a mexerem-se no seu concerto. Coisas do passado deu o espétaculo por encerrado.




Para quem gosta e ouve David Bruno devia, sem dúvida e pelo menos uma vez na vida, assistir a um concerto do artista no Porto ou no norte do país, porque fará sempre mais sentido, devido às suas referências, e o público será melhor do que na capital, o que foi comprovado, novamente, neste concerto.

 

Acompanhado pelos ilustres Marco Duarte (ou Marquito) na guitarra, e António Bandeiras no entretenimento, fez referências e elogios a Gaia, como seria de se esperar, e falou sobre a sobrevivência das travessas de inox em tascos, enquanto segurava numa dizer o seu nome.

 

Para ajudar à festa, trouxe vários convidados para cantarem consigo, que foram os seguintes: Rui Reininho em Tema de Sequeira, Presto em 10 em 10, Helena em Azeitona Cocktail (enquanto Bandeiras subia à estrutura do palco, como se fosse “o homem-aranha de Caxinas) e Mike El Nite em Interveniente Acidental e Inatel.

 

Ainda tocou temas como Mesa para dois no Capa, Doucement e Bebe e Dorme, e deixou #150mL para o final, e chamou um miúdo ao palco para cantar ao seu lado. Assim, consagrou-se como o rei de Gaia por ter conquistado o público presente e por ter atuado em edições consecutivas do festival. 

 


 

 

Os Parcels podem não ser uma das bandas que vende mais discos ou que está em quase todos os tops de streaming em Portugal, mas cada vez que passam pelo nosso país atraem multidões em festivais, fará se viessem a solo, e desta vez não foi exceção, pois causaram uma das maiores enchentes no palco Vodafone do festival inteiro. E como aconteceu anteriormente no NOS Alive de 2022 e 2024.

 

A banda australiana veio apresentar uma amostra do seu próximo trabalho, LOVED que sairá em setembro, e alguns dos seus maiores sucessos, tais como, Tieduprightnow, Lightenup e IknowhowIfeel. Já do futuro álbum, tocaram o primeiro single Yougotmefeeling, Safeandsound, Ifyoucall e ainda trouxeram uma convidada muito especial para cantar Leaveyourlove: a artista portuguesa Maro, o que deixou o público bastante feliz e cantar em uníssono.

 

Com um pôr do sol lindíssimo como acontece no Parque da Cidade, os Parcels proporcionaram uma belíssima golden hour que deu para dançar e repor as energias em alta para o resto do festival.

 

 


 

As Wet Leg regressaram pela terceira vez a Portugal, depois de terem atuado no Super Bock em Stock em 2021 e terem aberto o concerto de Harry Styles em 2023, para apresentarem o seu segundo disco Moisturizer, com edição marcada para 11 de julho.

 

Para quem ainda não tivesse ouvido as novas músicas e visto os videoclips da nova era da banda liderada por Rhian Teasdale e Hester Chambers, podia pensar que estava a ver uma banda completamente diferente porque a começar pelo novo look de Teasdale, a passar pelos novos temas e a acabar com Chambers a atuar quase sempre de costas para o público, nem parecia a mesma banda. Contudo, as as músicas continuam a ter a mesma vibe de indie rock com refrões catchy e letras afiadas, o que levou ao sucesso da banda.

 

A banda começou o concerto com catch these fists, o primeiro single do novo álbum, e mostrou desde logo que estava pronta para mostrar as mudanças e evolução de estilo. Para satisfazer os fãs mais antigos, tocaram Wet Dream, Supermarket e Oh No, do primeiro álbum Wet Leg (2022), de seguida e, ainda se ouviu Ur Mum, Too Late Now, Being in Love, Angelica e Chaise Longue, uma das mais conhecidas.

 

Já das novas músicas, os destaques vão para davina mccall, jennifer’s body, mangetout e pillow talk. CPR foi a escolhida para encerrar o concerto e ficar-se com a certeza que esta nova era vai soar e correr bem em festivais de verão pelo mundo inteiro. 

 

 



 

Jamie XX já é um dos DJ, músico e produtor acarinhado do público português, não só por ser 1/3 dos The xx, mas também pelos sets que tem tocado nos últimos anos nos festivais nacionais, e claro que o seu regresso só consolidou isso. O artista veio apresentar o álbum In Waves (2024) e encerrar o palco Porto no último dia.

 

Pode não ter sido o seu set mais efusivo que vimos, mas mesmo assim conseguiu transformar o recinto numa pista de dança, como seria de se esperar, para quem ainda tinha energia para dar alguns passos de dança.

 

Assim, dançou-se ao som de temas como Treat Each Other Right, Gosh, On Hold (dos The xx), All You Children e Loud Places. 





Para se terminar o festival em grande, e apesar de não ter sido o último concerto, chegaram os Turnstile para encerrarem o palco Vodafone e a noite para muitas pessoas. A banda de Baltimore veio apresentar o seu mais recente álbum, NEVER Enough, que decididamente lhes abriu várias portas e conseguiu conquistar, novamente, o público português.

 

Mal se ouviu a melodia do tema NEVER ENOUGH, o público ficou desde logo em êxtase e notou-se a euforia presente que resultou em mosh pits, crowdsurfings e circle pits sem se ouvir qualquer incentivo por parte da banda, porque nem era necessário.

 

Do novo álbum, ouviram-se músicas como SEEIN’ STARS, BIRDS, DULL, I CARE e LOOK OUT FOR ME. Já do anterior, GLOW ON (2021) que dominou o alinhamento, ouviu-se T.L.C. (TURNSTILE LOVE CONNECTION), ALIEN LOVE CALL, FLY AGAIN, HOLIDAY, BLACKOUT, entre outras. E foram todas motivo para mosh, crowdsurfing e gritos de felicidade.

 

Com o vocalista Brendan Yates a saltar várias vezes ao longo do concerto, nem foi preciso dizer muitas palavras para puxar pelo público, mas disse as mais importantes “Free Palestine!”. No final, desceu para abraçar e dizer olá a quem se encontrava na primeira fila.

 

Desta forma, encerraram este palco com um concerto incrível e do qual ninguém se vai esquecer tão depressa. 

 



 

Texto e fotos: Iris Cabaça 

Primavera Sound Porto 2025: dia 3 – da eletrónica ao hardcore punk para se acabar em grande Primavera Sound Porto 2025: dia 3 – da eletrónica ao hardcore punk para se acabar em grande Reviewed by Watch and Listen on junho 19, 2025 Rating: 5

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