Baxter Dury no LAV: a febre de terça à noite
O artista britânico Baxter Dury regressou a Portugal para apresentar o seu mais recente álbum, Allbarone, no LAV – Lisboa ao Vivo, a 9 de dezembro. O concerto de abertura ficou a cargo do artista britânico-nigeriano Joshua Idehen.
A iniciar esta noite no LAV, este o artista Joshua Idehen, que além de músico também é poeta, e consegue misturar spoken word com ritmos eletrónicos de uma forma brilhante. O artista fez-se acompanhar pelo produtor Ludvig Parment em palco. As letras das suas músicas transmitem mensagens políticas importantes e, ao mesmo tempo, um sentido de esperança enquanto dão vontade de dançar.
O concerto foi carregado de pensamentos políticos e positivismo, o que pareceu agradar e puxar a atenção do público que, provavelmente, nunca tinha ouvido uma música do artista. Até houve um momento em que pediu às pessoas do público para abraçarem os desconhecidos ao seu lado, o que foi concretizado e arrancou vários abraços e sorrisos no meio da plateia. Foi um belo concerto de abertura e que conjugou bem com o principal. Para quem quiser voltar a ver, o artista atua a 16 de maio na Socorro, no Porto, 17 de maio na Casa Capitão, em Lisboa, e depois regressa para o festival MEO Kalorama em agosto.
Com nove álbuns na bagagem, pode dizer-se que Baxter Dury tem vários hits para tocar em mais de uma hora, e assim foi, pois, o artista conquistou o público português, numa sala cheia, com os seus novos temas e alguns dos seus clássicos. Com a sua irreverência, ninguém ficou indiferente à sua energia caótica, no bom sentido, que transmite em palco.
Começou o espetáculo com Alpha Dog, Hapsburg e I’m Not Your Dog. Depois cantou Mockingjay do novo álbum, que foi inspirado no filme Mockingjay (2014) com Jennifer Lawrence, onde o artista se coloca na personagem principal de Mockingjay. Após este belo momento, prosseguiu com Almond Milk, Return of the Sharp Heads, Pleasure e Palm Trees. E não podia faltar Miami no alinhamento, retirada do álbum Prince of Tears (2017), que é uma das suas músicas mais conhecidas e transformou o LAV numa pista de dança, só faltava a bolha de espelhos. Depois, acalmou um bocado com Cocaine Man, mas voltou à carga com Allbarone, tema título do novo álbum, e voltou a meter as pessoas a dançarem.
Para terminar, trouxe Mr W4, Celebrate Me, Prince of Tears e Baxter (These Are My Friends), uma colaboração com Fred Again, no encore. Assim, com o seu primeiro concerto a solo em Portugal, após ter tocado em alguns festivais, trouxe as suas misturas de new wave, eletrónica e rock que lhe são tão características juntamente com o seu humor afiado, os seus movimentos de dança e uma certa arrogância britânica tornaram tudo melhor e foi uma ótima forma de acabar a sua tour europeia. Para quem quiser repetir a dose, o artista regressa ao Primavera Sound Porto, a 12 de junho de 2026.
Texto e fotos: Iris Cabaça
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dezembro 15, 2025
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